About finding yourself



Hoje recebi uma mensagem privada no facebook do Doce.
Perguntava-me se estava tudo bem porque há muito tempo que não postava nada de novo.
Respondi com o coração… que estava a passar por uma fase de reestruturação, que por vezes é preciso parar para depois regressarmos em força. A resposta que obtive depois, fez o meu dia pela primeira vez. Porque hoje o meu dia ganhou significado por três vezes no total.
Essa pessoa respondeu-me em agradecimento. Que eu devia levar o tempo que precisasse e que na sua vida eu já tinha sido um exemplo de inspiração e força. Que sem saber, eu já a tinha ajudado muito.
Nestes últimos tempos tenho-me sentido uma pessoa de sorte segundo os padrões considerados normais pela sociedade. Tenho um namorado maravilhoso, estou a menos de um mês para nos casarmos, tenho uma casa bonita, dois gatos maravilhosos e um emprego meu, que cresce e floresce que me faz feliz. Porque raios teria eu razões para parar o Doce por algum tempo? Pois digo-vos que o Doce só acontece quando cá dentro as coisas estão equilibradas, e a verdade é que nestes últimos meses também me senti um pouco a descarrilar. Preocupações parvas mas que considero tão importantes… Tenho pensado muito em mim e nesta coisa do casamento. Pela primeira vez assustou-me a ideia do “pertencer a outro”, do “ser oficialmente de outra pessoa”. Não me interpretem mal, não estou com second thoughts nem estou a ponderar desistir de nada. O Miguel é o homem da minha vida. Quero casar-me com ele e Ponto final. Mas por vezes dentro deste massivo countdown até ao Dia penso “e se casar der cabo da pica que temos um pelo outro?”. E se o “pseudo-oficializar” da coisa influenciar o desejo, a paixão que temos um pelo outro e do outro lado da vida a dois a coisa perder a chama? (digo pseudo-oficializar porque é mais do que oficial que estamos juntos, odeio a ideia do contrato mas adoro a ideia da promessa de amor para sempre)
E se eu me perder na minha identidade tão própria porque me esqueço de mim? E se nos tornarmos daqueles casais que se sentam à mesa num restaurante e que não têm nada para contar um ao outro e passam a refeição calados e perdidos nos seus pensamentos? E se eu me desleixar na minha imagem, me deixar engordar deixar de gostar de mim e deixar de estar saudável, parar de fazer coisas que são tão minhas?
A mensagem desta manhã, desta leitora do blogue foi uma chapada que eu precisava. Obrigada.
Relembrou-me de mim, e da minha vontade de nunca parar.
Se seguem o meu instagram, repararam que fiz uma viagem (estou neste momento no voo de regresso). A viagem surgiu espontânea. O Miguel tinha um trabalho como técnico de som na Hungria e comprou a passagem para mim. Sendo que o meu trabalho estes dias seria a editar e não a fotografar, uma pequena extravagância destas era mais do que necessária para me afastar de casa, da rotina e da preparação do casamento.
Oiço muitos casais de amigos meus que já se casaram e todos me contam de como se chatearam antes dos casamentos por milhares de temas. Dinheiro especialmente, mas depois, também muita coisa parva.
Nesta viagem reapaixonei-me pela pessoa com quem escolhi partilhar a minha vida. Tivemos discussões normais de casais, sim, mas também fomos muito, muito, muito patetas. Sempre que tivemos milhares de cadeiras disponíveis para nos sentarmos, fiz questão de me sentar sempre ao seu colo (na verdade até já ser a coisa mais parva do mundo e já nos rirmos muito disso). Pregámos rasteiras e demos calduços um no outro como quando nos conhecemos e éramos simplesmente amigos. Filmei-o a dormir de olhos abertos, gravei o seu ressonar e prometi um dia usar aquilo como chantagem caso precisasse. A sua vingança está prometida e mal posso esperar para ver em que situação é que me vai apanhar. Dançámos no metro, rimo-nos do constante mau feitio de todos os empregados de mesa e de bar de Budapeste, andámos de bicicleta e de barco.
Acreditei novamente, durante estas pseudo-férias, que não seremos desses casais solitários no restaurante. Pelo menos enquanto a parvoeira, a criancice e o amor ainda morarem cá dentro. Hoje, esta realização fez o meu dia pela segunda vez.
Em escala para casa (ontem), dormimos uma noite em Barcelona. Reencontrei a minha amiga Ana que conheci em Erasmus em 2006. Não parámos de nos abraçar e de dar beijinhos uma à outra. É bom ver como embora não estejamos sempre juntas, simplesmente na vida há quem tenha a sorte de ter alguém cujo carinho não muda. E eu sou uma dessas sortudas. Não é preciso estar sempre lá para saber que o sentimento nunca foi embora.
Ao almoço hoje, já depois da mensagem da leitora do blogue e prestes a darmos um último abracinho antes de embarcar, a Ana deu-me um postal. Senti que fechei outra janela que me causava ansiedade na vida. Não só pela questão do casamento que vos escrevi acima, que com este regresso sei que ficou arrumado, mas também no que toca ao meu EU.
Esta viagem teve uma razão de ser na minha vida, eu acredito muito nestas coisas.
Esta viagem serviu para me mostrar que eu e o Miguel temos um futuro bonito pela frente, e que eu serei sempre eu, e que serei sempre minha. Que não é a entrada deste homem que vai mudar estas coisas… até porque na verdade este homem já está na minha vida há quatro anos e sinto que só melhorei em milhares de coisas. Não é um casamento que há de mudar as coisas se nós não quisermos que mudem. No nosso dia vou prometer-lhe amor, não vou embarcar para outro planeta e fechar-me em casa a sete chaves. Acredito agora que serei ainda mais livre, porque ele me faz sentir assim. Única, especial e acarinhada.
Na mensagem da Ana, ela agradecia-me por lhe trazer sempre ao de cima o que de melhor há nela. Que por minha causa, desde 2006, ela era mais corajosa e seguia os seus sonhos. Enquanto lia, eu não conseguia parar de chorar. Não só era o reforço da mensagem desta manhã como de facto estava ali um sinal a ensinar-me a não temer o desconhecido que aí vem. Que para tudo dar certo, só tenho de seguir sempre o meu norte, os meus instintos e continuar a acreditar que coisas boas vêm para quem luta por elas. No amor, na amizade, no trabalho…
Eu que me sentia a perder-me encontrei-me no mais inesperado e simples. Ela fez o meu dia pela terceira vez, e eu que já me sentia com sorte de ter tantas coisas boas visíveis, agora tinha ainda mais coisas boas no coração. De facto, na vida não há nada melhor do que o amor e a amizade. E se cuidarmos destas duas coisas, tudo o resto encaixa. Tudo o resto resulta.
Estou de volta, meus doces.
Love, Lu*

PS: se este post não vos fizer sentido nenhum na cabeça, por favor deixem passar. Estou em altitude, bebi vinho, café e comi M&M’s. Não tenho quase horas de sono em cima e estou com o corpo durido de tanto andar. Só consigo pensar na minha casa, na minha cama, no gato Xamu e no gato Rissol. Oh, isso tudo misturado e se o Miguel fizer o jantar (ou encomendar pizza, que é a minha comida preferida), tenho o dia feito por 4 vezes.

PS2: Só porque sinto que torceram o nariz quando leram sobre a pizza ser a minha comida preferida, vejam pelo lado positivo: ao menos facilito-vos as decisões quando me convidarem para jantar. Pizza faz-me muito, muito, muito feliz.

PS3: Massa fina (integral seria mesmo fixe), extra queijo, azeitonas, cebola, cogumelos, rucula e tomate cherry. Obrigada.

I got a private message on the Doce FB page today.
A Doce blog reader was asking if everything was ok, since I hadn't posted anything in a while.
I answered from the heart... that I was going through a restructuring phase, because sometimes we have to stop for a bit and then come back strong. The answer I got after was a thankful one, and it made my day for the first time. Because my day gained a meaning for three times today. This person said that I should take my time, and thanked me for having helped her with inspiration and strength with my posts.
Lately I have been feeling like a very lucky person by the standards considered normal by society: I have a wonderful boyfriend, we'll get married in less than a month, we have a beautiful home, two wonderful cats and a job, which grows and flourishes every day and that makes me happy. Why the hell would I have reasons to stop writing on Doce for awhile? First, let me tell you that Doce happens only when inside me things are balanced, and the truth is that for the past month I've felt weird. Silly concerns but that were so important to me... I've been thinking a lot about me and this marriage thing. For the first time I got scared with the idea of ​​"belonging to another", of "being officially of someone else." Don't get me wrong, I'm not having second thoughts nor am I considering giving up anything. Miguel is the man of my life. I want to marry him and that it the truth. But sometimes within this massive countdown until The Day I wondered "what if marriage kills the spark we have for each other?". And what if the "pseudo-official" thing influences the desire, the passion we have for each other and on the other side of this life together things just lose the flame? (I say pseudo-official because it is more than official that we're together, we hate the idea of ​​the contract but love the idea of ​​the love promise)
What if I get lost in my own identity and forget about me? And what if we become one of those couples who sit at the table in a restaurant and have nothing to tell each other and spend a quiet meal lost in our thoughts? What if I neglect us and myself, put on weight, stop liking me and no longer do healthy things, stop doing things that are so mine?
The message this morning, from this sweet blog reader was a slap that I really needed. Thank you.
She reminded me of me, and of my desire to never stop.
If you follow my instagram account, You might have noticed that I've been on a trip (I am currently on the return flight). The trip happened spontaneously. Miguel had a job as a sound engineer in Hungary and bought me a ticket. Since my work these days would be editing and not shooting, a small extravagance like this was more than necessary to get away from home, routine and wedding planning.
I've heard about so many couples who recently got married and that went into fights before their weddings for thousands of reasons... Specially money, but then also a lot of other silly things.
On this trip I fell in love again for the person I chose to share my life with. We had normal couples fights, yes, but we were very, very, very silly and happy. Whenever we had thousands of seats available to sit on, I made a point to always sit on his lap (it actually turned out to be the silliest thing in the world and we had huge laughs about it). We made each other stumble and hit the back of each others heads just as when we met and were just good friends. I filmed him sleeping with his eyes open, and I recorded his snoring and promised to one day use it as blackmail if needed. His revenge is promised and can not wait to see the silly things that will come out of it. We danced on the subway, laughed at the bad temper all the waiters and bar tenders of Budapest had, we road bikes and a boat.
It came to me during this pseudo-vacations that we will never be like those lonely couples in restaurants. At least while the silliness, the childish behaviour and love still prevail inside us. Today, this realization made my day for a second time.
Before heading home, we made a stop in Barcelona. We stayed with my friend Ana whom I met during my Erasmus in 2006. We (me and her) cuddled and hugged each other all day. It is good to see how even though we are not always together, in life there are just those people who have the fortune to have someone whose affection never changes. And I am one of those lucky ones. No need to always be there to know that feeling never went away. I just love that girl.
At lunch today, Ana gave me a postcard. Not only did this marriage issue go away, as I also found myself in her letter.
This trip had a reason to happen, I really believe this things.
This trip showed me not only that me and Miguel have a beautiful future ahead, but that I'll always be me, and I'll always be mine. It's not marrying this man what will change these things up... because in fact this man has been in my life four years and I feel like I've only improved in thousands of things. On our day I will promise him love, and I believe that I will be even more free, because he makes me feel unique, special and cherished.
In Ana's message, she thanked me for always bringing out the best in her. Thanked me because since 2006, she became braver than ever and followed her dreams. As I read, I couldn't stop crying. Not only was this the reinforcement of the message from this morning but in fact this was a sign teaching me not to fear the unknown that is coming. For all that to work, I just have to always follow my north, my instincts and continue to believe that good things happen to those who fight for them. In love, in friendship, at work ...
I felt like I was losing myself before, but then, I found myself in the most unexpected and simple things of life. Ana made my day for the third time. In life, there is nothing better than love and friendship. And if we take care of these two things, everything else fits. Everything else follows.
I'm back, my sweet friends.
Love, Lu *

PS: If this post doesn't make any sense to you in your heads, please let it go. I am in high altitude, I drank wine, coffee and ate M&M's. I hardly slept on the last few days and my body hurts from all the walking. All I can think about is my home, my bed, my cats Xamu and Rissol. Oh, all of that, mixed together and having Miguel cooking dinner (or ordering pizza, which is my favorite food), and I'll have made the day for 4 times today.

PS2: Just because I feel like you made weird faces when you read about pizza being my favorite food, look at it from the bright side: at least I'm making it easy for you when you invite me to dinner. Pizza makes me very, very, very happy.

PS3: Thin crust, extra cheese, olives, onion, mushrooms, arugula and cherry tomatoes. Thanks.

Grapefruit soft drink



Olá leitores do Doce! Aqui Fedra de volta com um novo post com sabor a calor e a verão!
As toranjas são frutos estranhos. Por fora parecem simples laranjas mas quando as abrimos somos invadidos por um vermelho rubi, lindo de morrer. Sim as toranjas são ácidas, mas são tão especiais que decidi que tinha que fazer algo com elas. Nada melhor do que um refresco, que é doce mas ao mesmo tempo ácido, com sabor a verão preguiçoso, não acham? Queremos que o Verão dure!



Refresco de toranja (Rende 4 copos)
Sumo de 2 toranjas rosa
Sumo de 1 limão
Sumo de 1 lima
Pitada de sal
Xarope de açúcar
Lima-limão refrigerante
Gelo (opcional)

Num jarro, mistura o sumo de toranja, o sumo do limão e da lima. Passa os sumos por um coador para remover qualquer polpa. Junta a pitada de sal e o xarope de açúcar*.
Enche meio copo com sumo de toranja, o sumo de lima e o sumo do limão e completa com o refrigerante lima-limão. Decora com fatias de limão e toranja. Absolutamente refrescante!
Claro que as crianças podem beber este refresco, mas não sei se não será demasiado ácido para elas. Penso que apesar de não ter álcool é uma bebida mais adequada aos crescidos! 



*Para o xarope de açúcar:
2 Chávenas de açúcar branco granulado
2 Chávenas de água

Peneira o açúcar e coloca-o numa panela de tamanho médio.
Adiciona a água e mistura bem.
Coloca a panela em lume alto e deixa a mistura ferver, mexendo sempre para dissolver o açúcar na água. O açúcar vai dissolvendo à medida que a água aquece.
Deixa ferver durante 1 minuto.
Depois de um minuto, desliga o lume e deixa arrefecer.
Quando a calda estiver completamente fria está pronta para engarrafar e guardar.
Podes usar este xarope de açúcar para adoçar chá gelado, limonada ou qualquer cocktail!



Espero que gostem e que estejam a ter um excelente verão!
Xoxo,
Fedra


Hello Doce para o meu Doce readers! It's Fedra here, back with a new hot and summery post!
Grapefruit or blood oranges are a strange fruit. They look like a simple orange but when we open them, we are overwhelmed by a ruby ​​red, drop-dead gorgeous pulp. Yes grapefruits are acid, but they are so special that I decided I had to do something with them. Nothing better than a soft drink, which is sweet but at the same time has this tartiness flavour that reminds us of a lazy summer day. 


Grapefruit soft drink (Makes 4 cups)
2 pink grapefruit juice
Juice of 1 lemon
Juice of 1 lime
Pinch of salt
Sugar Syrup*
Lemon-lime soda
Ice (optional)

Use a jug and mix the grapefruit juice, lemon juice and lime. Pass the juice through a sieve to remove any pulp. Trow a pinch of salt and sugar syrup *.
Fill half glass of grapefruit juice, lime juice and lemon juice and complete with lemon-lime soda. Garnish with slices of lemon and grapefruit. Absolutely refreshing!
Of course, children can have this, but I don't know if it will be too acidic for them. I think that although it has no alcohol at all, it's probably better for the grownups!

* For sugar syrup:
2 cups granulated white sugar
2 cups water
Sieve the sugar and put it in a medium saucepan.
Add water and mix well.

Place the pan over high heat and let the mixture boil, stirring to dissolve the sugar in the water. The sugar will dissolve as the water heats up.
Let it boil for 1 minute.
After a minute, turn off the heat and let cool.
When the syrup is completely cold it is ready to bottle and store.
You can use this sugar syrup to sweeten iced tea, lemonade or any cocktail!
Hope you love it and have a great summer!
xoxo, Fedra

Just to let ya know I'm still here!



Estou com trabalhinho para terminar e ando cheia de vontade de vos contar uma data de coisas, mas enquanto não tenho uma horinha para escrever, achei que poderia partilhar aqui convosco um dos meus blogues preferidos: o Oregon to Patagonia. O seu instagram é qq coisa. Isto sim, é blogar.
Fiquem com o vídeo. Inspirem-se um bocadinho e tenham um excelente fim-de-semana.
De nada! ;)
Love, Lu*

I have a lot of work to Finnish today and I really want to tell you a thousand things, but while I can't find an hour to just sit and write, I thought I could leave you with my one of my fav blogs of all times: Oregon to Patagonia.  His instagram is something really special. Now, THIS is blogging.
Here is also the video, hope it inspires you and makes you have an even better weekend.
You are so welcome ;)
Love, Lu*

Não sou uma aberração da natureza! // I'm not a freak of nature!

"Ana Luisa, mas quando é que paras e escolhes uma coisa? Tens de escolher uma para te tornares boa nela."
"Mas eu não consigo escolher, gosto de milhares de coisas!"
"Mas isso não está bem. O que é que queres ser afinal? O que é que tu és? O que é que tu queres ser quando fores grande??"
Sorri, e calei-me. Nesse dia fui para casa a pensar, realmente o que é que há de errado comigo?

Esta pequena conversa que vos transcrevi veio de um ex-chefe meu, que me encontrou na rua um dia, já depois de eu me ter despedido desse trabalho, quando ele passou a aborrecer-me de morte. Eu já ia no terceiro trabalho desde que tinha saído daquele.
Mais tarde voltei a encontra-lo, estava eu num trabalho de fotografia, e a forma como ele olhou para mim incomodou-me. Quase como se estivesse com pena de mim, uma menina com tanto potencial que agora estava num evento a tirar fotografias a pessoas. Senti-me julgada naquele momento e nunca mais esqueci aquele olhar.
Dois anos passaram desde então, e tornei-me confortável na minha pele, mas nunca percebi o porquê desta minha constante necessidade de abraçar projectos novos, quase como se fosse a minha droga, o que me motiva a estar sempre em andamento. Já falei sobre isto em tantos posts e embora a minha mensagem sempre fosse feliz, partiu sempre da minha interpretação dela. Até ontem.
Ontem à noite enviaram-me uma TED talk, a que está aqui acima, e confirmei que não estou a fazer nada de errado quando nos meus emails assino da seguinte forma:

xoxo, Ana Luisa
- Photographer/Videographer at www.luisastarling.com and www.dream-and-star.com
- Blogger at www.doceparaomeudoce.com
- Paper printing freak at www.giggles.pt
- Driver at www.wehatetourismtours.com

O mundo também precisa de nós. Dos que não encontram só uma área de interesse. Dos que saltam com paixão para as diversas áreas que lhes interessam, depois aborrecem-se e começam toda uma nova. Dos que são constantemente iniciantes, e que por serem iniciantes tantas vezes, acabam por não ter medo de começar coisas. Que como transportam os conhecimentos das várias áreas onde estiveram para as novas, na verdade, não são assim tão iniciantes, e podem ajudar em muito os que são especialistas.
Parem de pressionar os miúdos de hoje com escolhas. Eu fui pressionada a escolher uma área quando nem sabia o que queria, um curso quando eu não sabia o que queria, profissões que não me diziam nada porque eu tinha de ter um emprego. Quando finalmente o meu cérebro começou a pensar por si (porque cada um tem o seu timing para começar a pensar por si e não pelo que é socialmente correcto), e tinham passado anos em que poderia ter-me dedicado ao que me fazia realmente feliz. Não limitem, abram perspectivas e horizontes. Esta "crise" de que oiço falar está na cabeça das pessoas que não se deixam ser felizes e que se negam a sonhar.

Pronto, ontem, senti-me tão feliz que mal dormi. Há mais como eu desse lado? Levantem a mão! 
Brindo a vocês.
Love, Lu*

"Ana Luisa, but when will you stop and chose one area? You gotta chose something and jut be good at it".
"But I can't. I love too many things!"
"But that is just wrong. What do you want to be in the end? What are you? What do you want to be when you grow up?"
I smiled and shut. On that day, I went home thinking "Whats wrong with me, damn it!"

This small chat happened with an ex-boss of mine, who one day found me somewhere. It had been a while since I had quit the job because after a few years it didn't bring me nothing new and bored me to death. I was now on my third work since then.
Later, I found him again, and I was taking pictures at an event. I'll never forget the looks he gave me. Kinda like he was sorry for me, the girl with so much potential that now was taking pics at a party.
Two years have passed since then, and I became comfortable on my own skin, specially cause I started to be with other freaks of nature like I am, but I never understood why. I never understood this incapability of mine to stick to one thing. Why did I have to constantly be embracing new projects that thrived me and were like a drug to me, and then, leave and start all over. I've talked about this theme a few times on my blog, but it was always with interpretations of mine. Until yesterday.
So yesterday, at night, a friend of mine sent me this TED talk you have above, and he said, this reminded me of you. I saw it, and wanted to cry in relief. I found out that there is nothing wrong with signing my emails like I do:

xoxo, Ana Luisa
- Photographer/Videographer at www.luisastarling.com and www.dream-and-star.com
- Blogger at www.doceparaomeudoce.com
- Paper printing freak at www.giggles.pt
- Driver at www.wehatetourismtours.com

The world needs us too. The ones who can't just find one field of interest. The world needs these crazy ones who jump from diverse areas and fields, then get bored and find new ones and jump all over, with all their strengths. 
The constant beginners. That by being beginners so many times, aren't afraid to take risks. And that by bringing all the knowledge from all their different fields, aren't actually beginners from stage one, and can really help the specialists.
Please stop pressuring the kids of today. I had to chose a high-school field when I didn't know what I liked, a college speciality when I didn't know what I really wanted, and numerous jobs just because the society told me that to be successful I needed to have a job. When my brain finally started to think by itself (because everybody has got their timing to start thinking for themselves), I realised there had gone by so many years where I could have bee focusing on things I really loved.
Stop limiting, open perspectives and horizons. This "crisis" I hear talking about is in the heads of those who don't allow themselves to be happy and who don't allow themselves to dream.

There. I was so happy to see this talk yesterday that I barely slept. Are there more like me on that side reading this? Raise your hand!
I toast to you!
Love, Lu*

Então como está Lisboa? // So how is Lisbon right now?


Hoje uma das minhas melhores amigas que vive em Londres perguntou-me "como está Lisboa neste momento?".
A resposta que me veio mais depressa à cabeça foi "ah, não sei... o tempo está meio estranho, ora calor ora frio, mas de resto 'tá tudo bem, nem sei bem. Não ando muito na rua".
Ficámos em silêncio durante poucos segundos, mas foram o suficiente para eu poder processar a informação de outra forma. Disse-lhe então: "Da minha perspectiva, Lisboa está bonita, cheia de gente criativa e ambiciosa, com medo mas ainda assim a arriscar e a fazer por ser feliz". Depois acrescentei, "mas eu escolhi ver Lisboa desta forma, através das pessoas com quem escolhi relacionar-me".
Não quero de forma nenhuma parecer arrogante neste meu post, mas a simples pergunta que a Lili me fez deu-me uma nova clareza na forma como vejo esta cidade. Escolhi deixar de ver notícias há cerca de dois anos e meio. Deprimiam-me. Leio apenas o que me interessa saber e tento manter a cabeça sã, longe de negatividade. Acho que isso foi uma das coisas mais importantes na minha vida, no que toca aos caminhos que tenho escolhido. Há três anos atrás, quando decidi começar a ser dona da minha própria vida, era chamada de maluca, desiludi pessoas que nunca imaginavam que no meio de tanta gente, eu estivesse desempregada em plena crise, a tentar algo de diferente, quando devia estar era satisfeita com um ordenado que me pagasse a renda. Três anos depois, todos os que agora estão na mesma situação são empreendedores. E a forma como a sociedade está a mudar a mentalidade face a isto é bonita. Eu passei de maluca a corajosa. Não me vejo como a última coca-cola do deserto, nem ambiciono sê-lo... mas aprendi que acima de tudo, o que realmente quero é ser feliz, independentemente da opinião de quem quer que seja. E felicidade para mim trata-se de escolhas e de acreditar. Escolher querer estar sempre rodeada de pessoas positivas, que me puxam para cima e me ajudam a sonhar alto. E acreditar sempre que mesmo que as coisas não corram tão bem, há algo de bom que se aprende com elas. Acreditar que podemos estar a ser umas valentes malucas em dar certos saltos, mas e se corre realmente bem? Acreditar na curiosidade e na intuição.
Para mim, Lisboa está bonita porque todos os dias me relaciono com gente bonita. E quando digo bonita, não falo de modelos de revista. Falo de malucos. Falo de lindos, bonitos, autênticos malucos que querem acima de tudo ser felizes. É por isso que trabalho num espaço de cowork. Lá dentro, acreditem, somos todos malucos. Malucos porque fazem o que gostam, porque estão habituados a dias de valente merda, e ainda assim adoram acordar de manhã... que dão real valor aos dias que são incríveis, e bebem energias uns dos outros, canalizando-as para a ajuda, para dar a mão e para vencer mais um dia. E foram esses malucos que me ensinaram a levantar a cabeça quando um cliente não pagava, que me mostraram os seus casos pessoais, e que isto não me estava a acontecer só a mim mas que era uma realidade de se ser freelancer. Que havia uma carapaça para construir. Foram estes malucos que me ensinaram a levar o meu trabalho a sério quando os meus círculos próximos não percebiam do que é que eu ia viver, já que não se come o ar. A sociedade por vezes está intoxicada, e os que nos são queridos não nos dizem coisas por mal. Querem o nosso bem e amam-nos de verdade... mas por vezes os pais também precisam de ser educados por nós, os amigos precisam que lhes seja mostrado que existe mais para além de um ordenado. E esse mais é ser-se feliz. É destes malucos que me rodeio... como por exemplo o maluco do Fernando Mendes, dono do Coworklisboa, que quando lhe disse depois do meu primeiríssimo mês de trabalho que tinha de me ir embora porque não podia pagar a minha mesa, que eu tinha de ficar. "Não faz sentido ires embora Ana Luisa. Vais ficar, eu acredito em ti, e quando me puderes pagar, eu sei que vais fazê-lo". Nesse dia, eu não queria acreditar que poderia vir tanta generosidade de um estranho. Hoje, dois anos e meio depois, ele é como um pai para mim.
Vivo de me rodear da Susana Almeida do Feliz é quem Diz, que abdicou do seu trabalho para partilhar pedacinhos de felicidade, vivo de ver as energias bonitas da Maria Midões, que seguiu um sonho de Nova Iorque e que hoje é mais talentosa, bonita e completa a fazer o que gosta, vivo de jogar jogos de tabuleiro à noite com um grupinho de amigos em vez de ir sair à noite a uma Sexta ou a um Sábado. Sim, na vida secalhar fui um bocadinho egoísta, e afastei-me de outros e de outras coisas... mas quanto não vale usar essas energias bonitas e oferecê-las por exemplo aqui, na esperança de vos trazer um sorriso nesta noite de Segunda-feira. Pegar em tudo o que me têm passado e ver a Bia a começar o seu curso de fotografia amanhã porque a minha intuição me disse que ao oferecer-lhe este presente ela seria mais feliz. Talvez ela também transmita boas energias amanhã, porque vai sentir o coração cheio de amor.
A Lisboa onde eu vivo é bonita também porque eu escolhi a forma como a quero sempre ver. Porque quando deixasse de acreditar, não teria razões para ficar. A Lisboa onde eu vivo é feliz. E eu sou feliz nela.
Boa semana.
Love, Lu*

PS: A fotografia foi-me tirada pela Bia enquanto eu filmava este vídeo. O vento brincou connosco toda a tarde e deu-nos magia.

Today, one of my very best friends who lives in London asked me "So how is Lisbon right now?"
My answer came quick and I didn't give it much thought... "oh, I don't know... the weather is a bit weird. But everything else is ok, I don't know... I'm not going out much".
We were silent for a few seconds, but it was long enough to make me process the information in another way. So I told her "from my perspective, Lisbon is beautiful right now. Filled with creative and ambitious people, who even if afraid, are trying really hard to be happy".
Then I added, "but I decided to see Lisbon like this, I guess, through the people with whom I decided to connect with".
I don't want, with this post, to seem arrogant or like I know it all, but the simple question that Lili made me think about brought me an entire new clarity about this city. I stopped looking at the portuguese tv news around two and a half years ago. It depressed me. I read and search for what I want and try to maintain a healthy mind, away from negativity. I think that was one of the most important things I've ever done, when I think about the paths I've chosen. Three years ago, when I decided to try to be my own boss, I was called the crazy one. I let down people who out of everybody never thought I'd be unemployed ever in my life, not even for a second. "Ana Luisa? Right when the economical crisis hits the country, is unemployed? Poor crazy girl. She should hold on to her pay check and pay for her rent." Three years later, the ones who are doing this same jump are entrepreneurs. The mentalities changed. And that is beautiful. In a funny way, I went from crazy to brave. I don't see myself like the ultimate coca-cola in the desert, and believe me when I say that I'm not trying to be. What I've learned in these past three years is that ultimately all I want is to be happy, no matter what others think.
And happiness to me is about choices and believing. I have chosen to be surrounded by positive people, that pull me up when I'm down and who help me keep on dreaming. And I believe that even if things don't go well with the choices I've made, there will always be a good lesson. I believe that we can be really crazy because we chose to give such insane jumps, but what if they go really well? I believe in curiosity and in intuition. 
To me, Lisbon is beautiful because I connect with beautiful people. And when I say beautiful, I don't mean models from Vogue mag. I'm talking about crazy ones. Beautiful, amazing, authentic crazy people who do everything they can to enjoy and just be happy. That is, for example, one of the reasons why I chose to work at a coworking space. In there, believe me, we are all completely nuts. They are nuts because they do what they love, because they are used to having unbelievably shitty days, and still wake up every morning wanting to do good... They are nuts because they really appreciate having an incredible day and drink the energies from one another to use them for good things. It was those crazy ones who taught me to keep my head high if a client didn't pay me on time, that I wasn't the only one whose things like this happened, and that that is just the constant life of a freelancer who has to learn on how to deal with these things. That sometimes there is a shell to build. It was these crazy ones who led me into believing in my work when my closest circles didn't understand what I was living on, since you can't eat air. My friends and family always wanted the best for me, and its understandable. But sometimes, there are times in life where parents need to learn from us too. That there is more than a pay check, and that is to be happy. That sometimes it takes hard times to reach happy times. 
I'l never forget when Fernando Mendes, the owner of Coworklisboa told me I couldn't leave on my first month just because I didn't have money to pay for my table. He said " you are not going anywhere. I believe in you, and you'll pay us when you can". I never thought there could be such generosity from strangers, and on that day, he became another father to me.
I live to surround myself by people like Susana from Feliz é Quem Diz, who left her day job to create a brand that spreads bits of happiness. I live to see the energy that comes out of Maria Midões, who followed her heart to New York City and today is more talented and beautiful than ever. I live to do simples things that fulfil me like playing board games with friends on a Friday night instead of going out. Yes, I confess I've been a bit selfish in my life, by stepping away from some people and some things... But the best part of it is taking all those good energies and try to send them to you through this post in the hopes they will make you smile a little bit this Monday night. Grabbing all those energies and see Bia start her photography course tomorrow, because my intuition told me that she will be so happy tomorrow that its all worth it spending the money to see her smile. Maybe she'll do some good tomorrow too, cause she'll be full of love in her heart to give.
The Lisbon where I live is beautiful, because I chose to see it like this every day. And because the day I stop believing, is the day I'll have no reason to stay. The Lisbon where I live is happy, and I am happy in it.
Have a wonderful week.
Love, Lu*

PS: This pic of me was taken by Bia while I was filming this video. The wind played with us all afternoon but also offered us real magic.

On Planning an alternative Wedding - Invitations and Wedding Site


Neste mesmo momento em que vos escrevo faltam 92 dias, 15 horas, 5 minutos e 33 segundos para o nosso casamento. Ao ler isto, até pareço uma maluquinha, eu sei, mas acreditem que não sou eu que ando a contar os dias, minutos e segundos, e sim o countdown a correr no nosso site oficial de casamento do Prontos para Casar.
Um dia, a Ana, minha colega no Coworklisboa veio ter comigo e perguntou-me o que eu achava de testar com ela um projecto que ainda estava a lançar e aperfeiçoar. A ideia seria a de uma plataforma para os noivos inserirem toda a informação do casamento para os seus convidados e também uma plataforma de LoveFunding (aka crowdfunding) para arranjarem fundos para o casamento ou para alguma área específica do casamento onde o budget estivesse mais apertado. Sendo eu uma noiva inexperiente (e se o santinho casamenteiro deixar, esta será a única vez que me caso) aceitei logo servir de cobaia! Não só ajudava a Ana Aires a testar o seu grande projecto e a aperfeiçoa-lo, como também me poderia organizar e tentar conseguir ajuda para realizar um sonho de nós os dois: termos os Cais do Sodré Funk Connection a tocar na nossa festa.
O site foi facílimo de fazer. Escolhi o template de que mais gostei (SÃO TODOS LINDOOOS!), e depois de ter as fotos da nossa e-session feitas pela Marta (em breve mostro tudo!) comecei a meter toda a informação para os nossos convidados, desde a nossa história, ao local da festa, horários, código de vestuário, lista de casamento, etc. Vejam aqui! O resultado foi absolutamente perfeito, e o apoio que recebi foi constante em qualquer coisa que eu não soubesse resolver sozinha.


Mas aquilo que chamou a atenção da revista Sábado e que os levou a escrever sobre nós foi mesmo a questão do Lovefunding...


Na página "Um lovefunding Musical" pedimos ajuda para conseguirmos trazer a banda dos nossos sonhos a palco no nosso casamento. O nosso budget é curtinho (vem aí um post sobre isso com a ajuda da Rita) e sozinhos não os conseguimos trazer. Deixem-me recuar uns 5 ou 6 aninhos na história da minha existência para vos contextualizar (ATENÇÃO: agora sim vou parecer uma noiva que planeia as coisas com mais antecedência do que devia): Estava eu uma noite no Speakeasy a jantar com amigos, quando é anunciada a actuação de uma banda ao vivo (não eram ainda os Cais do Sodré Funk Connection, mas já era algo a caminhar muito para lá, e com o Fernando Nobre (o vocalista dos Cais do Sodré) a actuar). Assim que começaram a actuação, a casa foi ao rubro. Nunca na vida tinha eu visto, em alguns anos de Speakeasy, a plateia a chegar as mesas para um canto para dançar, e isso aconteceu ali. No final, fui falar com o Fernando e disse-lhe: "Fernando, eu não sei se me vou casar alguma vez na vida, e ainda nem sei com quem (eu estava solteira na altura), mas se algum dia acontecer, vocês seriam a banda de sonho". (Eu avisei)
Uns anos mais tarde, conheci o Miguel, começámos a namorar, e ele que é técnico de som, foi o técnico de Cais do Sodré Funk Connection no Music Box. Eram eles já uma banda enorme em Lisboa. Contei-lhe que eram das minhas bandas preferidas de sempre, e ele disse-me o mesmo. Pimbas.
Azar o meu que o rapaz não queria casar. A coisa passou.
No ano passado fui pedida em casamento (evento esse em que chamei o meu namorado - agora noivo - de cabrão de merda, tal não foi a surpresa), e quando começámos a pensar no evento, soubemos logo que tínhamos de falar com Cais do Sodré Funk Connection. Azar o nosso, estavam completamente fora do nosso budget.

Sei que isto é algo de muito cheesy... mas sonho todos os dias que os vamos conseguir ter, Tanto, que até os inserimos nos nossos convites só para parecer mais palpável e real. Ficamos agora na esperança de que dê certo e peço a vossa ajuda para comigo partilharem a nossa história e o nosso Lovefunding onde é tão fácil de doar a partir de 0.99€. Hoje até tive taquicardia só de pensar no bonito que seria angariarmos dinheiro suficiente para dizer ao Fernando "São nossos na nossa festa!"

Os convites foram feitos pela talentosa e querida amiga Susana Almeida do Feliz é Quem Diz, e mostram muito do que é o tema da nossa festa: "Um festival de música, onde por acaso há um casamento à mistura". O objectivo, foi recriar os passes de staff que o Miguel usa ao pescoço quando trabalha em festivais e em concertos, com separação entre AAA (Acess All Areas) para a família chegada e amigos que vêm à cerimónia, jantar e ficam para a música, e GUESTs para os restantes amigos e colegas de trabalho que se juntam a nós quando começarem os concertos e os DJs logo depois do jantar. (Em breve vem também aí um post sobre a nossa guest list e sobre esta nossa solução mais viável para conseguirmos festejar com todos os que nos são especiais sem ultrapassarmos o budget e sem começarmos a nossa vida a dois com corda ao pescoço).
Nos convites estão os AAA e Guest marcados, as horas de chegada e o endereço para se aceder ao site.
O post já vai longo... Mas agora que vejo as coisas a acontecer, e que finalmente enviei os convites e temos o site feito parece que já é tudo tão real. Obrigada Prontos Para Casar, obrigada Susana!
Sou muito doida? Eu sei que a festa vai continuar a ser muito linda se não os conseguirmos. Sei que podemos sempre falhar... mas e se voarmos?
Love, Lu*

At this very moment that I'm writing you, we are looking at 92 days, 15 hours, 5 minutes and 33 seconds until our Wedding Day starts. Reading what I just wrote, I seem like a control freak, but believe me when I tell you I'm not actually counting this but that it is what I can read on our Wedding Site countdown from the Prontos para Casar platform.
One day, Ana from Coworklisboa where I work at came up to me to tell me all about her new entrepreneur adventure. She was launching a Wedding platform where the couples could fit in all the important infos for their guests as well as use it as a Lovefunding project (aka crowd funding) to get the amount of money they needed to the party or a certain part of the party and she needed a couple to try it out.
Since I'm not an experient bride what so ever (and if the holly saint of matrimony spares me, this will be my only wedding hopefully) I totally said yes. Not only would I be helping her, as I could organise myself at every level and last but not least try to make one of our wedding dreams come true: bring the Cais do Sodré Funk Connection band to play at our party.
The wed site was super easy to make. I chose the template I liked the most (THEY ARE ALL SO CUTE!) and after having our e-session photos done by Marta, I started to insert all the infos, from our story, to the e-proposal, party venue, schedules, etc etc. See it all here! The result was fabulous... But what called Sábado Magazines attention and made them write about us was really the Lovefunding subject...
At the "Um lovefunding Musical" page we are asking for help to be able to bring Cais do Sodré Funk Connection to play at our party. We are running on a very tight budget (there will be a post about this with Rita) and by ourselves its just impossible. Let me go back 5 or 6 years in my life so that I can situate you better on this story (ATTENTION, I will now seem like one of those brides who plans everything in advance, really really advance): So I was at the Speakeasy bar in Lisbon having dinner with friends, when someone announces this band thats about to play (they were not CSFC at the time, still growing and almost there, and Fernando Nobre was already their lead singer). As soon as they start, the room goes crazy. Never in many years of Speakeasy bar had I seen people putting the tables against the wall to be able to dance freely.
By the end, I went to the stage to meet Fernando and I told him: "Fernando, I don't know if I'll ever get married in my life, or with whom, but if I did, you'd be the most perfect band". (told ya so).
A few years later, I met Miguel, we started dating, and Cais do Sodré Funk Connection (now bigger than ever) ended up playing in one of the spots where he works (Music Box) and he was their sound engineer for the night. I told him "they are one of my ever fav bands", he said "mine as well". BAM. There it was. So sad he didn't want to get married.
But last year, he actually proposed against all odds (in that most romantic moment where I called him "mother fucker" cause I was so freakin' surprised), and as soon as we started planning the party, we knew we had to talk to Fernando. Unfortunately, we couldn't afford them anymore, since they had grown so much.
I know this might sound cheesy... but I dream about this everyday. That we'll have them there. So much that we even put them in the invitations, just to try to make it more possible! We are now in your hands, in the hopes that you'll share this post and help us get the amount to make our dream come true.
From 0.99€, we actually might do it. I believe it. It would be amazing to tell Fernando "hey, you are ours for the night, you guys!"
Our invitations were done by the so talented Susana from Feliz é quem Diz, and they represent our party theme: A "music festival which happens to have a wedding as well". The goal was to recreate the Staff passes Miguel wears around his neck when he is working for music festivals and concerts, with a separation between AAA (Access All Areas) for our family and really close friends who are coming to the ceremony, dinner and stay for the music, and Guests, our friends and coworkers who'll join us for the concerts after dinner. (Soon there will also be a blog post on our guest list and the best budget way we found to be able to have all our special ones at our party in a way that didn't go over our savings.)
In the invitations  we have the AAA and Guest info, schedule and the wed site address.
This post is getting really long... but now I can finally see things happening, since we sent the invitations and have the website ready. Thank you, Prontos para Casar! Thank you Susana!
Now... a question for you... am I too crazy? I know the party will still be awesome if we don't make it... I know we can fail. But what if we fly?
Love, Lu*

Guest Speaker at Girls Lean In - Village Underground Lisboa


Olá olá!
Posso só aproveitar este momento para vos dizer o quão honrada mas ao mesmo tempo nervosa eu fico com este tipo de coisas? Já no ABC Bloggers Conference achei que ia morrer de ataque cardíaco quando chegou a altura da minha apresentação... vamos ver como corre agora no próximo Girls Lean In dia 24 de Junho :D
O Girls Lean In é um meetup mensal que permite a partilha de histórias de sucesso de mulheres empreendedoras e de forma a motivar as mulheres mais jovens a arriscarem e tomarem partido de cargos de liderança.É um evento aberto mas que necessita da vossa inscrição na página de Facebook.
Espero ver-vos a todas por lá para podermos conversar um bocadinho. (Ainda) Não faço ideia do que vou dizer, mas prometo que vou dar o meu melhor para partilhar as minhas experiências convosco.
Ah, e agora vou ter de ir comprar uma roupinha nova para a apresentação... que seca! (hahaha adoro!)
Love, Lu*



Can I just take a moment to tell you how this kind of stuff gets me so honoured and nervous? At the ABC Bloggers conference I literally thought I was gonna die of a heart attack. Let's see how it goes now at the Girls Lean In event on June 24th. :)
Girls Lean In is a monthly meet up that allows women who are successful at what they do to share their experiences with other women and inspire them to achieve a position of leadership in their lives.
Hope to see you all there and get to meet you! I have no idea what I'll be talking about (yet), but I promise to do my best.
Oh, and now I have to go shopping for something to wear at this presentation... I hate when that happens... (NOT!)
Love, Lu*