Cronut Experience NYC

Hoje quero contar-vos como correu uma das minhas aventuras mais hilariantes de Nova Iorque: o Cronut!
Tento estar sempre a par dos novos doces-moda que aparecem e antes de ir para Nova Iorque, comecei a ouvir o burburinho do Cronut. "Ana Luisa, tu prova o cronut", "Já ouviste falar naquela coisa nova que é o Cronut?". Eu, ao sentir-me um pouco fora da moda, porque não sabia o que era o Cronut, tive de ir investigar. Então, trata-se de um donut com o segredo do Croissant à mistura. Fiquei muito curiosa, e já que é original de lá, da Daniel Hansel Bakery, sabia que tinha de provar um quando fosse à Grande Maçã. Acedi ao site, e qual não foi a minha surpresa quando descobri que a febre era tão grande que havia pessoas a fazer fila à porta, que era quase impossível fazer reserva online, e que muitas das que estavam à espera de conseguir comer um no dia, muitas vezes saíam da loja de mãos a abanar, porque havia quem comprasse milhares.
Tinha de tentar a minha sorte, e claro, não queria ser mais um dos que faz fila e não consegue nada. Assim sendo, o passo número um, foi tentar fazer reserva online, com UM MÊS de antecedência, como pedem no site.

Preparei-me, e um mês antes do dia em que queria levantar os Cronuts, e antes das 16h00 de cá, 11h00 de lá (quando abria o portal para as encomendas), já estava com o cartão de crédito na mão e constantemente a actualizar a página. Pedi ao meu querido amigo André Casado que fizesse as fotos do processo, para não perder MESMO tempo nenhum.



"Já 'tá! Já abriu! Ora, ora... ora... encomendar!"
Parecia uma tolinha, é verdade, mas o que realmente me espantou, foi a qualidade do marketing feito à volta deste pequeno doce. Tudo o que li antes de aceder à encomenda online, leva-nos antes de mais a uma sensação de ansiedade para conseguirmos adquirir o produto. "Podem tentar encomendar, mas com um mês de antecedência"; "Se fizerem fila, não façam barulho para não incomodarem os moradores da zona"; "Na loja, no dia, não podem encomendar mais de 6 cronuts por pessoa"; "A partir de x horas, já não há mais"; "Por favor tenham paciência, não somos uma loja online, somos apenas uma bakery, a dar o seu melhor para fazer face às encomendas e requisitos dos nossos clientes".

Quando faço o clique na "encomenda" aparece-me uma mensagem automática que me diz que há muita gente a querer comprar o mesmo produto.
Escolho que quero o Cronut, e de seguida sou levada para uma página que me diz que para essa semana já está tudo sold out, e que há apenas um disponível para o dia antes do que eu queria.

Eu começo logo a abanar as mãos e a dizer "aaaai!! aaaaiii!!". Ao que o meu amigo diz "Clicaaaa! Clicaaaa!!".
Eu clico. Logo a seguir, aparece a mensagem: "Há mais gente a tentar adquirir o teu produto." Como quem diz "tens de ser rápida a dar a entrada dos dados de pagamento, senão, já foste!".
Eu escrevo tudo, faço ok, e tenho a mensagem de que já não é possível encomendar mais Cronuts para aquela semana, daí a um mês.
Eu juro, que nunca vi uma estratégia tão boa. A minha sensação foi a de derrota, e o meu pensamento foi o de que agora eu QUERIA MESMO meter as mãos num Cronut! O Cronut não ia levar a melhor! Estava aberta a guerra!
Um mês depois... estávamos nós a ficar no Bronx, bastante longe da loja, e digo ao Miguel que no dia seguinte teríamos de acordar às 6h15. Eu estava tão, tão, tão cega desta vida. Ele, porque é o homem mais que perfeito neste mundo comigo, suspirou, e disse "'tá bem". (Baby, ninguém me atura como tu.)




Chegámos à pastelaria era cerca de 8h30. Já havia algumas pessoas na fila mas nada de trágico.
Esperámos um bocadinho, cheirava bem, e tive tempo para algumas fotografias. Aprendi que a cada mês há um sabor diferente de Cronut, o que também é uma estratégia fantástica, visto que podemos sempre voltar para provar o sabor novo, ou, se não gostarmos do que apanhamos, podemos sempre ir provar o próximo.

Chegou a minha vez, e pedimos dois Cronuts, um chocolate quente e um café. Ainda não tínhamos comido nada nessa manhã e eu estava esfaimada.

O Cronut é muito bonito, vem numa caixinha amorosa. Ao abrir, fui inundada por uma sensação tonta de vitória! A primeira dentada soube-me a batalha ganha. Saboreei cada bocadinho. Dei a segunda dentada, depois sorvi um pouco de chocolate quente. À terceira dentada, olhei para o Miguel e já não estava a gostar tanto. (hahahaha)
Achei que o Cronut era bastante gorduroso, e que o creme que tinha dentro era demasiado doce. Depois, ainda tinha uma camada de pasta de açúcar por cima. Não era definitivamente o meu tipo de pequeno almoço. Não o consegui acabar. Mesmo depois de tirar o frosting.

Eu e o Miguel rimo-nos os dois. Nesta altura, quando já estávamos a rebolar de tanto doce (só com dois Cronuts), e meio enjoados, a fila de pessoas era gigantesca. Pouco tempo depois, uma senhora veio à fila e anunciou que já não havia mais Cronuts para venda nesse dia, que teriam de voltar no dia seguinte. Vi, uma a uma, as pessoas desiludidas a saírem da pastelaria. Alguns até gritaram "Vou mas é ao Dunkin Donuts, que lá também já há Cronuts!". Isto fez-me rir, porque apenas alguns dias antes, em New Hampshire, a minha prima me convenceu a comprar um, para depois ter meio de comparação, e o facto é que gostei bastante! Podem até ver aqui, no meu instagram, o momento em que dei a primeira dentada.
Mas lá está. A crítica ao Cronut, no geral, é muito boa. Está em milhares de revistas, artigos de opinião. Secalhar é realmente como o marketing nos faz crer: Não tive sorte com o sabor deste mês... que se não me engano, era de Abóbora.
Terei agora, um dia, de regressar para provar novamente, quando a febre passar e o espaço passar a ser um local habitual. Mas "Deus ma livre" se me levanto tão cedo! hahahahaha.
Nesse dia, só consegui almoçar por volta das 14h00. Sentia que ainda tinha muito doce no estômago. Mas a aventura... essa sim, foi genial :D E tenho a história para contar. Ah! E não vos disse que a caminho da pastelaria eu entrei no metro no Bronx mas o Miguel ficou para trás e não entrou a tempo. Ao sair na paragem de ligação com o outro comboio, deixei-me ficar na esperança de ele ter apanhado o seguinte. O mais engraçado, é que andei uns metros mais à frente, sem qualquer ligação telefónica com ele, e ficámos mesmo frente a frente quando o metro parou. Enfim... sou uma romântica tolinha, eu sei... mas estava mesmo a fazer figas na esperança de não nos termos perdido nessa manhã.
Ah! Recomendam-se os croissants da Daniel Hansel. Segundo um casal muito querido de brasileiros que ficou sentado ao nosso lado neste dia... Que iam lá sempre buscar um croissant para pequeno almoço.
Love, Lu*

3 comentários:

  1. Eu ADORO as tuas fotos. São tão inspiradoras, tão mágicas...fazem-nos sonhar. Como é que consegues? Além do talento claro... Que lente usaste, por exermplo, nestas? Sou completamente amadora, mas adoro fotografia... E que tipo de edição fizeste?

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    1. Olá SB! Obrigada pelo carinho. Usei uma 50mm 1:4
      É a minha lente preferida... depois dessa é a 85mm ou a 35mm. Fazem coisas bonitas, né? :D
      Beijinhos*

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  2. Parece muito bom! Adorava conhecer NY e adorei as fotos :)
    Bj S

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