Pedro e os sonhos que cheiram a bolos *PARTE II*

BOM DIA ALEGRIA!
(Infelizmente já não tenho aquele sinal no dedo, e como podem ver, a foto não é de hoje... mas não achei nada melhor :p )

Hoje acordei cheia de beijinhos para dar, e com vontade de dar abraços a toda a gente... por razão nenhuma em particular, e por nada em geral... acho que ando simplesmente carente! hehehehehe...
Fica mais um miminho que espero que gostem: A segunda parte do meu Friday Creative Project. Ainda ninguém sabe quem ganhou o projecto da semana... basicamente porque os homens com quem trabalho não têm paciência para ler textos (O Guilherme foi o único que leu!* hehehehe), só para ver filmes. Como ainda não tenho a minha máquina de filmar, vou-me safando na competição como posso... a ver se vocês me dão algum amorzinho, hmm?


PS: Antes de passar à história, dizer só que hoje à noite vou tentar começar a postar as fotos do material que tenho para esta venda de garagem! Estou tão ansiosa que chegue o dia!*
Viram o vídeo que fizemos para a venda? Não? Então cliquem aqui!


Pedro e os sonhos que cheiram a bolos *PARTE II*
(Para quem não leu a primeira parte, basta clicar aqui, e depois, em "próxima" no final da história para chegar de novo a esta página)


-       Olá de novo, meninos!
-       Olá Dona Lurdes! – Disseram os três à pasteleira de sonhos nessa mesma noite.
-       Hoje tenho outra coisa nova para vocês provarem: bolinhos de maçã e canela! – Disse a Dona Lurdes a estender três pequenos bolinhos aos três amigos.
-       Mmmmmm! Dona Lurdes, está tão bom! – Disse a Luisa de olhos fechados, a saborear o bolinho.
-       Vá, vão brincar lá para fora enquanto eu vou fazendo mais alguns. Hoje antes de voltarem para casa provam um de chocolate!
-       Boooaaa!!!! – Disseram os três enquanto corriam para a rua.
Nessa noite, os amigos brincaram a um monte de coisas novas. Fizeram castelos na areia, tão grandes que conseguiam mesmo entrar dentro deles e correr escada acima, escada abaixo. Andaram num balão puxado a gaivotas e mergulharam numa piscina de sumo de cenoura. Cansados de tanto correr, voltaram para a cozinha da Dona Lurdes, para provarem o bolo de chocolate antes de irem para a cama, para serem acordados pelos pais.
Sentados na mesa da cozinha da Dona Lurdes, o Pedro viu um vulto a esconder-se atrás das grandes estantes com ingredientes mágicos.
-       O que estás tu a ver, Pedrinho? – perguntou a Dona Lurdes.
-       Não sei… pareceu-me ver alguém a seconder-se ali atrás!
-       Deve ser a Dona Sedrul, Pedrinho, não tenhas medo… ela às vezes vem espreitar para ver se eu estou distraída, e tentar fazer pesadelos às pessoas. Eu já te chamo para vires limpar a cozinha, Sedrul! Ainda estou com convidados! – Gritou a Dona Lurdes para trás das estantes.
O António, que estava muito calado desde o início da noite, engoliu em seco, e tremia de medo com qualquer coisa.
-       O que se passa, António? – perguntou a Luisa preocupada.
-       Nada… estou com frio… acho que é por ainda estar molhado da piscina de sumo de cenoura. Já passa quando chegar à caminha. O bolo está tão bom, Dona Lurdes! – Disse por fim o António, a tentar desviar a conversa.
-       Ainda bem que gostas, querido… agora vão lá, que os vossos pais devem estar quase a acordar-vos para irem para a escola.
Os três amigos assim o fizeram. Encheram novamente a Dona Lurdes de beijinhos e lançaram-se a correr. Só o António é que corria mais devagar que os outros, e ia sempre olhando para trás, para a Dona Lurdes, que lhe dizia “Vai lá, querido, voltas logo à noite!”.
Quando a cozinha ficou vazia, a Dona Lurdes bocejou e chamou a sua irmã.
-       Sedrul, a cozinha está livre, podes vir agora.
-       Bom dia, minha irmã… fizeste bons sonhos esta noite? – disse a Dona Sedrul com cara de malandra, enquanto dava um beijinho à irmã.
-       Os melhores de sempre. Se quiseres provar, ainda sobraram sonhos desta noite, estão aí em cima da mesa: maçã e canela e chocolate.
-       Mmmm… estão tão bons… mas sabes, estive também a desenvolver umas receitas de sonhos lá em cima no meu quarto, acho que ias gostar. – disse a Dona Sedrul a olhar para a irmã com um ar esperançoso.
-       Sedrul, tu ainda não estás pronta para fazer sonhos. Para além de ainda não teres as tuas receitas bem organizadas, ainda estou zangada contigo, por todos os pesadelos que criaste às pessoas no passado!
-       Bolas, bolas, bolas, Lurdes! – Gritou a Dona Sedrul zangada. – Quando é que vais esquecer que eu me portei mal? Dá-me outra oportunidade de provar que já sei fazer sonhos!
-       Vou pensar nisso, Sedrul, prometo. Mas para já vou dormir, que estou cansada. Arruma isto tudo, está bem? Logo à noite falamos outra vez. – disse a Dona Lurdes para tentar acalmar a irmã. Deu-lhe um beijinho de bom dia, e foi descansar.
A Dona Sedrul começou a arrumar as panelas e a lavar as formas dos bolos. Estava tão zangada que até partiu os três pratos que os três amigos tinham deixado em cima da mesa. Enquanto limpava, ainda dizia: “Ela vai ver só! Assim que a apanhar distraída, vou fazer os piores pesadelos de sempre! Ela ainda vai implorar para eu parar, e vou fazê-la prometer que me deixa cozinhar com ela”… Melhor, vou prendê-la e até ela vai ter pesadelos… não! Melhor! Um dia, vai ser ela a limpar a cozinha, e eu a fazer bolos, para sempre! Ahahhahaha!”.
Enquanto continuava com os seus planos maléficos, a Dona Sedrul ouviu um pequeno gemido atrás das estantes. Indignada, não conseguia imaginar quem é que poderia estar ali atrás a espreitar e a ouvir tudo o que ela estava a dizer…
-       Quem está aí? – perguntou ela, olhando para a parte de trás das estantes.
Mas ninguém respondeu. A Dona Sedrul começou a ficar assustada e pegou no rolo da massa que estava mais à mão.
-       Quem é que está aí atrás? Já perguntei!
A Dona Sedrul olhou com mais atenção para as zonas entre os utensíllios atrás da estante principal, e precebeu que estava mesmo lá alguém escondido a tremer. Conforme ela se aproximava silenciosamente, a sombra ia também dando lentamente a volta à estante.
-       Pára já imediatamente de te mexer, ou eu juro que te dou um pesadelo tão grande esta noite, que tu vais implorar para acordar, e nem quando fizeres xixi na cama eu te vou deixar sair de lá!  - Disse a Dona Sedrul em tom de ameaça. Ela estava mesmo zangada, de rolo da massa no ar, pronto para atacar.
-       E se juntos fizermos os piores pesadelos de sempre? – perguntou a voz escondida atrás das estantes.
-       O que é que eu ganho com isso? – perguntou a Dona Sedrul, ainda a tentar ver quem estava lá atrás.
-       Passas a ser a rainha dos pesadelos. E eu ajudo-te a chegar lá.
-        Como te chamas? Mostra-te! – Disse a Dona Sedrul morta de curiosidade.
Lentamente, a sombra deu o resto da volta à estante e foi ter à outra ponta da cozinha da Dona Lurdes. Com um sorriso maroto, chegou-se ao nariz da Dona Sedrul e disse:
-       Eu sou o Basílio, fazemos negócio?






Esta é a cozinha dos sonhos que eu imagino quando penso nesta história... só não conseguem ver os fornos nem as estantes porque estão do outro lado da foto :P

Beijinhos!
PLIM*!

1 comentário:

  1. Parabéns, Ana Luisa.

    Li a história desde o início e sonhei acordada sempre até ao fim. Senti o cheiro dos bolos e voei no céu com os meninos.

    O desafio desta semana é teu!

    Até domingo :-)

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