To be a Freelancer, or not to be...?

Isto de ser freelancer tem tanto que se lhe diga e tanto que já foi dito, que nem sei por onde começar.
Numa destas tardes, no CoworkLisboa, ao falarmos sobre os emails e chamadas que por vezes nos chegam com pedidos de pro-bono ou de baixa de valores, um dos meus colegas mostrou-me este vídeo.
Posso dizer-vos, que com a Starling, já estive em qualquer uma destas situações. E nunca soa a ridículo a estes "clientes". É normal querer baixar o preço de uma sessão de fotos, porque no fundo, é só pegar numa máquina e disparar. No entanto, quando vemos o mesmo discurso aplicado a coisas que nos são tabeladas no dia-a-dia, como no vídeo acima, sinto que podemos chegar à conlcusão daquilo que um freelancer sofre com clientes que não o valorizam.
Amamos o que fazemos, temos brio, queremos que fique bem feito. O baixar de um orçamento não significa nunca que a coisa vai ficar mais simples, porque simplesmente gostamos que o que sai das nossas mãos seja bonito sempre. Quem ficou a perder fomos nós, porque somos assim. Por vezes também nos desvalorizamos por falta de capital, ou porque acreditamos que ajudar vai realmente trazer-nos aquela oportunidade imperdível e da qual nunca mais ouvimos falar.
Infelizmente, ou felizmente, decidi seguir por este meio, ao contrário daquilo que os meus pais e qualquer pai tem de expectativa para um filho. O nosso valor não está tabelado como as profissões mais antigas (médico, advogado, engenheiro), e por isso mesmo, não conheço também nenhum pai que diga "Ai, o meu filho, ui, o meu filho vai ser designer um dia!". Designer? Fotógrafo? O que é isso?
O facto é que não há como valorizar o trabalho criativo, e em Portugal, infelizmente, sinto que isto piora a cada dia que passa. O tempo que levámos a aprender, o nosso tempo ao conceber a ideia e o nosso tempo a finalizar tudo... já nem estou a falar do espaço em disco.
Amo o que faço, e amo-o ainda mais quando o cliente compreende a minha arte, gosta dela, e a valoriza!
Gostam do vídeo? hehehe.
Love, Lu*

This thing about being a freelancer has so much in it that has already been said, that I don't even know where to start.
In one of these afternoons, at CoworkLisboa, while talking to each other about the requests for pro-bonos and lowering prices that come to us for our work, one of the coworkers showed us this video.
I can tell you, that with Starling, I've been on every of these situations. And it never sounds ridiculous to these "clients". It is normal to want to lower the price for a photo session, cause in the end, it is so easy to aim at stuff and click. In the meanwhile, when we look at their speech from the perspective of this video, on things that are granted in life, I believe we can finally realize what freelancers suffer with people who don't value their work.
We love what we do, we are good in it, we want it to look good. Lowering a price isn't going to make it simpler, because we love to make it good all the time. We are the ones who lose... Sometimes even we accept doing something because we need the money, or because we truly believe in the "this is a great opportunity" speech.
Unfortunately, of fortunately, this is the life I've chosen for myself, despite of my parents greatest expectations. Our value isn't recognized like in older professions (like doctor, lawyer, engineer), and for that same reason, I've never ever seen a parent saying "oh, my son, I want him to be a designer!". Designer? Photographer? What is that?
The fact is that there is no real way of valuing creative work, and unfortunately, I believe that in Portugal, it gets worse every day. The time it takes for us to learn and practice, conceiving and working on it, delivering it to the client... and I am not even talking about GB space!
I love what I do... that will never change. And I love it even more when I work with clients who understand my art, and give them the value they are worth.
Did you like the video? hehehe
Love, Lu*

7 comentários:

  1. É horrível porque o facto de ser algo com que supostamente te divertes, já é um grande pagamento. E é desmoralizante.... Mas nós lá vamos indo, por esses campos fora! :)

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  2. Isto é tão verdade que até mete medo. Eu tenho este problema, o eterno problema, o dos orçamentos e nem sempre se consegue passar bem a mensagem. E aquilo em que mais me revejo é quando escreves: "baixar de um orçamento não significa nunca que a coisa vai ficar mais simples, porque simplesmente gostamos que o que sai das nossas mãos seja bonito sempre. Quem ficou a perder fomos nós, porque somos assim"

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  3. Isto acontece um pouco por todo o lado, mas ultimamente no meu caso tenho sido firme nos preços que pratico, caso contrário não vivia para sorrir no dia a seguir. Já alguém dizia que se gostas do que fazes, não trabalharás um único dia da tua vida. Continua, pois todos os trabalhos em que te envolves e nos mostram, continuam a ser um caminho de inspiração.

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  4. Em Portugal as pessoas acham que Freelancer é Free de grátis e não de Livre ou independente!

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  5. tão verdade. Mas continua com essa força. A tua paixão e gosto pelo que fazes passa para este lado. :)

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  6. Pois é.... também já fiz muito muito muito trabalho de graça. Até para pessoas que dizem compreender que isso não é cool. Go figure. Good post though.

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