Friday Creative Project


Temos uma competição na Nebula já há uns tempos que me deixa sempre animada às Sextas-feiras. Chama-se Friday Creative Project, e todos os elementos têm de apresentar algo criativo para competir com os colegas. (Há prémios para  vencedor, como forma de nos manter motivados!) Esta semana pensei em escrever uma história que partilho agora convosco em partes... Ainda não sei o resultado, mas penso que tenho material para ser a vencedora desta semana! (fingers crossed!)
Antes de passar à história, de dizer primeiro que a meteorologia não está mesmo do nosso lado para a venda de garagem... isto obrigou a um adiamento para a semana que vem. Eu e as restantes vendedoras vamos reunir em minha casa no Domingo de qualquer maneira, e tudo para fazer com que esta Venda passe a ser ainda melhor!


Para finalizar, hoje há OPEN DAY na LX Factory! É o meu primeiro desde que trabalho cá, e estou super curiosa! Alguém mais se junta a mim para uma noite diferente, cheia de gente criativa, muita musica e etc? Deixem-me uma mensagem no blogue ou no email doceparaomeudoce@hotmail.com.
Fico à espera!!


Aí vem a história! Espero que gostem!***

Pedro e os sonhos que cheiram a bolos

Parte I

Era uma vez um menino chamado Pedro, de seis anos, que era inseparável dos seus amigos António e Luisa com a mesma idade.
Todos os dias, os três iam à escola, estudavam, comiam e brincavam... mas como se não bastasse, ainda conseguiam sempre uma forma mágica de se encontrarem à noite, quando toda a cidade dormia.
Depois de os pais os aconchegarem na cama e apagarem a luz, a única coisa que eles tinham que fazer era fechar os olhos com muita força e imaginar um bolo no forno! Fresco, suculento, e com cobertura por cima… De repente, começavam a sentir o cheirinho a bolos, e sabiam que estavam no lugar certo! Bastava seguir-lhe o rasto, e entravam os três no mesmo sítio, que ia dar à cozinha mágica onde todos os  sonhos são feitos.
Que sorte a deles, conhecerem este local!
A Dona Lurdes, pasteleira dos sonhos, gostava muito deles e esperava-os todas as noites com receitas novas… só eles é que tinham o privilégio de vir ter à pastelaria dos sonhos, e por isso portavam-se sempre muito bem, para nunca deixarem de lá ir.
A Dona Lurdes era uma senhora muito simpática, gordinha e com a voz muito afinada. Era das mãos dela que saiam todos os sonhos como hoje os conhecemos: quando estamos a voar, a correr, a combater gigantes e muito mais. A criatividade da Dona Lurdes nunca se esgotava, e ela adorava a sua profissão. Mas como nem tudo é bom no mundo dos sonhos, a Dona Lurdes tinha uma irmã muito má, que adorava assustar os sonhadores, criando pesadelos. Se ela estivesse mesmo muito inspirada, conseguia construir histórias terroríficas, das quais era por vezes muito difícil fugir ou acordar. Ela chamava-se Dona Sedrul, que no fundo, é “Lurdes” ao contrário.
A Dona Sedrul estava proibida de entrar na cozinha a não ser durante o dia, quando chegava a altura de limpar os fornos e prepará-los para a irmã, Dona Lurdes, os poder usar quando chegasse novamente a noite… Só que as coisas nem sempre aconteciam como deviam, e se a Dona Lurdes se distraísse, a Dona Sedrul apoderava-se do forno, e juntava ingredientes maus, que provocavam os pesadelos nocturnos às pessoas. Sorte que era só muito de vez em quando que isto acontecia… e era essa a razão pela qual as pessoas só tinham pesadelos às vezes, e não todos os dias.
- Boa noite, meninos! Hoje fiz bolo de limão com sementes de papoila! – Disse a Dona Lurdes radiante por ver o Pedro e os dois amigos a chegar à cozinha, vestidos com os pijamas.
- Boa noite, Dona Lurdes! Sementes de papoila? O que é isso? – disseram os três em uníssono, ao olharem para as pintinhas pretas no bolo de limão.
-       As sementes de papoila dão uma textura crocante ao bolo, deixem de se armar em esquisitos, e vão já perceber do que estou a falar!
A Dona Lurdes serviu uma fatia a cada um, e curiosos, os três provaram o bolo. Logo depois da primeira dentada, foi rapidamente que comeram o resto da fatia.
-       Mmmm! Que delicioso, Dona Lurdes!
-       Eu sabia que vocês iam gostar… agora vão lá para fora brincar, que eu tenho muito sonho para fazer!
-       Obrigada, Dona Lurdes! – Disse o Pedro com um sorriso de orelha a orelha. Depois, os três correram para o quintal da casa da Dona Lurdes, que dava para um mundo fantástico, onde tudo era feito de algodão doce, e onde tudo era possível.
-       O que é que te apetece fazer hoje, Pedro? – perguntou o António pronto para a brincadeira.
-       Não sei, acho que hoje devíamos deixa a Luísa escolher! – disse o Pedro, a apontar para a Luisa, que estava tão bonita com o seu pijama cor de rosa.
-       Hmmm… - pensou a Luisa – E que tal se brincarmos à apanhada, mas a voar?
-       Boa! Eu agora já consigo voar muito rápido! – disse o Pedro feliz. – Mas fica o António a apanhar!
O Pedro e a Luisa levantaram voo e começaram a fugir do António, que muito divertido, se lançou a voar atrás deles.
Nessa noite, os três amigos divertiram-se como nunca: depois da apanhada, brincaram às escondidas entre as nuvens, pescaram flores aquáticas com seis braços, montaram um cavalo gigante, comeram na mesa mais pequenina do mundo e fizeram desenhos bonitos no céu.
Quando o cheirinho a bolos começou a deixar de ficar intenso, os três amigos sabiam que estava quase a chegar a hora de acordar, e que tinham de voltar para a casa da Dona Lurdes, para depois voltarem para as suas caminhas.
-       Então, meninos… divertiram-se muito hoje? – Perguntou a pasteleira de sonhos sorridente, cheia de farinha na cara.
-       Foi tão giro, Dona Lurdes! – disse a Luisa
-       Eu voei mais rápido que o António! – disse o Pedro.
-       Mas eu pinto melhor, e sou melhor nas escondidas! - disse logo o António em sua defesa.
-       Ha ha ha ha! – Ria-se a Dona Lurdes animada – Então posso constatar que foi uma noite maravilhosa não é? Mas agora vá… eu também preciso de ir descansar, e a Sedrul deve estar aí a chegar para desligar os fornos. Regressem às vossas caminhas, que as vossas mães já estão a caminho dos vossos quartos para vos acordar! Até logo!
Os três amigos despediram-se rapidamente da Dona Lurdes com muitos beijinhos e lançaram-se a correr pelo corredor que dava para os quartos deles. À medida que iam correndo, iam desaparecendo um a um.
-       Até logo, Pedro! – disse o António antes de desaparecer para acordar em sua casa.
-       Até logo António, até logo, Luisa! – disse o Pedro aos dois amigos.
Uns segundos depois, também o Pedro acordou, e viu que estava na sua cama, com a mãe a acordá-lo.
-       Bom dia, filho, vamos acordar e ir para a escola?
-       Olá mamã! Tive sonhos tão bons hoje!
-       Foi? Então porque é que não te despachas e contas-me tudo daqui a pouco ao pequeno almoço?
Depois de comer e de contar tudo à mamã, o Pedro foi deixado na escola.
Assim que chegou à sala de aula, juntou-se ao António e à Luisa, e os três amiguinhos não conseguiam parar de falar nas aventuras da noite anterior.
-       Então e quando eu voei tão alto tão alto que até toquei nas estrelas? – dizia o António visivelmente feliz.
-       Isso não é nada! E quando eu moldei um cavalo branco com as nuvens? – dizia a Luisa.
-       Shhhh! Façam menos barulho… - dizia o Pedro a olhar em volta para o resto da turma, preocupado – não podemos deixar que os nossos colegas oiçam falar nisto… a Dona Lurdes pediu-nos segredo! Depois não nos deixa ir outra vez para a casa dela.
- Meninos, vamos prestar atenção à aula? – disse a professora zangada com o zum zum que os três amigos estavam a fazer.
O grupinho endireitou-se nas cadeiras, e o Pedro reparou que um dos colegas de turma olhava muito atentamente para eles. O nome dele era Basílio, e era conhecido como o mauzão da turma… o menino que batia nos outros todos, que gostava de pregar sustos e deixar as meninas a chorar.
Um arrepio percorreu a espinha do Pedro. Será que ele tinha ouvido a conversa do António e da Luisa? E se ele descobrisse o caminho para a casa da Dona Lurdes, no mundo dos sonhos?
      Quando tocou para o intervalo, o Pedro chamou os amigos à parte, e contou-lhes que achava que o Basílio tinha ouvido tudo. Os outros dois ficaram logo assustados e não podiam acreditar no quão desleixados tinham sido a guardar o segredo.
-       Bem, o nosso plano agora é não falarmos mais no assunto, pelo menos até o Basílio se esquecer. – dizia o Pedro, sem saber que o Basílio estava escondido a ouvir tudo. – depois, continuamos a visitar a Dona Lurdes como sempre fizémos… Mas nenhum de nós se pode descuidar, nem falar sobre como se chega lá, combinado?
-       Combinado! – disseram os outros dois.
Do outro lado, o Basílio estava confuso… Quem seria essa Dona Lurdes? E que mundo fantástico seria esse de que os outros falavam? Ele tinha de descobrir, e se pudesse, ia pregar um grande susto aos três amigos. De repente, um plano desenrolou-se na cabeça do Basílio e ele começou a esfregar as mãos satisfeito… O que quer que fosse esse sítio, ele ia encontrá-lo, e ia fazer maldades.

(cliquem na imagem acima para seguir para a parte II)


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PLIM*!

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