MY SWEET RISOTTO RICE RECIPE

Há dias, em conversa com a Lu sobre isto de ser vegetariano, falámos acerca das possibilidades infinitas que a cozinha vegetariana proporciona. Como ela é variada, saborosa e também propensa para acrescentar alguns números na balança!
Nessa mesma conversa, entre outros pratos falámos de várias receitas de risoto e daí surgiu esta ideia de experimentar um arroz doce vegetariano ou um neste caso, um risotto doce vegetariano.

Para isso usei dois ingredientes base: o leite de arroz e o arroz carnaroli. Não usei ovos e por isso ficou branquinho. Esta parte não é novidade porque, assim como o arroz doce mais amarelo (com ovos), também o arroz doce branco é típico da gastronomia portuguesa, em alguns pontos do país.
Gosto de inventar e experimentar coisas novas na cozinha. É verdade que nem sempre calham bem, mas esta experiencia correu muito bem e foi bem aceite pelo júri cá de casa! Para guardar no livro de receitas e repetir mais vezes, com certeza!
Convém acentuar que o leite de arroz tem uma consistência aguada e que será importante ter uma alternativa para engrossar o creme, como podem ver abaixo na receita.
Diga-se que por aqui não somos vegetarianos. Mas não negamos um prato vegetariano bem confecionado assim como não negamos uma boa francesinha quando vamos ao Porto!! Mas apreciamos algumas alternativas ao normal e variar o cardápio nunca fez mal a ninguém.

Ingredientes:
1 chávena de arroz risoto carnaroli
1 pitada de sal
1 1/2 chávena de água
0,5 l de leite de arroz
1 pau de canela
Casca de limão
1/3 chávena de açúcar
1 colher de chá de amido de milho
1 colher chá de creme vegetal para culinária
Canela em pó q.b.

Coze o arroz na água a ferver e temperada com uma pitada de sal.
Entretanto ferve o leite, juntamente com a casca de limão, o pau de canela e o açúcar.
Quando o arroz estiver praticamente cozido e a água evaporada, junta a noz de creme vegetal para culinária. Mexe bem e junta pouco a pouco o leite fervido ao preparado de arroz, mexendo sempre. Não se deve juntar o açúcar antes do arroz estar cozido, porque faz com que pare de cozer.
Como o leite de arroz é mais aguado que o leite normal, o meu truque para engrossar foi usar uma colher de chá de amido de milho, dissolvida num pouco do preparado de leite e juntar ao preparado de arroz.
Ao evaporar o leite começa a criar um creme ao redor do tacho e o arroz começa a ficar como uma consistência cremosa.
Quando estiver com a consistência desejada, tendo em conta que incorpora mais depois de frio, desliga o lume e coloca nas taças retirando o pau de canela e as cascas do limão.
Decora com canela a gosto. Também fica ótimo, depois de frio com fruta fresca: morangos ou manga.


Experimenta esta receita e partilha nas redes sociais com #doceparaomeudocediy
Xoxo,
Fedra 
Autoria e Fotografia
- Facebook


A few days ago, in conversation with Lu about it being vegetarian, we talked about the infinite possibilities that vegetarian cuisine provides. How it is varied, tasty and also prone to add some numbers on the scale!
In that same conversation, we talked among other dishes of various risotto recipes and from that I came with the idea to try a vegetarian sweet rice or in this case a vegetarian sweet risotto.
For this I used two main ingredients: rice milk and carnaroli rice. I did not use eggs and that’s why it’s white. This is not new in Portuguese cuisine because, like the yellow sweet rice (with eggs), sweet white rice this is also a typical dessert of Portuguese cuisine in some parts of our country.
I like to create and try new things in the kitchen. It is true that sometimes I don’t get it right, but this experience went very well and was well accepted by the main jury! It’s a keeper, going straight to the recipe book and repeat other times, for sure!
It’s important to mention that rice milk has a watery consistency and it will be important to have a thickening agent, as you can see below in the recipe.
We are not vegetarians, around here. But do not deny a well-made vegetarian dish as we do not deny a good francesinha when we go to OPorto!! We enjoy some alternatives to everyday cuisine and some variety in the menu never hurts anyone.

Ingredients:
1 cup of rice risotto carnaroli
1 pinch of salt
1 1/2 cup of water and half
0.5 l rice milk
1 cinnamon stick
Lemon peel
1/3 cup of sugar
1 teaspoon corn starch
1 tablespoon vegetable cream for pastry
Cinnamon powder

Bake the rice in boiling water and season with a pinch of salt.
Meanwhile boil the milk along with lemon peel, cinnamon stick and sugar.
When the rice is almost cooked and the water almost evaporated, add the vegetable cream. Stir well and add little by little the boiled milk to the mixture of rice, stirring constantly. You should not add the sugar before the rice is cooked, because it makes stop baking.
As the rice milk is more watery than cow milk, to thicken my trick was to ad one teaspoon of corn starch, to the prepared rice. First dissolve the corn starch in a little of that boiled milk.
As it evaporates the milk begins to create a cream around the pot and the rice starts to get a creamy consistency.
Once you have the desired consistency, given that incorporates more after cold, turn off the heat and place in bowls removing the cinnamon stick and lemon peel.
Garnish with cinnamon to taste. Is also great cold with fresh fruit: strawberries or mango.
Try this recipe and share on social networks with #doceparaomeudocediy
Xoxo
Fedra
Author and Photographer

Masterchef Portugal começa amanhã!


Não vejo televisão... a não ser que seja o Masterchef. Foi uma das pequenas rotinas que eu e o Miguel ganhámos depois do jantar. É sintonizar no canal, deitar no sofá com uma mantinha, enroscar, e ver o programa.
Neste momento vou-me deliciando com a versão Australiana, mas depois de ontem ter visitado o estúdio onde decorre a nova edição do concurso em Portugal, fiquei com a sensação de que vai chegar um novo vício.
Ao que me pareceu, os concorrentes deste ano são os melhores de sempre das edições Portuguesas. Eu tive a sorte de ver alguns dos melhores e não vos conto nada de nada! O melhor de tudo é que o grande vencedor vai ganhar a oportunidade de fazer o catering do meu casamento. Ahahahha... estou a brincar. O Top 5 é que vai lá estar a fazer o catering para 120 pessoas. Ahahaha. Também estou a brincar, mas fica o desafio, Media Capital! Se quiserem meter os finalistas no meu casamento a fazer um catering bonito, estão completamente livres de invadir a cozinha. Ainda não arranjei quem cozinhe para nós!
Posso dizer-vos que ontem aprendi muitas coisas novas com a Masterclass a que assisti, e que a companhia divertida da Olga fizeram o meu dia. Obrigada Media Capital! ;)
Mas vocês podem também já ter o cheirinho amanhã, porque é quando começa a nova edição.
Love, Lu*
 

Spoiler alert! Eu sou a próxima concorrente do Masterchef.
-not.



O famoso relógio... :)

Eu e a Olga prontas para experimentarmos os pratos.

Posso levar uma de cada para casa?


 (Aproveitei para fazer umas comprinhas... hahaha! É tão giro ver as coisas desta perspectiva.)

 Juro que não saberia o que fazer com este vegetal. Nem sei o que é. Perdoem a minha ignorância. Mas este desafio mandava-me para casa.

Aqui estamos a ver a prova de eliminação dos que estão lá em baixo. É claro que nós somos tão boas chefs que já nos safámos e ficámos só a dar apoio moral.

Os sonhos absurdos de uma noiva // The absurd dreams of a new Bride.


*English translation in the end of the post.*
Dizem que o que vivemos durante o dia, influencia-nos durante a noite. E esta noite, eu tive o sonho mais absurdo de sempre, que me lembre... e eu tenho muitos sonhos absurdos, como querer falar e não conseguir porque tenho uma bola de plasticina na boca que não pára de crescer, ou de repente ter umas mamas que são tão grandes e tão pesadas que subo o Chiado a rastejar pelo chão.
Esta noite foi o meu primeiro sonho de casamento, e ao acordar, não me consegui conter e ri como se não houvesse amanhã, porque foi tão surreal, e porque foi de encontro aos meus maiores medos na organização e medos pessoais, que realmente... só eu.


Como não gosto de manter estas parvoíces só para mim, passo a contar-vos. Se há noivas ou noivos, ou já casados que também passaram por este tipo de sonhos no momento da preparação do seu casamento, por favor partilhem comigo! Sempre é uma forma de rirmos juntos e de eu perceber que não estou a dar em maluquinha!
O facto é que estar a tratar de tudo à distância com o Miguel (ele em Luanda) me trouxe algum stress... o facto de também ter tido algumas discussões com os meus pais sobre algumas das nossas escolhas também. Então, quando atingi um ponto em que já estava farta de sequer pensar na organização do dia, parei, alinhei os pensamentos e comecei tudo de início. Assim que me acalmei as coisas entraram nos eixos, e já não estou enervada a visitar sítios e a ver coisas. Ontem, durante a noite dos Óscares, fiz uma chamada skype com a minha prima que mora em New Hampshire, a dona deste quintal que vos mostrei há não muito tempo e pelo meio de comentários aos vestidos da carpete vermelha, vencedores e discursos, ela ia-me perguntando como estavam a correr as coisas. Sei que foi exactamente isso, pensar na organização, e o cansaço extremo de ter aguentado até às 5h00 que me levaram a sonhar com tudo o que conversámos.
Ok, já chega, cá vai:






Dou por mim em pleno dia de casamento. Vestida (mas nunca consegui ver o meu vestido, quando olhava para baixo era tudo um blur, e isto porque ainda não tenho vestido, claramente), e ao olhar à minha volta, não conheço as pessoas que lá estão. Acho que isto tem a ver com aquelas discussões de família onde de repente aparecem aqueles primos que não sabemos que temos até sermos pedidas em casamento. De repente há toda uma família que devia vir. Ontem falei com a minha prima sobre isto.
Desloco-me à cozinha do espaço (que não é o espaço que estamos a fechar) e vejo que está lá a única equipa com quem já falei sobre catering. Dizem-me "Ana Luisa, parabéns! Temos já tudo pronto para servir!" Ao que eu respondo "R., olá, mas... eu ainda nem tive o seu orçamento... quanto é que fica por pessoa?" E ele diz "75€!" Ao que eu respondo "75€? Mas eu não consigo pagar isso! Como é que é 75€? Nós falámos por alto noutros valores... eu não tenho esse dinheiro, como é que eu vou pagar?"
Atenção. Eu não conheço ainda o R. Ele parece-me ser uma pessoa muito querida, e ainda não é certo que seja com ele, mas pronto, ao falar com a minha prima ontem, disse-lhe que queremos que o catering seja vegetariano. Muito fresco, buffet, cheio de opções, comida de verão, bonita e deliciosa. Tapas vegetarianas, hambúrgueres vegetarianos para a ceia, saladas, sobremesas e afins. Tenho tido alguns elementos da família não muito contentes com a opção, chegaram a falar com a minha prima dos Estados Unidos sobre isso e tudo, tal é a forma como a palavra voa. Mas eu e o Miguel queremos mostrar o quão deliciosa pode ser uma refeição vegetariana, cheia de opções, sem coisas estranhas, e queremos que não tenham de morrer animais para a nossa festa. Não tenho nada contra os casamentos onde vamos onde a variedade é total, mas para nós isto faz-nos sentido assim para a nossa festa, é a nossa cara, também fica mais em conta, é o que acreditamos, e ninguém morre por NUM jantar não ter carne ou peixe.
Voltando ao sonho, o R. diz-me "Olha, só se fizermos uma troca de serviços. Eu monto as mesas e o buffet e tu fotografas tudo para eu meter no meu site e redes sociais!". Lá está. Medos de uma freelancer e propostas que fazem constantemente a uma freelancer de fotografia.
Então, lá fui eu, vestida de noiva, buscar a minha câmara, e fui fotografar todos os elementos de comida do meu casamento. As pessoas diziam "Ana Luisa, o que é que aí estás a fazer?" e eu respondia "é para pagar o catering"!









Depois disto, e com a minha câmara a não querer funcionar (outro medo de fotógrafa, que num trabalho a câmara dê o berro), começa a música a tocar. Eu e o Miguel estamos a planear uma festa muito musical, com bandas de amigos nossos a tocar. De repente, apanho-me num terreno estilo Rock in Rio, onde os convidados parecem formiguinhas num espaço tão grande, e dou por mim a correr entre palcos para conseguir ver tudo. Enquanto passava de um palco para o outro pensava "ainda não vi o Miguel hoje!" e "Fogo, não me estou a divertir nada" e "Ainda não foram preparadas as mesas para as pessoas comerem". Então havia alguns concertos cheios de amigos a assistir, e outros sem ninguém. Eu a sentir-me super mal com isso e a tentar puxar pessoas (que não conhecia) a estarem espalhados pelos concertos que aconteciam ao mesmo tempo. No meio disto, e porque ontem à noite estive a falar com a minha prima sobre o facto de que eu sou daquelas pessoas que transpiram mesmo quando estão paradas, a minha prima, no sonho, chega ao pé de mim e diz "Ana Luisa, estás a cheirar tão mal. Andas a correr de um lado para o outro e cheiras mesmo mal!". Eu fiquei em pânico. Estava a cheirar mal? Que horror!!


Começa a abertura do jantar. Apercebo-me de que as pessoas ainda não têm onde se sentar (isto porque no espaço de que gostamos ainda não percebemos onde vamos meter as mesas), e ao correr para a zona da cozinha, tal não é o meu espanto quando vejo que à porta, está o meu pai a grelhar frangos e há um porco no espeto. O meu pai, atenção, está a grelhar os frangos. "Nem toda a gente gosta de vegetariano, Ana Luisa! Não é normal um casamento ser vegetariano!" Que é exactamente o que ele me diz ao telefone quando falamos sobre o assunto. Eu decido que não quero discutir.



Olho para o lado, e o casamento está transformado num mercado de fruta. Só há caixas de madeira cheias de fruta. As pessoas estão a jantar melancia com frango. Surreal.
Quando me afasto, encontro o Miguel e abraço-o. Finalmente um bocadinho de normalidade. Ao que ele me diz "Estou a gostar tanto. Estou mesmo a divertir-me". É tão dele. Uma característica que adoro. O facto de estar sempre tudo tão bem para ele. O facto de que nunca há problemas, tudo está ok.
Conto-lhe que o dia não me está a correr bem, e ele diz-me para ficarmos um bocadinho ali sossegados e num abraço quentinho. Foi aí que acordei.


Obrigada Miguel... por mesmo em sonhos fazeres o meu dia mais feliz.
Percebi que não interessa nada, desde que seja contigo, e que lá estejas, e que nos abracemos sempre da nossa forma. Depois, tudo fica bem.
Aprendi que vou parar de stressar com isto, e que vou delegar tarefas!
Oh, chega rápido baby. Está frio aqui.
Love, Lu*








Fotografias // Photos: Marta José
Local // Spot: Porto
Casaco // Coat: A Showroom, KLING
Vestido // Dress: Springfield
Cachecol // Scarv: Pull & Bear
Sapatos // Shoes: Clarks


It's said that what we live by day influences us by night. And last night, I had the most absurd dream of my life so far, that I remember, at least... And I am known for having really weir dreams, like wanting to talk and having my mouth full of Play-do that doesn't stop expanding, or suddenly having these ginormous boobs that feel so heavy that I crall up Lisbon's center to the top.
Last night I had the first wedding dream, and when I woke up, I couldn't help myself but to laugh, because it was so surreal, and it touched all the small bits where I still get nervous about... well, you'll see. 
As I don't like to keep this things to myself, I have to share it with you. So if there are brides and grooms out there, married couples, who went through the same organisation stress + dreamt about it, oh, PLEASE share it here with me, so that we can laugh together and I won't think I'm going nuts.
The fact is that I've been taking care of things with Miguel super far away (he is in Luanda, Angola), and that brings a bit of stress. Then, I've had a few minor fights with my parents as well. So, when I reached a point where I had had it with the wedding subject, I had to step aside, relax and start from scratch. When I realised I could do it well if I kept my calm, things started to go really nicely and are looking really good by now.
So yesterday, while watching the Oscars, I skyped with my cousin from New Hampshire (the one with this ridiculously beautiful backyard), and amongst red carpet dresses, winners and speeches, she asked me questions about the wedding. So I am pretty sure that talking about it and staying up until 5am is what made me have all these weird dreams.
Ok, here it goes.
So I find myself on my wedding day. I am dressed (although I could never really see the dress, because I haven't really found it yet), and I am looking at the venue. I don't know anyone in it. I believe this has to do with some of the arguments that occur when organising the guest list and suddenly you find out about cousins you have never seen or people you "really should invite" because its a shame if they don't come even though you never ever ever ever see them.
I am curious about the food, so I go into the kitchen and I find the only catering company I've spoken with so far, and they are preparing everything. The chef says "Heeey! Congrats Ana Luisa! Everything is ready!" and I answer "Hi R.... but you didn't even send me your budget yet. How much is it per person?". He answers "75€!" and I go "75€?! But how? Those are not the numbers you told me on the phone. I can't pay 75€ per head. How am I going to pay that?". Attention. I don't even know R. yet, and he seems like a REALLY nice guy, but still, I don't even know if we'll be doing it with him yet. Talking with my cousin yesterday, we spoke about the fact that we want a vegetarian wedding. Very fresh, a buffet with lots of options, fun delicious summer food. We spoke about the fact that not every element in the family is happy with it, and the word arrived in the USA, so she knew about it and had spoken to other people about it.
We have nothing against non vegetarian weddings. This is just the way we want to do it. And we want to show our families how delicious veg food can be. It is also cheaper, it makes sense to us, bride and groom, its who we are right now, and we don't want animals to sacrifice for us to have a party. And plus, no one will  die for ONE vegetarian meal.
Back to the dream, R. says "Well, we can exchange services. You could photograph all the food once we set it in, for us to put on our website and use on social networks". And there it is... one of the things I am asked the most as a freelancer. "Ana Luisa, we don't have money to pay you, but we can offer you things from our store". And there I go, on my dream, I am in my wedding gown, and I start photographing all the food arrangements so that I can pay for the catering. People called me and I couldn't be with them, cause I had to pay for the catering.
Then, and after going through a nightmare because my camera didn't want to work (another of my fears as a photographer), music starts to play. Its on mine and Miguels plans to have a very musical day. He has a band, his friends have bands, so we are planning on having lots of live music. So suddenly, it was like the venue grew and I found myself in a space that had the size of a music festival, with stages spread across the field. People looked so tinny on the venue. So I am rushing from stage to stage so that I can see my friends play, and then some stages have more people than others and I am so preoccupied that I start bringing people (that I don't know) from one stage to the other and while that, I think "I haven't even seen Miguel today", and "I am having no fun at all", and "the tables are not set yet for dinner". In the middle of this, and because yesterday, while talking to my cousin I told her that I am worried with the fact that I sweat a lot, even when I'm not doing anything, she appears in my dream and says, "Ana Luisa, you smell so bad. You are sweating all over." I think to myself "Oh no!! This is so bad! I smell bad in my own wedding!".
Dinner service starts and I rush to see if everything is ok. I realize people have no place to sit (because we haven't thought of where the tables will be yet), and then I look to the side, and I see my father on the grill, making roasted chicken and pig. My father is roasting it! "Not everybody likes vegetarian, Ana Luisa! It's not normal on a wedding to not have meat or fish!" which is what he tells me when we speak on the phone and argue about it. I decide, in the dream, that I don't want to fight.
On the other side, the veg food was turned into a fruit market. Only boxes with fruits. And people are having watermelon with chicken. Surreal.
I step aside, and I find Miguel and I hug him. Finally, something normal and good. I am really missing him right now, and he only comes back from Africa in April. Then he tells me "I am really enjoying this, Ana. I am having so much fun". And when I woke up I realised this is another thing I love about him. That everything is always so ok. He is never bothered with details. He is just such a laid back person and everything is fine. It's so simple and beautiful.
In the dream I tell him I'm not having any fun, and he tells me we can just stay there, in a long hug.
Thats when I woke up.
Thank you Miguel... for even on my dreams making my day better.
I understood that nothing matters, only that you are there with me, and as long as we always hug each other on our own way. Then, everything is right.
I learned that I will stop stressing so much, and that I will delegate tasks!
Oh, just come back already baby. It's cold in Lisbon. And I miss you.
Love, Lu*

Cronut Experience NYC

Hoje quero contar-vos como correu uma das minhas aventuras mais hilariantes de Nova Iorque: o Cronut!
Tento estar sempre a par dos novos doces-moda que aparecem e antes de ir para Nova Iorque, comecei a ouvir o burburinho do Cronut. "Ana Luisa, tu prova o cronut", "Já ouviste falar naquela coisa nova que é o Cronut?". Eu, ao sentir-me um pouco fora da moda, porque não sabia o que era o Cronut, tive de ir investigar. Então, trata-se de um donut com o segredo do Croissant à mistura. Fiquei muito curiosa, e já que é original de lá, da Daniel Hansel Bakery, sabia que tinha de provar um quando fosse à Grande Maçã. Acedi ao site, e qual não foi a minha surpresa quando descobri que a febre era tão grande que havia pessoas a fazer fila à porta, que era quase impossível fazer reserva online, e que muitas das que estavam à espera de conseguir comer um no dia, muitas vezes saíam da loja de mãos a abanar, porque havia quem comprasse milhares.
Tinha de tentar a minha sorte, e claro, não queria ser mais um dos que faz fila e não consegue nada. Assim sendo, o passo número um, foi tentar fazer reserva online, com UM MÊS de antecedência, como pedem no site.

Preparei-me, e um mês antes do dia em que queria levantar os Cronuts, e antes das 16h00 de cá, 11h00 de lá (quando abria o portal para as encomendas), já estava com o cartão de crédito na mão e constantemente a actualizar a página. Pedi ao meu querido amigo André Casado que fizesse as fotos do processo, para não perder MESMO tempo nenhum.



"Já 'tá! Já abriu! Ora, ora... ora... encomendar!"
Parecia uma tolinha, é verdade, mas o que realmente me espantou, foi a qualidade do marketing feito à volta deste pequeno doce. Tudo o que li antes de aceder à encomenda online, leva-nos antes de mais a uma sensação de ansiedade para conseguirmos adquirir o produto. "Podem tentar encomendar, mas com um mês de antecedência"; "Se fizerem fila, não façam barulho para não incomodarem os moradores da zona"; "Na loja, no dia, não podem encomendar mais de 6 cronuts por pessoa"; "A partir de x horas, já não há mais"; "Por favor tenham paciência, não somos uma loja online, somos apenas uma bakery, a dar o seu melhor para fazer face às encomendas e requisitos dos nossos clientes".

Quando faço o clique na "encomenda" aparece-me uma mensagem automática que me diz que há muita gente a querer comprar o mesmo produto.
Escolho que quero o Cronut, e de seguida sou levada para uma página que me diz que para essa semana já está tudo sold out, e que há apenas um disponível para o dia antes do que eu queria.

Eu começo logo a abanar as mãos e a dizer "aaaai!! aaaaiii!!". Ao que o meu amigo diz "Clicaaaa! Clicaaaa!!".
Eu clico. Logo a seguir, aparece a mensagem: "Há mais gente a tentar adquirir o teu produto." Como quem diz "tens de ser rápida a dar a entrada dos dados de pagamento, senão, já foste!".
Eu escrevo tudo, faço ok, e tenho a mensagem de que já não é possível encomendar mais Cronuts para aquela semana, daí a um mês.
Eu juro, que nunca vi uma estratégia tão boa. A minha sensação foi a de derrota, e o meu pensamento foi o de que agora eu QUERIA MESMO meter as mãos num Cronut! O Cronut não ia levar a melhor! Estava aberta a guerra!
Um mês depois... estávamos nós a ficar no Bronx, bastante longe da loja, e digo ao Miguel que no dia seguinte teríamos de acordar às 6h15. Eu estava tão, tão, tão cega desta vida. Ele, porque é o homem mais que perfeito neste mundo comigo, suspirou, e disse "'tá bem". (Baby, ninguém me atura como tu.)




Chegámos à pastelaria era cerca de 8h30. Já havia algumas pessoas na fila mas nada de trágico.
Esperámos um bocadinho, cheirava bem, e tive tempo para algumas fotografias. Aprendi que a cada mês há um sabor diferente de Cronut, o que também é uma estratégia fantástica, visto que podemos sempre voltar para provar o sabor novo, ou, se não gostarmos do que apanhamos, podemos sempre ir provar o próximo.

Chegou a minha vez, e pedimos dois Cronuts, um chocolate quente e um café. Ainda não tínhamos comido nada nessa manhã e eu estava esfaimada.

O Cronut é muito bonito, vem numa caixinha amorosa. Ao abrir, fui inundada por uma sensação tonta de vitória! A primeira dentada soube-me a batalha ganha. Saboreei cada bocadinho. Dei a segunda dentada, depois sorvi um pouco de chocolate quente. À terceira dentada, olhei para o Miguel e já não estava a gostar tanto. (hahahaha)
Achei que o Cronut era bastante gorduroso, e que o creme que tinha dentro era demasiado doce. Depois, ainda tinha uma camada de pasta de açúcar por cima. Não era definitivamente o meu tipo de pequeno almoço. Não o consegui acabar. Mesmo depois de tirar o frosting.

Eu e o Miguel rimo-nos os dois. Nesta altura, quando já estávamos a rebolar de tanto doce (só com dois Cronuts), e meio enjoados, a fila de pessoas era gigantesca. Pouco tempo depois, uma senhora veio à fila e anunciou que já não havia mais Cronuts para venda nesse dia, que teriam de voltar no dia seguinte. Vi, uma a uma, as pessoas desiludidas a saírem da pastelaria. Alguns até gritaram "Vou mas é ao Dunkin Donuts, que lá também já há Cronuts!". Isto fez-me rir, porque apenas alguns dias antes, em New Hampshire, a minha prima me convenceu a comprar um, para depois ter meio de comparação, e o facto é que gostei bastante! Podem até ver aqui, no meu instagram, o momento em que dei a primeira dentada.
Mas lá está. A crítica ao Cronut, no geral, é muito boa. Está em milhares de revistas, artigos de opinião. Secalhar é realmente como o marketing nos faz crer: Não tive sorte com o sabor deste mês... que se não me engano, era de Abóbora.
Terei agora, um dia, de regressar para provar novamente, quando a febre passar e o espaço passar a ser um local habitual. Mas "Deus ma livre" se me levanto tão cedo! hahahahaha.
Nesse dia, só consegui almoçar por volta das 14h00. Sentia que ainda tinha muito doce no estômago. Mas a aventura... essa sim, foi genial :D E tenho a história para contar. Ah! E não vos disse que a caminho da pastelaria eu entrei no metro no Bronx mas o Miguel ficou para trás e não entrou a tempo. Ao sair na paragem de ligação com o outro comboio, deixei-me ficar na esperança de ele ter apanhado o seguinte. O mais engraçado, é que andei uns metros mais à frente, sem qualquer ligação telefónica com ele, e ficámos mesmo frente a frente quando o metro parou. Enfim... sou uma romântica tolinha, eu sei... mas estava mesmo a fazer figas na esperança de não nos termos perdido nessa manhã.
Ah! Recomendam-se os croissants da Daniel Hansel. Segundo um casal muito querido de brasileiros que ficou sentado ao nosso lado neste dia... Que iam lá sempre buscar um croissant para pequeno almoço.
Love, Lu*