On planning an alternative wedding - Expectations


Tenho estado a planear o nosso casamento durante os últimos 4 meses. Não é uma tarefa fácil, e eu sempre soube disso. Mas quando comecei, confesso que achei que seria bem mais divertido do que tem estado a ser.
Deixem que vos diga que até já passei pela fase de querer desistir da festa umas três vezes... e as minhas madrinhas convenceram-me a não o fazer, que no final tudo valeria a pena.
Mas houve dias em que me senti realmente frustrada, cansada de tudo, de contactar pessoas, visitar locais, pedir orçamentos. É muito trabalho para um único dia em Setembro.
Eu estava tão frustrada de estar a fazer tudo sozinha, de estar tudo a demorar tanto tempo, tentar falar de detalhes com o Miguel no Skype era uma dor de cabeça, porque ele é bem mais relaxado que eu, não estávamos na mesma página, e na verdade, uma data de coisas não interessam mesmo para nada. Ele está em África, a trabalhar, com tantas coisas bem mais importantes para fazer do que falar de decoração ou de flores estúpidas. Porque é que eu até o andava a chatear com estes detalhes de miúda?



Foi num destes dias, que por fim, me bateu o grilo falante à porta da consciência. Eu percebi qual é que era o meu grande problema e o que é que me estava a apertar tanto o coração... a razão de estar tão frustrada e zangada e de não querer já fazer festa nenhuma:
Expectativas.
Eu estava com expectativas tão altas e tontas para o planeamento desta coisa toda. Eu esperava conseguir planear todo um casamento alternativo em apenas 4 meses. O tempo que o Miguel estaria fora.



Eu andava a meter tanta pressão em mim mesma para ter esta festa perfeita num espaço de tempo tão pequenino.
Se eu fosse para locais já preparados para casamentos, sim, seria bem mais fácil. Estes sítios já têm tudo pré-preparado... os menus, a decoração, os espaços, o som. Mas nós queríamos uma coisa totalmente diferente e que fugisse ao tradicional... por isso porque é que eu andava com tanta pressão para ter tudo em 4 meses?
Assim que me apercebi de que não sou nenhuma Luisa de Matos, comecei a relaxar um bocadinho e comecei a ponderar numa data de assuntos que me deixaram mais leve. Eu sou apenas uma miúda, e precisava de me sentar e de me organizar para não dar em maluca. E Deus ma livre se me torno uma bridezilla. Eu NÃO serei uma bridezilla.

Por isso, aqui estão as 8 coisas que aprendi sobre expectativas ao planear a nossa festa:
1- Tempo. Ainda temos 5 meses pela frente para organizar esta coisa. Vamos fazer o melhor que pudermos com o tempo que temos. Os amigos e a família vai gostar, não importa o que conseguirmos fazer.
2- Perfeição. Esta festa não tem de ser perfeita. Porque no final, vai ser perfeita com o que quer que tenhamos.
3- Pressão. Eu não vou voltar a meter tanta pressão em cima de mim como antes. Especialmente porque não vou voltar a tentar fazer tudo sozinha. Se houve uma palavra mágica que aprendi nestes quatro meses foi DELEGAR! Delegar tarefas é o melhor que se pode fazer na preparação de um dia com tantos momentos. E se os amigos e família querem ajudar-nos, porque raio é que estava a tentar fazer de tudo uma surpresa? Não vão gostar ainda mais da festa se a festa também for deles? Quando comecei a pensar neste casamento que fotografei no ano passado, tudo ficou claro. Depois, há uma coisa que agora não prescindo: Encontrar uma wedding planner!
4- Esperar. Porque é que eu estava a tentar fazer até as partes mais divertidas sozinha? Eu decidi passar a esperar um bocadinho, e agora, a partir de dia 18 deste mês, já com o Miguel cá, vamos começar a provar as delícias de menus que nos têm feito até encontrarmos o que mais gostamos. Acho que isto vai ser super divertido... e vai meter algumas bebidas à mistura... e estou ansiosa para que as provas comecem! yay!
5- Budget. Encontrar o nosso budget. Mantermo-nos dentro do budget... o melhor que pudermos.



6- Opiniões vs Decisões. Nós adoramos feedback, e vamos ouvir e aceitar toda a ajuda que tivermos. Mas no que toca a decisões, aprendi que esta festa acima de tudo tem de reflectir quem nós somos. Não queremos olhar para trás e pensar que não fizemos certas coisas na nossa festa porque essas coisas não são "normais". É um casamento alternativo. Não vai haver bolo, a comida vai ser vegetariana, Eu não vou vestir branco, não quero bouquet, ele não vai usar fato, e provavelmente vai de tennis ou de chinelos. Não queremos um sítio tradicional, não vai haver igreja nem civil. Uma grande amiga vai casar-nos. Há pessoas que não vamos convidar e não gostamos de lhe chamar casamento e sim a "festa".
E isto não deveria ser um problema, porque é quem nós somos. Eu ficaria desolada de não poder levar o vestido que gosto só porque não é um vestido de casamento normal. No final, a festa vai reflectir quem nós somos, e não o que é "tradicionalmente certo e aceitável".
7- Pensar como um rapaz (como o meu rapaz). Nas minhas conversas com o Miguel aprendi que há realmente uma data de coisas de que não precisamos. E quando percebi isso, relaxei instantaneamente. Aprendi que por vezes tenho de fazer o exercício "O que é que o Miguel pensaria disto?" e se a resposta for "Ele quer lá saber" (ou "ele tá-se a cagar"), então eu provavelmente também não vou querer saber.
Porque na maioria das vezes até são detalhes que ninguém quer saber. São bonitinhos e fofinhos, mas na maioria das vezes são coisas onde não vale a pena estourar o budget nem gastar tempo com DIY.
Vamos dar importância aos detalhes que realmente importam.
8- Relação. Conheço tantos casais que se zangaram n vezes ao longo da organização das suas festas. Eu não quero que isso aconteça connosco. A maior parte das vezes em que fiquei irritada com o Miguel aconteceu porque estava tão dentro dos planos que quando abria a boca para falar com ele sobre tudo ele era tão inundado de palavras que a cabeça fritava literalmente.



Acho que o mais correcto, é planearmos um momento do dia, ou uma noite (com garrafas de vinho e música gostosa), e falarmos de todos os detalhes. Depois dar tarefas a cada um e mais tarde, voltar a fazer o mesmo. Trazer ao de cima, todos os dias, a converseta do casamento... é que não há paciência. Eu própria já nem me conseguia ouvir em pensamentos, quanto mais ele. Cada vez que falávamos no Skype vinha a festa ao de cima. Que valente seca. Quando começámos a ter momentos para falar disso, abriu-se o espaço para falarmos de 30.000 outras coisas.
Não estou a dizer que somos perfeitos nisto... mas estamos 100 vezes melhor.

E vocês? Isto são coisas por que passaram ao planear os vossos casamentos? Aprenderam alguma coisa útil no processo que possam partilhar comigo para passar a ter "10 coisas que aprendi sobre expectativas?"
Se estão também no processo de organizar a vossa festa, isto ajudou em alguma coisa? Contem-me o que é que estão a passar!

Love, Lu*

PS: Fui fazendo confettis durante o Masterchef Australia (que acaba hoje). Outra coisa que aprendi é que fazer confettis é um valente anti-stress. Destruir papel com cortantes enquanto se vê tv... perfeito.
Obrigada ao Miguel, que ainda fez alguns antes de ir para Angola, obrigada à Mi que me ofereceu os cortantes e ao Filipe, que também andou a brincar a estas coisas. Não acreditamos no desperdício de arroz nas festas de casamentos. Por isso, vamos aos confettis de estrelinhas e notas musicais. Uma Lu e um Miguel, em papel.
PS: Só usamos restos de papel de embrulho do natal e a Dica da semana que vem cá parar a casa! hahahahah!



I've been trying to plan our wedding for the past 4 months now. It's not an easy task. I always knew that, but when I started, I confess I thought it would be much more fun that it actually is.
Let me tell you that I've actually been through the phase of not wanting to do the party at all... like... three times or so, and my bridesmaids convinced me to stick with it, and that it will all be worth it. But there were days when I felt so tired of all of it, contacting people, visiting places, asking for budgets. It's a lot of work for just one day in September.
I was so frustrated to be doing it all by myself, things taking so long to actually happen, talking about details with Miguel on Skype and realising he was so relaxed when I wasn't and that to him a bunch of stuff didn't really matter. Sometimes I hung up the call angry because I didn't feel like we were on the same page. He is in Africa, working, with so many much more important things to do at the moment than to think about decor or stupid flowers. Why was I even bothering him with girly details?
Then, one day, I finally realised what my problem was... Why I was feeling so frustrated and angry and wanting to not do this wedding anymore:
Expectations. 
I had such high expectations regarding the planning of this thing. I expected that I could actually pull off an alternative wedding in four months, the time Miguel would be in Africa.
I had been putting SO much pressure on myself to get this wedding to be perfect and in such a small amount of time.
If I had gone with the wedding prepared spaces, probably, yeah, I could have done it in little time. They have everything from the space to the decor, to set menus, to the sound system, etc. But we wanted something completely different, so why was I putting the pressure on myself to have it all done in four months?
As soon as I realised I was not a magician, I instantly started to relax a bit. I am only a human, and I needed to get things straight with my inner self so that I wouldn't go crazy, drive others crazy, and I'd be damned if I'd become one of those bridezillas (or britches) I see on TV. No sir. I WILL NOT BE A BRITCH.

So here are the 8 things I learned on expectations for planning this big day:

1- Time. We have 5 months to organize this thing. We will do the best we can with the amount of time that we have. Friends and family will love it no matter what.
2- Perfection. It does not have to be perfect. Because in the end, with whatever we have, it will be just perfect.
3- Pressure. I shall not put pressure on myself again like I did before. Specially because I will not try to do it all by myself again. If there was a magical word I learned this past four months was: DELEGATE. And if there are friends and family wanting to help, why should we keep everything a secret for the big day? Won't they even feel more special if they help us and make the event theirs as well? When I remembered this wedding I photographed, it all became clear. Then: find a wedding planner!
4-  Wait. Why was I trying to do all the fun parts by myself? I decided to wait a bit longer, and now on April 18th me and Miguel will start tasting the food and the drinks together. I believe this will be a lot of fun, and the word booze makes us want to do it together. I don't know... it just does! hahahaha!
5- Budget. Set a budget. Stick to it... the best you can.
6- Opinions vs Decisions. We love feedback, and we will accept all the help we can get. But when it comes to final decisions, I learned that the event has to reflect who we both are. We do not want to look back on this day and regret that we didn't do something because that something "was not normal". It is an alternative wedding. There will be no cake, the food will be vegetarian, I will not wear white, I do not want a bouquet, he does not want a suit and he is thinking about wearing tennis shoes or man sandals, we do not want a wedding traditional spot, or church or city hall, a friend will marry us. There are people we will not invite  and we hate calling it "the wedding" when we see it as "our big party". And this should not be a problem for us, because it is who we are. I would be so sad to not wear the dress I like because a bride should always wear white. In the end, we want the party to reflect who we are and not what's known to be the absolute right.
7- Think like a boy (like your boy). In my conversations with Miguel I learned that there are a few things we don't really need to have. And when I gave in, I instantly felt lighter. I realised that sometimes I should do the exercise "what would Miguel think about this" and most of the times it is "he doesn't really care about that", so then I don't either. Because mostly, they were just silly details that were putting more pressure on me. Like the "bride and groom" signs on the backs of our chairs. Who cares, really? Its a funny beautiful detail, but we are not even planning on sitting much, so its money we don't want to spend, or time DIYing on it. We will focus on whats important and on the details that are fun and reflect us.
8- Relationship. I know so many couples who got so mad at each other while planning their big parties. I don't want that to happen to us. Most of the times I got angry at Miguel were because I had been so into planning this thing that when information exploded in his head he was completely off guard. Deciding things together and when the time is right is the best we can do. Set a night, get a bottle of wine, write whats important to do and what we want, and use that night to talk about it. Don't over talk about the wedding every day. At the beginning I was exhausted with myself because it was all I could think about. And our Skype talks always had wedding details. When we stopped doing it all the time, but setting a right time for it, we stopped arguing, we stopped fighting. I mean, I am not saying we are perfect at this, but we're 100 times better.

What about you? What are the things you've gone through while planning your own weddings, and what have you learned from this process that could help me get to 10 things I learned?
If you are also planning your "big party day", did this help? Are you facing any of my challenges too?

Love, Lu*

8 comentários:

  1. Aproveitando um livro que acabei de trabalhar com o meu filho mais velho, queria somente deixar aqui um pensamento: "O essencial é invisível para os olhos..."

    Um beijinho no coração

    Liz

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  2. E os cortantes são de onde Lu?

    obrigada :)

    Vera.

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  3. O que interessa é que lá esteja quem vocês amam, que todos estejam felizes e ajudem a fazer a festa e que verdadeiramente se comemore o amor :) tudo o resto, mesmo que algo não corra tão bem, o dia é vosso, e é para aproveitarem!!!

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  4. Olá Lu*

    Este é um óptimo sitio para buscar alguma inspiração

    http://www.loveandlavender.com/

    Beijinhos ! E um dia feliz!

    Raquel
    www.simplesmenta.pt

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  5. Se um dia pensarmos em casar, com toda a certeza que me vou lembrar destas tuas dicas! Pelo que li, devemos ser muito parecidas ahah Não conhecia o teu blogue, mas gostei bastante de ficar a conhecer :)

    Obrigada pelas tuas partilhas. Nelas aprende-se muito... aprende-se até sobre nós mesmos!

    Ela.
    www.elaeele-nos.blogspot.com - O blogue de um casal! <3

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  6. Nós felizmente não passamos por nada disso :) estamos a fazer tudo de forma descontraída, e acho que isso se deve mesmo ao facto de eu ter um bocado "mentalidade de rapaz". Uma das coisas que aprendi sobre mim ao planear o nosso casamento é que não sou mesmo nada perfeccionista... E isso não é mau de todo :) o nosso casamento também não vai ser tradicional, mas temos a sorte de ter famílias que não querem saber disso para nada.
    Acho que deves aproveitar esta fase para aproveita os momentos, senão vai chegar o dia e vais pensar que tudo passou demasiado rápido. E ainda faltam 5 meses :)
    Vai tudo correr bem. Ele vai dizer que sim, tu vais dizer que sim. Fora isso, não há mais nada que possa correr mal xD
    Beijinhos*

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  7. Onde vão fazer a festa? Felicidades andreia

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