Hey you guys!


Senti uma nostalgia enorme ao abrir o blogue para escrever.
Há quanto tempo é que já não vinha cá à séria? 3 meses? Pareceu-me uma eternidade... e na verdade, acho que já nem sei como é que isto se faz.
Hoje senti-me finalmente com a energia e a disposição certa para vos fazer um relato, que quero tentar fazer com que seja curto, mas não vos prometo nada. :)
Aviso: isto vai ser uma salganhada de sentimentos a sair. Pode ter erros ortográficos, coisas sem sentido, e um ou outro palavrão.
Descobri nos últimos tempos alguns conceitos que não me diziam nada... até os sentir na pele. O ano de 2015 foi incrível em tudo: Em trabalho em campo e em pós-produção, em dureza, em planeamento e organização de um dia especial, em decisões de vida, etc, etc, etc. Sempre me vi como uma máquina que não pára, e acreditem, estou habituada a ritmos loucos, a nunca descansar. Hoje estou aqui, e daqui a pouco ali, e faço isto, edito aquilo, ainda consigo ir apanhar não sei o quê não sei onde e voltar a tempo de isto e mais aquilo, e se dormir só umas três horinhas é o suficiente, e amanhã repete-se tudo. E a vida decidiu, em meados de Outubro do ano passado, mostrar-me o conceito de burnout. Não só corporal/físico, mas emocional e de compaixão. Sim, descobri que existe o conceito de compassion burnout, e que podemos ir-nos emocionalmente abaixo por ajudarmos outros non-stop. Por darmos tudo o que temos em prol da felicidade da alheia... e não sabermos quando virar essa energia também para nós e para o que o nosso corpo precisa. Dar, dar, dar, dar... e por vezes chegava à cama e não tinha um fio de mim em mim. Não percebia porque é que me sentia tão em baixo quando tinha passado o tempo a praticar o bem. A resposta era simples, tinha oferecido energias sem nunca parar um bocadinho para meter a minha bateria a carregar.
Sempre que chega ao final do ano, começo a fazer (como toda a gente), alguns balanços, e no final de 2015, eu não tinha energia sequer para isso. As resoluções para 2016 não chegavam e tinha um nevoeiro enorme à frente. Tinha sido um ano extenuante... e agora? O que é que eu queria? Senti-me perdida e cansada, exausta, esgotada. Não tinha vontade de ajudar e sentia-me mal por isso.
Depois, começaram a surgir algumas luzes no fundo do túnel, o Miguel estava com possibilidade de ir de novo para Angola, e eu não sabia se queria ir com ele ou não, depois o que é que eu fazia aos meus projectos, e se ficasse, a que é que eu queria dar continuidade, e que seca que seria a vida aqui sem ele a aquecer-me os pés todos os dias, e a dizer-me que ia ficar tudo bem. Grande parte da confusão que sinto, ou melhor, toda a confusão que sinto está simplesmente e unicamente na minha cabeça. Eu meto metas e pressão em mim mesma constantemente. Sou uma perfeccionista, e o sentido de responsabilidade para com os outros leva-me a meter tudo de parte para este único fim. Durmo com sentimento de culpa quando ainda não entreguei algum trabalho, não descanso enquanto não me dizem que está exactamente como tinham imaginado e simplesmente não relaxo.


Ao descobrir toda esta realidade, abri o meu bloco de notas de sonhos por concretizar, e comecei a ler aquilo que tenho escrito há já tanto tempo. São coisas que já partilhei por aqui no Doce, como um dia ter uma pastelaria ou restaurante, trabalhar fora durante um ano, ter o meu próprio cantinho para poder receber os meus clientes, criar mais tempo para mim e não me sentir mal com isso.
Em Novembro decidi abrir os braços para o que a vida trouxesse. Não tinha energia para começar nada de novo, então, a vida teria de trabalhar para isso. E do nada, cai-me uma oportunidade. Foi-me oferecida a possibilidade de ter um restaurante. Assim, do nada, numa reunião. Num local espectacular, com as obras estruturais garantidas. Eu tinha um mês para decidir se sim ou sopas. Se sim, teria de mobilar, trazer electrodomésticos, dar asas ao conceito acabadinho de aprovar, e começar a desenvolver tudo... Ora, eu não sou nenhum ás da restauração. Na verdade, não percebo um chavo a não ser de comunicação, que como que nem uma alarve e era uma menina com um sonho bonito no bolso. Novembro foi um mês de decisões. Ter um restaurante não só era uma grande responsabilidade como poderia vir a trazer a estabilidade que eu sei que o meu grilo falante, a minha consciência, anda a pedir já há quase 5 anos, desde que comecei a trabalhar para mim. Seria talvez a oportunidade de me fixar em algo mais físico, com esperança de garantias de estabilidade monetária, e quem sabe até, começar a nossa família mais cedo do que teria alguma vez idealizado (e ele também). Por experiência, dois anos são o tempo que leva a qualquer novo projecto para estabilizar. Seriam dois anos intensos a tentar solidificar uma marca bonita e saborosa. Dois anos disto e daquilo... a minha mente flutuava nos prós e nos contras, e depois olhava para o bloco dos sonhos e via que não era esta a ordem que supostamente devia estar isto a acontecer. Mas era uma coisa tão boa... "Anda lá Ana Luisa, não caminhas pra nova, aceita isso e pronto!", "Mas... eu queria tanto ainda passar um ou dois anos lá fora a ter uma experiência internacional, e a Starling, que está finalmente com trabalho constante?", "Qualquer dia o Miguel pede-te pra ter filhos e tu andas nesta vida louca. O que é que vais fazer? Metê-los na escola com 15 dias?".
Ao mesmo tempo que a minha cabeça deambulava, tinha imenso trabalho para editar, alguns vídeos institucionais que andava a filmar, e ainda recuperava de um ano sem férias, depois de um casamento que deu muito trabalho, e do qual não descansámos. Comecei a trabalhar logo na Segunda-feira seguinte ao nosso grande dia, e nunca mais parei.
Raios, vou aceitar. Bora Ana Luisa, levanta o cu da cadeira e vai dizer que aceitas ter o teu restaurante. É o mais correcto, e o passo normal a seguir. Tens quase 30 anos, tens de estabilizar, tens de te fixar numa cena que dê dinheiro e tens de crescer de uma vez por todas.
Levanto-me da cadeira, começo a andar na direcção das pessoas a quem tinha de dar resposta, e sou interrompida por um antigo professor meu. "Ana Luisa, vim despedir-me de ti!". "Hein? Mas despedir, para onde é que vais?". "Pah, decidi seguir os meus sonhos, vou morar para a Tailândia, vou fazer ioga, e vou ser feliz".
****Boom. Big bada-bum. Que-raio-é-que-tu-estás-a-fazer-Ana-Luisa-estabilizar-ainda-não-é-para-ti*** - eu pensei para comigo mesma.
Despedi-me dele, fui para a casa-de-banho, e chorei, chorei, chorei chorei. Chorei porque me questionava porque é que o mundo não me tinha feito normal. Porque é que a pressão da sociedade para entrar na linha me afeta tanto quando sei que sou mesmo feliz é fora da minha zona de conforto e a fazer trinta mil coisas ao mesmo tempo.
Limpei as lágrimas, e fui dizer que não aceitava a proposta. Não tinha ideia do que ia fazer a partir dali, mas queria que fosse algo que me levasse ao desconhecido. Sim, um dia vai acontecer, talvez não desta forma tão "fácil" e quase dada, mas um dia sei que vai acontecer, e eu vou saber, e vou sentir.
Peguei no meu bloquinho de sonhos, e estava lá outro que tinha sido adicionado apenas em Setembro de 2015, e do qual nunca vos falei. Reuni uma equipa de cinco pessoas incríveis, e deixei-me envolver na criação de mais-sarna-para-me-coçar-à-grande-mas-que-me-dá-um-prazer-descomunal-e-que-é-daquelas-coisas-em-que-eu-podia-deixar-todos-os-outros-projectos-que-tenho-só-para-fazer-este-vingar. Nasceu assim mais um bebé na minha vida, um pelo qual senti uma magia que nunca tinha sentido na vida, e que se tudo correr bem vos apresento ainda este mês.
Dezembro foi um mês simplesmente parvo. Enquanto o mundo se preparava para receber o menino Jesus e fazia a árvore de Natal (que nós nem chegámos a montar lá em casa), eu estava em modo edição e pós-produção. Ceguei completamente pelo trabalho. Queria terminar tudo, queria entregar tudo e quando levantava a cabeça estava cansada e queria dormir. Acho que fui das piores companheiras de sempre durante Dezembro. Não tive praticamente vontade de estar com pessoas, e tenho a sorte de ter bons amigos (daqueles que já não se fazem), que me arrastaram para fora de casa no dia de ano novo. Senão, tinha ido dormir à meia-noite.
Meu querido Miguel. Não existem palavras para descrever o pilar que és na minha vida. O quanto equilibras o meu desequilíbrio e o quão maravilhoso és por me ajudares, aturares e rires das minhas parvoíces.
Janeiro amadureceu-me. Embora ainda não me sentisse em 2016 por ter assuntos pendentes do ano anterior, tomei decisões que podem mudar o rumo de tudo.
Larguei o Coworklisboa que tanto me fez crescer e que criou a pessoa que hoje sou, e passei o mês em casa a organizar-me para começar uma nova vida.
Comprei-nos uma viagem para Paris a que demos o nome de Lua de Mel parte 1, e que marcaria as férias que não tínhamos tido no ano anterior, e o começo oficial do ano após o nosso regresso. Até à nossa partida, eu tinha de meter a minha cabeça no sítio.
Uma das minhas madrinhas de casamento que vive em Londres visitou-me e começámos por fazer um de-clutter da nossa casa. Dei e deitei fora tudo o que não fazia falta ou que já não usava há muito tempo. Depois, ela ensinou-me a meditar. Na minha primeira experiência, quando abri os olhos depois daquele tempo de respiração e de equilíbrio, tinha chorado cá para fora todas as dificuldades que se me vão apresentando pelo caminho. Descobri o que queria fazer, e meti os planos em marcha.
Procurei um cantinho para poder trabalhar a que chamasse segunda casa. Ninho, mais concretamente. Comecei a ver locais, e apaixonei-me por um em particular. Ainda não sabia como é que o haveria de pagar, e por isso decidi parar no fim-de-semana para pensar. Sexta, Sábado e Domingo sonhei com aquele espaço. Sonhei com entrada e saída de pessoas felizes, sonhei com a decoração e descobri nos meus sonhos que as coisas só são verdadeiramente boas quando partilhadas. E assim, começou a minha busca pelos parceiros ideias com quem me visse a dividir aquelas paredes tão bonitas. Já tinha sondado as pessoas com quem trabalho como prioridade, mas naquele momento de vida não podiam. Quem, quem, quem? Bastava que uma pessoa entrasse para que eu pudesse dizer que sim, e tinham-me dado até ao final de Janeiro para fechar o acordo. O ideal seria sermos quatro, mas duas já faziam muita magia.
Contactei a Susana. Nós temos histórias muito parecidas. Temos modos de ver a vida muito semelhantes, e há um ano atrás tínhamos inclusive partilhado este sonho uma com a outra. Ela estava a trabalhar em casa, e claro, estava já a bater com a cabeça nas paredes e assim combinei um dia para a trazer a visitar o Ninho. Era Sexta-feira e ela entrou e eu percebi que ela estava a ver o mesmo potencial que eu. Pediu-me para ir para casa pensar e que me dizia algo no dia seguinte, mas eu percebi. Eu percebi que ela também tinha sentido. Sábado esperei agarrada ao telefone. Ela ligou e disse "Ana Luisa, tens uma coworker!". Rimos e festejámos ao telefone (fogo, ela é mesmo a Susana Feliz!). Há muito tempo que não sentia algo assim. O prazer, a alegria, a aventura em que nos estávamos a meter iluminava o meu coração e o meu espírito. Era finalmente o espaço onde todos os meus projectos ganhavam forma fora da minha cabeça e do meu computador, e ia poder partilhar isso com outra das minhas maiores fontes de inspiração. Ora bem, entrar dia 1 de Fevereiro no Ninho. Eu vou de "Lua de Mel" dia 30 de Janeiro. Objectivo: Deixar o Ninho pronto e montado para que a Susana possa entrar dia 1. No Domingo logo depois da decisão dela, peguei no telemóvel, e consegui em cerca de 4, 5 horas encontrar tudo o que precisava para que o espaço estivesse funcional (e bonito, ah, e em segunda mão) a 1 de Fevereiro. Segunda, Terça e Quarta fui buscar todas as coisas que encontrei na internet por essa Lisboa fora (com ajuda do Miguel, da Susana e do namorado), fiz uma ida ao IKEA para material de arrumação de escritório e duas prateleiras, Quinta montei e andámos a ver fechaduras para portas, Sexta veio a internet e o telefone, sempre a editar em cada bocadinho de tempo que me permitia estar ao computador para entregar coisas, e Sábado fui de férias... com o coração cheio de sentimentos de objectivo cumprido, pronta para desligar de trabalho, de emails e para aproveitar tempo com a pessoa que mais amo neste mundo, sabendo que quando voltasse, teria uma vontade louca para pegar em tudo com um novo e reestruturado prazer, sentindo que finalmente estava pronta para enfrentar tudo o que 2016 me trouxesse.


Paris foi... nem vos consigo descrever. Oh, esta parte fica só para nós! :D Mas se alguém encontrar a minha mala que perdi numa noite de bebedeira pela cidade, em que só no dia seguinte às 17h00 é que nos demos conta de que nos faltavam coisas, avisem! hahahaha...
Ontem regressei ao trabalho, e a Cíntia, depois de uma visita ao Ninho, aceitou a proposta de ficar também connosco. Já Andy Warhol dizia: "But I always say, One's company, Two's a crowd, and Three's a party!". O Ninho está com uma energia contagiante. Estamos em pleno coração da cidade de Lisboa. Venho de metro trabalhar e o meu foco agora é o desafio de manter o Ninho feliz e a bombar com a renda sempre paga a tempo e horas.
Os planos para este ano estão a ficar traçados. Não demasiado, porque tem de haver espaço de manobra para surpresas que possam chegar. Já estou de volta à edição, e os projectos estão com feições tão bonitas. Olho para trás... e nem acredito que já palmilhei tanto. Quem eu era há cinco anos atrás e quem sou hoje é alguém que já nem reconheço.
Estar no ponto em que eu estou, e onde está outra malta no mesmo estado de Freelancer/Multipotentialite é quase como ser-se bi-polar. Ou seja, os pontos altos de esperança, alegria e motivação são-nos muito intensos, e levam-nos a um estado de hiperactividade muito grande, a uma euforia sem limites. Quase como se tivéssemos um IV com 40 redbulls e 50 cafés a entrar-nos para a veia diariamente. Mas quando nos vamos abaixo, vamos mesmo ao fundo. Perdemos o norte, não sabemos que rumo tomar, existem uma data de decisões a fazer, desejamos que a vida mude para um estado de rotina como os nossos amigos têm, das 9h às 17h, pensamos "porque é que eu me meti nisto?", ou "o que é que eu estou a fazer?", vêm todos os medos e indecisões ao de cima. Ser um louco é bom e é uma solidão metafórica ao mesmo tempo. Mas assim que tentamos entrar naquilo que é alguma normalidade, aborrecemo-nos, precisamos daquele boost novamente. É quase como uma droga precisar de estar fora da zona de conforto. Pensar em assentar é o que realmente assusta quando a vida só se vive uma vez e só estamos neste planeta algumas dezenas de anos. Esta euforia que sinto hoje é o meu combustível para tentar fazer o meu espírito mais rico e feliz e um dia, espero eu, chegar ao caixão e pensar, foda-se, fiz tudo, caraças. E é quase como que sem querer que sentimos em nós uma necessidade de partilhar isto com o mundo. Porque esta euforia é boa demais para ser só nossa e todos deveriam sentir isto pelo menos uma vez na vida. E tentamos por tudo inspirar e ajudar outros a saírem da caixa. E daí o compassion burnout quando nos esquecemos de carregar também as nossas baterias. O Miguel insiste que eu devia saltar de um avião, porque é isto tudo em alguns segundos. Não fosse o meu medo de alturas e se calhar até me viciava num desporto desses. :) (e um dia, quem sabe).
Sei que já vou atrasada para fazer os objectivos de 2016, mas descobri que só preciso de UM para que tudo o resto funcione. E isso é o bem-estar.
O meu objectivo para este ano é fazer-me feliz, fazer-me bem, saber descansar, tentar não fritar da cachimónia, porque as coisas vão ficar feitas, e vão ser bonitas, e vão ter energias bonitas se eu respeitar este único e simples objectivo. Vamos estar bem, e assim, tudo vai ficar bem.
Olá 2016... fogo, estava a ver que nunca mais começavas.
Love, Lu*

PS: O Miguel acabou por não ser chamado para Angola e está a trabalhar e muito por cá. Foi nomeado para um International Emmy Award com a equipa com quem ele esteve a fazer a Jikulumessu no ano passado. Embora não tenham ganho, não conseguem imaginar o orgulho imenso que tenho nesta pessoa que se deita ao meu lado todos os dias.
PS2: O Ninho ainda agora ganhou vida e vai ser usado para um projecto especial que um dia vos conto o que é. A parte boa é que os dois dias que vamos ter de estar fora para que o projecto aconteça cá nos vão permitir ter alguma liquidez para fazermos uma obra estrutural noutro dos nossos quartos (que não aparece nas fotografias) e a que chamamos de "workroom" só para trabalhos manuais.
PS3: Estou a usar óculos para ler. A sério, corpinho? Eu já sei que vou fazer 30, não precisavas de me presentear com óculos.
PS4: Eu e o Miguel continuamos com planos de ir para fora. Estamos a apontar para final de Outubro de 2016 a Maio de 2017. Pouquinho tempo para já, mas eficiente para ficarmos com o bichinho. Durante essa altura, o Ninho vai continuar a funcionar, mas a minha mesa vai estar disponível para alguém que queira sair de casa e meter o seu projecto em andamento com as outras coworkers felizes que cá estão.
PS5: Ainda faltam os detalhes mais bonitos para o Ninho estar concluído e por isso as fotografias deste post são de telemóvel. A Marta ofereceu-se para nos fotografar aqui assim que ele tiver os quadros nas paredes e tudo o mais. Aí sim, conseguem ver tudo tudo!


I felt a huge nostalgia today while opening the blog to write.
How long has it been? 3 months? It seemed like an eternity really... and actually, I think I kinda forgot how to do this.
So today I finally felt the energy and the right mood to write you my story, and I want to try to make it a short one, but I can't promise you anything. :)
Warning: this will be a  huge mess of feelings. You might find some misspelled words, senseless things, and even some really bad swearing.
Lately I have discovered some concepts that didn't mean anything to me before... until the felt them on my skin. 2015 was an amazing year (good and bad) in everything: In working as a photographer and post-producing, in difficult moments, in planning and organising one of the most special days in our lives, decisions, etc, etc, etc. I've always seen myself as a machine that never stops, and believe me, I'm used to crazy rhythms, and to never resting. "I am here right now, and then I'll be there, editing, and if I do this right, I can still go get I don't even know what and where and be back here in time to still do this and that, and if I only sleep for about three hours it'll be enough, and tomorrow I can repeat everything again". And then life decided, in mid-October last year, to show me the concept of burnout. Not only body / physically, but emotional and compassion burnout. Yes, I found out that there is the concept of compassion burnout, and that we can emotionally shut down by helping others non-stop. By giving all we have for the sake of the happiness of others and not knowing when to turn this energy also to us and, and give ourselves what our bodies need. We shut down. The answer was simple, I had offered my energies without ever stopping a bit to get my batteries to charge.
When we reach the end of the year it is common to start thinking about our next years goals. It's all over. Bloggers posting their years resolutions, people sharing them to friends and family all the time... and at the end of 2015 I had no energy for mine. I couldn't even make room in my head to think about it. I had a huge fog ahead. It had been a hard-working-crazy-difficult-emotional-special-amazing-terrible year... and what now? What did I want? I felt lost and tired and exhausted. I didn't want to help anyone else, and I felt bad about it.
Then I began to see some light at the end of the tunnel on how the year could become. Miguel had the possible opportunity to go back to Angola, and I didn't know if I wanted to go with him or not, I didn't know what I'd do with my projects, and maybe I wanted to stay, but if I did, how boring would my life become without my most special person beside me, telling me everything was going to be okay?
Much of the confusion that I get in my head, or wait, all of the mess that goes on in my head happens  simply and solely in my head. I set goals and I constantly pressure myself. I'm a perfectionist, and I have deep senses of responsibility towards others, that can actually bring me to put everything aside for this sole purpose. I sleep with guilt when there is still work to deliver, I can't rest while my clients haven't told me the work is exactly as they had imagined.
When realised what was going wrong, I opened my notebook of dreams still unfulfilled, and started reading it. Some are dreams I never kept away from you, throughout all these years of Doce para o meu Doce. I've always wanted to open a small pastry shop, or restaurant, I'd love to work abroad for a year or two with Miguel, and I'd love to have my own space for work, where I could bring my clients, and we could share stories, talk about their wedding expectations and what I could do for them as a photographer and videographer.
In November, I decided to open my arms for whatever life had for me. I didn't have the energy yet to start something, so life had to work on it. And out of nowhere, an opportunity comes by. I was offered the possibility of having my own restaurant. Just like that, in a meeting, for a wonderful place, with structural construction included. I had a month to say yes or no, and then I'd had to make the dream come true. I am no ace in the restaurant business. In fact I know nothing about it. I was just a girl with a love for cooking (and eating) and a beautiful dream in my pocket, an idea that had already been accepted. November was a month for decisions. Owning a restaurant was not only a great responsibility as it could also bring the stability that maybe my life needed since 5 years ago. Maybe this could be the chance, since I'm almost 30, to slow down, maybe start our family in a year or two, maybe it could actually bring the financial stability we needed after a few years of hard work. From my experience, it takes around 2 years to get a project to be fully running. And this was such a great thing, how could I say no? My mind floated through the pros and the cons, and then I'd look at the notebook of dreams and I would think that this was not the way it was supposed to happen, not in this order. But it was so good... "C'mon Ana Luisa, you aren't getting any younger, just say yes", "But I really wanted to go abroad first, travel more, and Starling is finally constantly bringing work", "Someday Miguel will ask you to have kids, what are you gonna do? Get them in school by the time they are 15 days old because you are in your thousand projects?"
While my head was on this, I kept on working in post-producing, I produced two institutional videos, and my body was getting tired. I hadn't had real vacation in almost a year, and the Monday right after my wedding I was already with my camera in hands. No stopping, no resting.
Damn it. I'm gonna say yes to the restaurant. Ana Luisa, get your butt out of that chair and go say yes.
I got up, and on my way, I was interrupted by an ex-video teacher of mine. "Hi Ana Luisa! I came by to say goodbye to you!". "Goodbye? What do you mean? Where are you going?" "I'm moving to Thailand. I want to be happy, make ioga, enjoy life doing what I love".
****Boom. Big bada-boom. What-the-fuck-are-you-doing-Ana-Luisa-setling-down-is-not-for-you-yet*** - I thought to myself.
I said goodbye to him, went to the bathroom, and I cried and cried and cried. I cried because I couldn't understand why wasn't I normal. Why would I feel the pressure of society to be in the line when I knew I was only happy outside of my comfort zone, doing gazelions of things at the same time. 
I cleaned my tears and I said no to the offer. I had no idea what I'd do, but if this was meant to be, I'd do it in some different timeline of my life. And when the time comes, I will know.
I grabbed my notebook of dreams, and there was another, actually very recent one I came up with around September 2015 after my wedding, and that I never told you about. I gathered a team of 5 incredible ladies, and I let myself go in another what-the-hell-are-you-doing-you-have-no-time-for-this-but-still-it-looks-like-the-best-idea-you've-ever-had-ah-the-hell-with-it-lets-do-it project.
That's how my newest baby was born and it is something that even in the darkest of times allowed me to see some light at the end of the tunnel. If it goes right, you'll see it sometime this month.
December was just a silly month. While the world was getting ready to welcome baby Jesus, Christmas trees (which we didn't make this year) and new years, I was on editing non-stoping mode. I got completely blind with work and I believe I was the worst companion ever.
I didn't feel like being with people and thank God I have really the best friends in the world who made me get some nice clothes on and go celebrate new years with them, or I'd be in bed by 00h30.
My sweet dearest Miguel. There are no words to describe how important you are in my life. How much balance you bring into my head, and how amazing you are for always being ok with everything, for helping me no matter what and for laughing at my silliness.
January made me more mature. Although I still wasn't feeling like 2016 because I still had pending work, I made decisions that were really important to me.
I left Coworklisboa for a start. This is a place that will always, forever and ever be in my heart. My home and my second parents are in there. It made me grow up, believe in myself, it introduced me to the crazy ones and made me feel like I had a place where I belong. It taught me to understand business, and Fernando and Ana were tireless in helping me like parents do. But I needed to think clearly and spend the month at home organising.
I bought us a trip to Paris, and called it the Honey Moon that we never had - part I -. I had the goal that everything had to be organised to when we came back. And by that time, it had to finally feel like 2016.
One of my maids of honour came from London, and she helped me de-clutter. Throw away and give whatever I didn't need. Make space for new memories, for a simpler happier life. She made me experience the power of meditation, and the first time I did it, I cried, and it was beautiful.
I discovered what I needed, and I started to put my plans on the go.
So then, my quest for a Head Quarters for my project began. Another home where I could go crazy and put all my creativity and ideas out. I needed a nest. I started seeing places and I fell in love with one in particular. I still didn't know what to do in order to pay for it, so I went home to think about it over the weekend. Friday, Saturday and Sunday I dreamt about it. In my dreams I could see happy people coming in and out of it, I dreamt about the decor and I realised that theses things are only good when shared. So on Monday, my quest for the people to share it with began. The people who work with me in my projects couldn't join in, and I had until the end of the month to find the most creative and free spirits to share the same walls as me. The ideal would be 4, but if we were 2 I could make it work. It takes time to create and stabilise the perfect "family".
I contacted Susana. We have very similar stories. We see life in pretty much the same way, and we had actually once, a year ago, shared the idea of having our own places. She was working from home and, of course, was going nuts, and I brought her on a Friday to visit the "nest". When she came in, I could feel it. She was seeing what I was seeing. She said she'd give me an answer the next day, but I could feel it. It was so close that I could almost taste it. I had my phone in my hand for the entire day. She called and said "you got yourself a coworker!". We laughed and celebrated on the phone. I hadn't felt this euphoria in a long time. The pleasure, the joy and the adventure we were getting ourselves into was bringing comfort to my heart. It was finally a place where my projects could come out of my head and computer, and I could share that with someone who is one of my greatest sources of inspiration. So ok, get real. You have less than one week to make this work so that Susana can start on Feb 1st. Honeymoon starts on Jan 30th. On Sunday, after her decision, I went online and in around 4 to 5 hours, I bought everything we needed (second hand, of course). Monday, Tuesday and Wednesday, I went around and about Lisbon, picking up all my second hand purchases and bringing them to the Nest with the help of Miguel, Susana and her partner,  went once to IKEA for office goods and on Friday the internet guys installed everything. In between, I could actually do some work. On Saturday, I left to Paris with a feeling of accomplishment that I can't even explain you. Now that it was all ready for a happy return, I could shut down all emails, FB, Instagram and bla bla bla, and enjoy a delicious honeymoon with the man of my life. What was even more fun, was knowing that when I returned, I wouldn't feel like "oh, damn, now I have to work, ugh", but "OMG, it's going to be SO amazing to go back to work when I come back. I'll have the energy, and the company and the place to start fresh. It will feel like 2016".
Paris was amazing. I can't even describe it. And I want to keep it just for us if you don't mind. 
Yesterday I came back to work, and Cíntia (with whom I share the Giggles project) payed us a visit... and decided she wanted to work with us after all. Andy Warhol used to say this, and I truly believe it: "But I always say, One's company, Two's a crowd, and Three's a party!"
The Nest is blooming with a contagious creative feeling. We are right in the heart of Lisbon, I take the subway to come to work, and now all I want to do is keep it as a healthy space and always make sure rent is payed on time.
My plans for this year are settled... but not too much. I want to leave doors and windows open for surprises. I am back to editing and the projects are looking good. I look back, to 5 years ago and damn... I don't even recognise my other self back there.
Being where I am (and where a lot of other people are), in being a Freelancer/Multipotentialite is kinda like being a bi-polar. Let me explain this to you. The high moments in life, of hope, joy and motivation that we have, are very intense, and take us to an almost kind of hyperactivity feeling, and euphoria with no limits. Almost like as if I had an IV kicking redbulls and coffee into my gains non stop. It's addiction, I know.
But then, when we're down. We really are down. We lose our north, wish that we were like everyone else, envy our friends lives and normal jobs, think "how did I get myself into this", "If I stop I don't get payed", "What am I doing with my life?", and all the indecisions appear. And when we try to get into a routine, life gets just boring. We need that boost. Being out of our comfort zone, in the adventure is like a drug, and what really scares me is settling down, because I'll only live once. This euphoria is the fuel to a rich and happy spirit. And I would like to one day look back, right before I die and be able to say "fuck, you did it Ana Luisa. You lived life like you wanted to". And with this, its almost kind of a feeling of wanting to share it with the world. Everybody should feel this at least once in their lives. Hence the compassion burnout... but I have to put all of this out there. 
Miguel insists that I should go skydiving, cause its all this in a few seconds. If it wasn't for me being afraid of heights maybe I'd be good in it. And maybe one day I will.
I know I'm late for new years resolutions, but I found out I only really need one and that is Well-being.
My goal this year is to take care of me, make me happy, rest. Because in the end, if I respect that, everything else will work. Me and Miguel, the projects, work, family... I just need to respect this ONE goal. If I'm ok, everything will be ok.
Damn 2016, I thought you'd never come.
Love, Lu*


PS: Miguel ended up not going to Angola and is working in Lisbon. He was nominated to an International Emmy Award last year though, with his team from Angola. Although they didn't win, you can't imagine how proud I am of my sweet talented man.
PS2: The Nest is just recently alive and kicking and we have allowed something to happen in it soon, that I can't tell you what it is. The good part is that it will allow us to have the liquidity to do some construction work on another room you can't see in these pics that we call the "workroom" for all our manual projects.
PS3: I'm using reading glasses. Really, body? I know I'm getting older, but reading glasses?
PS4: Me and Miguel are still planning on leaving the country for a while. For now, we are working on October 2016 to May 2017. It's not much but good to get the feeling... and the Nest will still go on. Actually, I might let my desk for someone creative and fun during this time.
PS5: Soon we'll post some beautiful pics of the Nest. Marta said she'd do it for us, with us in them as soon as we got the workroom ready and all the pictures on the walls.

Oh hi there! I'm on fire!

A ilustração é da talentosa Luisa Roldan, e foi um dos meus presentes de casamento! (Também há uma linda do Miguel)

Há muito que se lhe diga quando descobrimos que o que somos tem um nome. Eu descobri há relativamente pouco tempo que sou o que se chama de multipotentialite. Foi como que um alívio descobrir que não estou sozinha na minha loucura saudável que tanta dor de cabeça me dá, de não ter só um "one true calling", ou "uma só vocação". O problema de se ser uma multipotentialite tem a ver com a ansiedade. Ansiedade de gestão dos milhares de projectos que temos (e tentar criar mais espaço num dia para os que estão por meter em marcha), ansiedade por querermos ser bons em todos, ansiedade no que a "sociedade diz que é normal", e não é normal cansarmos-nos de algo que nos está a correr tão bem assim que estabiliza e entra em velocidade cruzeiro para começarmos outra coisa logo depois.
Eu deparo-me com problemas a este nível pelo menos de 6 em 6 meses. Sim é óptimo, dá-me a chance de me reinventar, de me testar, de me pôr à prova constantemente, mas também cansa o corpo, a mente e o espírito. Por vezes tira-me o sono à noite, faz-me questionar-me porque é que não sou "normal" com um emprego das 9h às 17h. Faz-me pensar que não me especializo em nada e que estou constantemente à procura da minha vocação e ela não aparece e que sou muito estranha por isso.
Ando numa fase destas agora mesmo, e é isso que me tem mantido afastada do doce. Porque se bloqueio no trabalho, bloqueio em tudo, e o que mais gosto, e os de quem mais gosto, são quem leva por tabela. Estou farta de saber que isto é normal, estou farta de ver isto a acontecer-me e até pressinto como quando me está para chegar o período e penso "lá vamos nós outra vez". Então, estou nessa fase agora. Que é assustadora e ao mesmo tempo entusiasmante! Oh, eu sei que o que vocês querem é ver as fotos do casamento, e porque é que eu ainda não comecei a postar sobre isso, e sou mesmo uma grande chaga. Mas existem razões: Primeiro, estamos (eu e a Marta) a tentar submeter o casamento à Rock N' Roll Bride, e o blogue quer exclusividade do material. Logo, se posto aqui, não posso postar lá. E depois, não acho que seria sincera convosco em estar a partilhar prelim pim pins e magia numa fase em que me sinto nublada. Não sou assim. Não sou a pessoa que posta que a vida é maravilhosa e que depois está a chorar debaixo dos lençóis, e não consigo estar agora a falar-vos disso quando preciso de estar com os chakras alinhados para verdadeiramente vos passar o quão mágico foi o dia 12 de Setembro! Ora bolas... quando me lembro até tenho vontade de chorar de alegria! Mas posso contar que aguentam só mais um bocadinho? Prometo que em breve vêem tudo... desde a preparação às ideias loucas, aos inesperados e outras coisas mais.
Continuando o meu desabafo: A época de casamentos terminou para mim. NUNCA na minha vida esperei ter um ano tão bom a fotografar. Estive em festas tão mágicas, que muitas poderiam bem ter sido o meu próprio casamento. Corri o país de Norte a Sul e tive até a oportunidade de ir fotografar a Itália um dos casamentos da minha vida. Estou de rastos. É um trabalho muito, muito bonito, que adoro com todas as minhas forças, mas também cansativo em termos de horas, criatividade, energia, edição (eu entrego sempre entre 1500 a 1700 fotos editadas). Depois, ajudei as minhas noivas em níveis que nunca achei serem possíveis a uma simples fotógrafa: maquilhei, penteei e vesti quando mais precisaram, acalmei mães, avós, e até ajudei a que acontecesse um casamento quando a senhora do civil não apareceu (oh, isso um dia dará uma boa história).
Para além da Starling, tento gerir algum trabalho com a Giggles, fiz algumas tours, ainda que não tantas como no ano passado por falta de tempo, estou aqui no blogue, organizei o meu casamento, tive o que se chama de "post wedding blues", que é algo de muito interessante e para o qual nunca ninguém me tinha preparado e comecei a agendar casamentos para o ano que vem. Tudo isto parece maravilhoso, e é, de facto, então porque é que eu estou ansiosa? Porque é que sinto que a minha vida está a precisar de mais um rumo, porque é que me sinto perdida? E, porque é que nestes exactos momentos, em que me sinto meio em baixo, me surgem sempre na vida as propostas que podem virar tudo do avesso? É mesmo gira a forma como este planeta me apresenta as coisas novas em que me meto. Neste momento em que vos escrevo acho que vou ter um ataque de qualquer coisa entre um colapso nervoso e gritos de histeria e de felicidade. Como estou no meu local de trabalho, o Coworklisboa, isto tudo manifesta-se apenas em eu estar a transpirar e a escrever furiosamente, daí que perdoem algum erro ou alguma falta de sentido no meu raciocínio. À parte dos casamentos que já fechei para o ano e que vou com muito amor e gosto honrar, não sei o que vai acontecer-me no próximo ano de 2016. Continuo mais do que disponível para os agendar, até porque há 3 anos e meio que trabalho árduamente para chegar onde estou hoje, eles são, neste momento, a única certeza que tenho. De resto, preciso de fechar-me entre quatro paredes, ou de ir para um vale respirar ar puro e pensar, e tentar re-estruturar a minha vida para o ano que vem. É um misto de tristeza em abdicar um bocadinho de algumas outras coisas que gosto em detrimento de uma maior (não, não estou grávida), criar espaço para o que pode estar para vir mas que não tenho a certeza de que venha a vingar. É olhar para o meu futuro e ver que ele está nublado, embora seja um nublado com cores giras. É que tenho-me sentido perdida ultimamente, e foi-me hoje feita uma proposta de trabalho daquelas que acho que nunca mais na vida terei. Daquelas que são dos meus sonhos mais antigos.
Love, Lu*


There is much to be said when you find out that what you are has a name. And I discovered the name that best translates who I am not a long time ago, and that name is multipotentialite. It was kind of a relief to discover that I am not alone in this healthy madness that I have and that brings me so much headaches... the fact that I feel like I don't have just one true calling, but several maybe.
The problem in being a multipotentialite has to do with the anxiety that I feel. Anxiety managing the several projects that I am in (and trying to create the space to fit some more in when everything is already so tight), anxiety in wanting to be good at all of them, anxiety because society sometimes is a bitch and has pre-conceived ideas on what is "normal" and it is not normal for society to get tired or leave even though we love (and its being a successful) project to start something right after.
I deal with this kind of frustration around every 6 months. Yes, it is great cause it gives me the chance to re-invent myself, it tests me in many levels, but it's also very tiring... takes my sleep away sometimes for nights in a row. It's so unfair that I only get to live once when everything I wanna do should be lasting at least 6 lifetimes. It's so, so unfair. Sometimes I question myself why am I not "normal" and have a job from 9 to 5 with no extra worries, no bringing work home. Why don't I just specialise in something instead of always starting new things, getting good at them and then dropping them?
I am living it again right now, and that's what's keeping me away from the blog. Because if I get blocked at work, I get blocked at everything else and what I love the most, and those whom I love the most end up being the ones who are left behind a bit.
I should be used to it, I know it is a constant in my life, I can even tell when its about to start, just like when I'm about to get my period. It's like, "OOoops, here we go again", and I start rethinking my life. Its scary but so exciting at the same time.
Oh, and I know, most of you thought I was about to show you wedding pictures when I started this post, but no, not yet, and there are two reasons for that: First, me and Marta would love for it to get a chance to be featured on Rock N' Roll Bride, and it is a blog that likes to have things first hand, exclusive, so if I post it here, I can't get a chance to have it there (and we would LOVE THAT, since we were so inspired by it)... second, I think it's not fair for you, having me talking about magic when I'm feeling so confused in other levels. I am not the kind of person who talks unicorns when in reality is feeling trolls. I really want to have my chakras aligned when I tell you all about the most magical day I've had so far. I promise I'll let you know everything there is to know about our September 12th, but just be a little-little bit more patient. ok? :)
Alright, continuing: Wedding season has just ended for me. NEVER in my life had I thought I could have such an amazing year as a wedding photographer. I went to weddings so magical that could perfectly have been my own. I ran from north to south of the country, and I was even lucky enough to have the chance to be taken to Italy to photograph one to the weddings of my life. I am exhausted. It is the most beautiful job, but also very very tiring. All the hours, the attention, the creativity, the editing hours (I normally deliver 1500 to 1700 edited pics), plus, I helped my brides in ways I never thought I could, like redoing their make ups, hair, help calming moms and grand mothers, making a wedding actually happen when the celebrant didn't even make it to appear (oh thats another entire story).
Besides Starling, I did some Giggles, some tours (not as much as I'd like to since I had no time during the summer), I planned our wedding, suffered from something I didn't knew existed, called "post wedding blues", and have already started to fill my agenda on next years weddings. This all sounds amazing, I know, so why do I feel so weird? Why have I started to feel like I need more? And why is it that life always brings me new things when I am feeling so lost? It is so crazy that at this exact moment that I am writing, you I feel like I am somewhere between a nervous breakdown and a hysterical happiness attack. Since I'm at work, and I'm discrete, I'm just sweating and tipping like a lunatic, so pardon me if I make any writing mistakes or make no sense at all.
Appart from the weddings that I've already booked and the ones I'm waiting to have an answer on, thats the only thing I know for sure about next year. For the rest, I really need to close myself somewhere quiet, or go to the countryside and breathe some fresh air and think. What am I gonna do next? I am struggling with maybe having to let go somethings I love for the sake of something bigger (no I am not pregnant), and having to make space in my life for what might be coming my way and that I have no idea if it will succeed. Its looking at my future and seeing it foggy, although the fog has some fun colours (no I'm not on drugs either).
I had been feeling kinda lost lately, and then, today, I was offered a job opportunity that I believe I'll never have again in my life. Its one of my biggest dreams maybe coming true.
Love, Lu*

On planning an alternative wedding - When it was all worth it


Todo o trabalho, todas aquelas horas, toda a ajuda de amigos e família, os donativos para termos os Cais do Sodré Funk Connection na nossa festa, a ajuda das nossas tias que juntas fizeram a nossa mesa das sobremesas da ceia, as lutas familiares por querermos um casamento exclusivamente vegetariano, as lutas para planearmos um casamento 100% alternativo em Lisboa... encontrar o sítio mais que perfeito para a nossa festa, e depois descobrirmos que precisava que alugássemos tudo para o casamento poder acontecer, porque nunca lá tinha havido um casamento antes.
Ao ver este vídeo, e ao pensar em toda a alegria que tínhamos no coração, todo o amor que nos rodeou... fogo... valeu tudo a pena, porque casei com o meu melhor amigo, na presença das nossas pessoas preferidas, num dia que não foi menos que ÉPICO. E assim, mais nada importa, porque o amor (amigos, família e música) vencem tudo e todos.
Para já, aqui está um curto teaser do que aconteceu a 12 de Setembro de 2015 para vos aquecer os corações. Foi feito pelos mais que perfeitos Vanessa e Ivo... e preparem-se, porque estão para chegar agora muitos mais posts sobre este tema. Que dia incrível, de loucura e rock n' roll.
Love, Lu*

All the work, all the hours, all the help of friends and family, the donations for Cais do Sodré Funk Connection, the help from our aunts who did all the desserts, the fights we had because we wanted the wedding to be fully vegetarian, the struggles of planning an alternative party in Lisbon... finding the venue and dealing with difficulties we didn't know we would have because it had never had a wedding before.
Looking at this video, thinking about the happiness we had in our hearts, all the love that surrounded us... damn, it was all worth it, because I married my best friend, in front of our most special ones, in one EPIC day. And nothing else really matters, because love (friends, family, music) really does conquer all.
For now, here is something to warm your hearts from the dearest Vanessa & Ivo... and get ready for a few more posts on this subject. What a crazy, amazing, rock n' roll day.
Love, Lu*


PS: Ok, quem é que adora o meu vestido tanto quanto eu?
PS2: A foto de topo é, claro, da minha querida Marta José, aka, Dreamaker, a quem eu me orgulho de chamar irmã.
PS3: A música que ouvem no vídeo é da banda do Miguel, os Cochaise. Chama-se "Amanhã Lava-se" e foi a nossa música de entrada no casamento (tocada ao vivo!). Cada vez que a oiço, choro. Os Cochaise também deram um concerto inesquecível para abrir os Cais do Sodré Funk Connection, e até eu tive a oportunidade de cantar outra das minhas preferidas, a "Primavera".

PS: Now... who here is as in love with my dress as I am?
PS2: The first pic was done by my bff Marta José, aka, Dreamaker, who I'm proud to call a sister.
PS3: The song you can listen on the video is from Miguel's band Cochaise. It's called "Amanhã lava-se" and it was our entrance song at the wedding, performed live. Every time I listen to it now, I cry. Cochaise opened the night for Cais do Sodré Funk Connection with an unforgettable concert and even I got to sing my fav song from them on stage.

Uma ajuda com rodas! #vaide99



A preparação da nossa festa tem sido maravilhosamente intensa. Alguns stresses, muita coisa ainda para fazer, e faltam apenas 6 dias (aiaiaiaiaiaiaiiiiiiiiiii!).
Têm sido muitos os momentos que me têm enchido o coração, como a ajuda dos nossos amigos para que tudo corra bem, a Susana fez-nos os convites, a Cíntia está na sintética toda do evento, as madrinhas na montagem da cerimónia, a Rita na montagem de tudo o que eu não percebo patavina, a minha cunhada que fez as nossas alianças em prata (e que já vi em imagem mas ainda não as vi pessoalmente porque vai ser surpresa)... mas há algo que me tem também em muito deixado derretida a cada dia que passa: o nosso Lovefunding.
Em cerca de três meses vimos a nossa conta para os Cais do Sodré Funk Connection crescer com a ajuda de familiares, amigos e leitores do Doce. Não queríamos acreditar em quanta generosidade e bondade tendo em conta algo que nos une, que é tão nós e que acaba por ser a nossa banda de sonho para a nossa festa.
Ainda não temos o valor total de que precisávamos (estamos a 50%), mas a ajuda tem continuado a chegar e a encher o nosso coração de gratidão. Obrigada a todos vocês, do fundo do nosso coração.
Em conversa no Coworklisboa sobre o estado do nosso Lovefunding, o tema chegou aos ouvidos da equipa que gere a aplicação para smartphone da 99 Táxis e tivémos na Quinta-feira uma proposta divertida e interessante para ajudar na angariação de mais fundos para o nosso sonho.
A proposta da 99 Táxis é que a cada viagem que algum dos nossos convidados, amigos ou conhecidos fizerem através da App 99Táxis entre 11 e 13 de Setembro (em Lisboa), uma percentagem possa ser doada para o nosso Lovefunding. Eu e o Miguel, mais uma vez mal conseguíamos acreditar em quanta bondade para com a nossa causa. Hoje o post é de agradecimento profundo. Obrigada mesmo, a todos os que nos têm estado a ajudar.
O countdown está a ficar cada vez mais intenso e eu mal posso esperar que Sábado chegue. Quando iniciámos este Lovefunding, não sabíamos mesmo o que esperar, e nunca imaginámos que geraria uma onda de carinho tão grande para connosco. Os emails que recebemos, as mensagens de boa sorte de pessoas que nem conhecia (ontem no Cais do Sodré, nos anos do Miguel, alguém passou por mim e desejou-me boa sorte para o funding!)... não existem palavras. Obrigada... e obrigada agora também aos meus colegas coworkers que trabalham com a 99 Táxis! Vamos lá ver se agora chegamos aos restantes 50%!
Oh vida, tens coisas tão giras... 
Assim, já sabem, se estiverem para andar de Táxi entre 11 e 13 de Setembro, façam download da app 99 Táxis, e enviem-me o comprovativo da viagem para doceparaomeudoce@hotmail.com e eu farei chegar todos os comprovativos à 99 Táxis. Eles reverterão esses comprovativos numa quantia que contribuirá para termos os Cais do Sodré Funk Connection da nossa festa.
Isto é especialmente perfeito para garantir que os nossos amigos e familiares não levam os seus carros para a festa (isto faz-nos dormir tão melhor à noite). Não só podem beber à vontade, como também nos estão a ajudar.
Ai... está quase!
aaai.........
aaaaaaaaii...........
ai.....
a.
i.
Love, Lu*

PS: Dentro do Táxi, façam uma selfie e postem no Instagram com a hashtag #vaide99 e #festadaluedomiguel! Vou amar ver as vossas fotos! <3

Our party prep has been wonderfully intense. Some stresses along the way, a lot of things to do and we only have 6 days left (ooouuuucchhh!)
There have been moments that have filled my heart with true love, like the help of our friends so that everything goes according to plan, Susana made our invitations, Cíntia has been the queen of all design for the venue, my bridesmaids have been helping with the prep for the ceremony itself, Rita has been wonderful with all the matters we know nothing about, my sister in law made the most gorgeous silver wedding rings (that I've only seen in a picture, she wants it to be a surprise)... but there has also been something that has made me melt like never before: Our Lovefunding
In around 3 months we have seen our funding account flourish with the help of friends, family and Doce readers so that we could have our dream band at our wedding (Cais do Sodré Funk Connection). We couldn't believe how much generosity there is to something that is so us, and truly a dream.
We still don't have the amount we need (we are on around 50%), but the help has kept on coming and filling our hearts. Thank you to all of you who have been helping us. From the bottom of our hearts, thank you.
While on conversation at Coworklisboa about this funding theme, our colleagues from 99 Táxis (who work there) had the idea to offer us a deal: that from September 11th to September 13th all Cabs called (in Lisbon) and used with their 99 Táxis app convert into a small percentage to help our dream. Me and Miguel couldn't believe it. Today, this post is again, a post of gratitude. Thank you.
The countdown is getting more and more intense and I can't wait for Saturday to arrive. When we started this Lovefunding we had no idea, and we never truly thought it would generate this wave of help to our dream. The emails I get, the people who come to us and wish us good luck (yesterday at Miguels birthday someone came up to me and wished me good luck with the funding!)... there are no words. Thank you. I hope we can cover the other 50%!
Oh life has such fun things...
So now you know, if you're in Lisbon and call a Cab from 11 to September 13th with the 99 Táxis app you might be helping me and Miguel getting Cais do Sodré Funk Connection at our party! All you have to do is send the receipt to doceparaomeudoce@hotmail.com as a proof that you did it and I will send them all to the 99 Táxis Team who will convert them into a small amount to help us out.
This is specially perfect and makes me sleep at night that its a way to convince our friends and family to not bring their car to our party. Now not only will they be able to drink (and NOT drive), as they will be helping out.
OMG, we are almost there!!
aaaaaahh!
aaah!!!
a
h
!
Love, Lu*

PS: If you take a 99 Táxis cab, please make a selfie, post it in IG and tag #vaide99 or #festadaluedomiguel!

On planning an alternative wedding - Budget


Este é o tema quente do nosso casamento, ou da nossa festa, que é como gosto mesmo de lhe chamar. Eu sempre ouvi dizer que ninguém se conseguia manter no budget, mas ainda assim, sempre pensei que nós seríamos infalíveis neste campo. Nop... Nós não fazíamos ideia.
Já planeámos, saímos do budget, zangámo-nos... fizemos as pazes, irritámo-nos, fizemos as pazes... e até lá, já nos avisaram que só mesmo na semana do casamento é que estamos com as borboletas.
Não estamos mal dessa forma, mas muitas vezes já olhámos para os gastos e pensámos na quantidade de viagens que se poderia fazer com aquele dinheiro. Ainda assim, mal posso esperar para o ver vestidinho bonito, dizer-lhe que sim. Não quero de todo desencorajar pessoas a casar. Tenho apenas de ser realista convosco. Se estão a planear um casamento alternativo, arranjem uma Wedding Planner que vos ajude ou que vos prepare para os obstáculos que em Portugal ainda existem. Sou grande seguidora da Rock n' Roll Bride (fãzaça maluca mesmo) e sempre fiquei doida com os casamentos incríveis que muitos dos noivos conseguem fazer por ali... confesso que a Kat foi uma das minhas grandes inspirações para levar a cabo as nossas ideias malucas. Mas muitos dos fornecedores que ali aparecem já estão habituadíssimos a noivos malucos como nós. Aqui nem por isso.)
Planear um casamento alternativo significa que muitas das coisas que queremos são fora do que está programado pelas empresas fornecedoras. Logo, sobem os preços, ou não sabem fazer, ou "ah, pois, nunca fizemos assim"... Há também milhares de pormenores que têm de ser tratados e dos quais nunca nos lembraríamos se não tivéssemos a Rita... Por exemplo: O local onde vamos dar o nó nunca teve um casamento antes, temos de alugar pratos, copos, talheres... mas e se alguém quiser temperar mais um bocado a salada? Ah, temos de ter os jarrinhos do azeite e do vinagre, pois é. Então e o sabão para as mãos? Olha, o local também não tem tampos de sanitas, não podemos deixar que os nossos convidados vão à casa de banho sem pelo menos um assento. E já agora, aquilo tem de estar bonitinho, não é? Uffff!
Falando agora das coisas grandes: Uma das coisas mais caras em qualquer casamento é o valor por pessoa para refeição e bebida. Nós pretendendo casar apenas uma vez na vida, não queríamos prescindir de familiares e de todos os nossos amigos, logo, uma das soluções que arranjámos para termos toda a gente que nos é especial e conseguirmos pagar dentro das nossas possibilidades foi começar mais tarde (às 18h00), e ter um grupo mais pequeno para cerimónia e jantar (família e padrinhos, alguns amigos de longa data) e depois de jantar abrir as portas para todos os nossos amigos e colegas de trabalho para a festa, música, convívio. (Noutros posts mais adiante falarei disto, quando tocarmos no assunto "lista de convidados".)
Posto isto, e porque o que a Rita escreve aqui abaixo é o que realmente importa, o meu grande conselho se estão a pensar em realizar um casamento alternativo, é desistam da ideia. Hahahaahah, estou a brincar. Não trocava o nosso dia por nada neste mundo. Ele é nossa visão, é um evento que nos reflete tão bem e que estou doida para partilhar convosco (estou tão feliz com o meu vestido). Vão em frente, sonhem, sejam vocês próprios, oiçam os familiares e amigos mas conheçam também a importância de saber filtrar informação. Por vezes eles dizem coisas que vão contra a vossa ideia mas na grande parte das vezes acontece porque nunca viram feito diferente... e porque vos amam acima de tudo, e querem que o dia seja perfeito, tal como vocês também querem. A minha mãe na primeira visita ao espaço disse que há meses que tinha pesadelos com a palavra "alternativo". Depois, percebeu que alternativo não tem de ser feio, com falta de gosto, com pessoas sentadas no chão e sem talheres. Significa apenas que sai um pouco fora do que está convencionado, mas que pode ser muito bonito.
Por fim, a cada ideia louca, vejam o dinheiro que têm para a poderem realizar. Não há nada pior do que estarmos zangados com os nossos companheiros por causa de dinheiro. O dinheiro é giro e dá coisas fixes, mas é um grande estraga prazeres também. Organizem-se, pensem bem na data e não apressem as coisas. Porque é que não esperam mais meio ano ou um ano do que o normal para conseguirem realizar todas as loucuras que querem?
Acima de tudo, é suposto ser um dia feliz. Tentem fazer do planeamento algo feliz também.
Como é que estão a ser os vossos planos de casamento? E a quem já casou, algum conselho útil para esta novata?
Fiquem com a Rita abaixo!
Love, Lu*


Olá a todos os seguidores do Doce!
Hoje, temos tema quente: Como gerir o orçamento de um casamento?
Antes de começarem a tomar decisões sobre onde irão realizar a cerimónia, quais os amigos que vão convidar, qual a cor predominante, o tema do vosso casamento, é importante que se sentem e conversem abertamente sobre o tema “orçamento”, sem tabus.
É importante que, sobre este assunto, exista uma grande sintonia entre os dois de modo a que este não se torne um verdadeiro motivo de stress e uma fonte de frustração ao longo do processo.
Mais importante este tema se torna num casamento alternativo, em que vão optar por conceitos menos standard, por fornecedores fora do circuito dos casamentos e isso terá um impacto muito maior do que julgam no vosso orçamento.

O vosso orçamento - Avaliem quanto poderão despender neste dia, que poupanças estão dispostos a aplicar no vosso casamento, qual a percentagem dos vossos rendimentos mensais poderão canalizar para este efeito.
Façam um plano de poupança até à data do casamento e, se possível, abram uma conta bancária destinada, especificamente, para o efeito.

Comparticipações financeiras - Antes de mais, e no caso da vossa autonomia financeira assim o permitir, deverão decidir, em conjunto, se querem assumir, sozinhos, o encargo total do vosso casamento ou se gostariam de contar com a participação da vossa família ou amigos.

Adiram ao Lovefunding, um projecto para lá de fantástico da Prontos para Casar e que a Lu já falou aqui: em jeito de crowdfunding, angariem fundos para o casamento ou para uma rúbrica específica para a qual não conseguem, por vossa conta, assegurar. Pode perfeitamente funcionar com uma lista de presentes alternativa!

O essencial e o acessório - Onde gostariam mais de investir? Preferem um fotógrafo mais artístico? É fundamental ter animação durante a festa? O catering é o mais importante?
Estabeleçam prioridades e as rúbricas mais importantes para tornarem a vossa festa memorável.
Definam ainda o que será pago por cada um de vocês, por via da comparticipação de familiares e amigos e quais as que entram para o orçamento global do casamento.

Validem as vossas premissas financeiras - Optando por situações fora das propostas existentes no mercado, lembrem-se que terão de ser muito mais detalhados e cuidadosos na elaboração do vosso orçamento. É completamente diferente fazem um casamento numa quinta vocacionada para casamentos, onde o preço que vos é apresentado já inclui uma série de serviços, do que optarem por espaço onde terão de contratar todos os serviços separadamente!
Se tiverem dúvidas sobre os valores praticados e quanto deverão imputar a cada rúbrica, pesquisem sites da especialidade, consultem profissionais do mercado e sejam sinceros na abordagem.
Cuidado com as opiniões dos amigos e colegas de trabalho! Lembrem-se que o tema “dinheiro” é demasiado sensível e, na maioria das vezes, as pessoas tendem a ocultar os gastos reais com um casamento, levando a equívocos na definição do vosso orçamento.

Gerir os imprevistos - É perfeitamente normal que, ao longo do processo, vos surjam ideias giras e que funcionariam lindamente no vosso casamento e para as quais não têm orçamento definido.
Se tal vos acontecer, deverão decidir em avançar ou não com as mesmas, respondendo as duas questões:
- Podemos retirar valores de outras rúbricas sem comprometer as expectativas de ambos?
- O impacto desta ideia é tão grande que vale a pena rever os valores inicialmente orçamentados?

Lembrem-se que se nalguns casos, os desvios ao orçamento não tem grande impacto, noutros, esse facto pode mesmo arruinar com as vossas finanças pessoais e o vosso dia de sonho…
Bom planeamento!
Beijinhos,
Rita

This is the hot subject about our wedding... or "our party" as I like to call it.
My friends have always told me they could never ever do as planned with the budget but I trusted that we could make it different. Nop, we went way out of the budget. We just had no idea.
We planned, and we got out of the budget, we got angry at each other, we made it up, and got angry, and made it up... We've been warned that 12 days before the wedding, yeah, its a current thing and that by the week of the big day we'll be flying again with love butterflies in our stomach.
We are not at all in a bad place, but we've looked at our wedding budget a few times and cried with all the amazing trips we could have made with it. If we think about how unforgettable the day will be, ok, we let it go. I can't wait to see him waiting for me, to tell him "i do". This is not a discouraging wedding post, guys. I just have to be realistic with ya. If you are planning an alternative wedding and this is the first ever wedding you are planning, please find a wedding planner or someone who can help you get to know the obstacles that Portugal still represents to your crazy ideas.
I am a huge (mega-huge) fan of Rock n' Roll Bride and I've always gone crazy over the incredible ideas most of those couples have. I have to confess that Kat was one of the reasons why I believed we could do it in Lisbon, but the difficulties of doing a different wedding in Portugal really make it a struggle in a few things.
Planning an alternative wedding means that many of the things you dream of are not thought by the common vendors. So, prices go up, or they don't want to do them, or don't know how to. Then, there are a gazillion details that you have to pay attention to, and that if I hadn't have Rita  we would totally forget about, like the olive oil and basil holders in case if someone wants to change the salad dressing. The spot where we are getting married never had a wedding before. It has nothing. No plates, no forks, no knives... etc etc etc.
And the bathrooms? They need some decor. Some don't even have seats and we gotta take care of that. As you see, a lot of work.
Speaking about the big guns: One of the most expensive things at any wedding is the amount of food and drinks per person. We only intend to marry once in our lives and we wanted to have all out families and friends at our party, but couldn't afford a huge group. So this is what we did: First of all, we opted to start late (6pm), then, we split the party in two. The first part of the group (a smaller portion) consists in our family and long time friends for the ceremony and dinner. Then, right after dinner and before the party begins, we'll open the doors to all our friends and coworkers. I'll detail this in another post just dedicated to our guest list.
So having this said, and because what Rita will write bellow is what really matters, my biggest advice if you are planning on doing an alternative wedding is quit the idea. I'm kidding! hahahahaha!
I wouldn't change our day for nothing. It is our vision, it reflects us so well and I can't wait to share the pictures here with you! (oh, I love my dress!)
Go ahead. Dream, plan, be yourselves, listen to your families and friends but know that in some times you'll have to filter. On an alternative wedding sometimes our special ones just don't see the bic picture, what you have in mind, and their advices are worries because they love you. When I took my mom to the wedding venue for the first time she told me that she had been having nightmares with the word alternative for months now. But after seeing it, yes, it is not a conventional wedding spot, but it is so me and Miguel. She understood that alternative doesn't have to mean ugly and eating with your hands and not having where to sit your guests. It just means different.
In the end, with every crazy idea, check if you can pay for it. There is nothing worst that being angry with your fiancée because of money. Yes, money is fun, and buys things, but it can be a real party pooper sometimes.
Get organised, think about the day you want to choose and don't speed things up just because. Why not wait one more year just to get all the things you wish for?
Above all, this is supposed to be a happy day. Try to make the planning something happy as well.
Are there any wedding budget advice out there to this new girl? Let me know!
Rita is coming up now!
Love, Lu*

Hello to all Doce readers!
So today we have a big word: Budget! And how do you manage your wedding budget?
Before you start deciding where the ceremony will be, what friends will you be inviting, what will the predominant color be, the theme... it is important that you sit and talk about the budget subject with no taboos.
It is important that the couple manages to be in sync so that this doesn't become a stress motive and a frustration source along the way.
This becomes even more important when we talk about an alternative wedding, where the couple is opting between things that are not wedding standard and that will have an even bigger impact on your budget.

Your budget - Evaluate how much you can spend for this day, what savings are you willing to apply for your wedding and what is the percentage of your income that you could send to this purpose.
Make a savings plan until the day of your wedding and if possible, open a bank account destined specifically for your day.

Financial help - First of all, if your financial autonomy allows it, you should decide if the wedding should be all on you, or if you'd like to count on the help of friends and family.

Try going on a Lovefunding  which is a super amazing project by Prontos para Casar  and Lu has actually written about this here.  It is just like a crowd funding where you could ask for help on funds for your wedding or on trying to get something specific that you really really wanted to have and can't pay for. It could also work as an alternative wedding list.

The essential and the accessory - Where would you like to invest the most? Would you like to have a more artistic photographer? Is it essential to have animation during the party? Is your catering the most important?
Settle your priorities and the most important aspects that will make your party memorable.
Define what will be payed by each of you, your parents, friends and what is on the overall budget of the wedding.

Opting on things that are not common on the market, remember that you'll have to be even more detailed and careful when making your budget. It is completely different making a budget on a wedding venue that has everything taken care of, than going somewhere else where you'll have to get everything separately.
If you have doubts, search for professionals in this field, specialised websites and be sincere on the approach. Be careful with your friends, family and coworkers opinions! Remember that when the subject is money everything gets more sensitive and most of the times people try to hide how much things costed which leads you to misunderstandings and bad judging on your own budget.

Manage the unexpected - It is completely normal that along the process new ideas come up that would perfectly work for your wedding and for which you don't have a budget settled. If that happens to you, you should base whether or not to go with it thinking about the following things:
- Can we make other things cheaper without compromising each others expectations?
- Is this ideas impact so big/important that we should re-evaluate the amounts that were already set?

Remember that if in some cases the deviations don't really have an impact on your budget, on others, they can ruin your finances completely, as well as your dream day...
Wishing you a good planning,
xoxo,
Rita

About finding yourself



Hoje recebi uma mensagem privada no facebook do Doce.
Perguntava-me se estava tudo bem porque há muito tempo que não postava nada de novo.
Respondi com o coração… que estava a passar por uma fase de reestruturação, que por vezes é preciso parar para depois regressarmos em força. A resposta que obtive depois, fez o meu dia pela primeira vez. Porque hoje o meu dia ganhou significado por três vezes no total.
Essa pessoa respondeu-me em agradecimento. Que eu devia levar o tempo que precisasse e que na sua vida eu já tinha sido um exemplo de inspiração e força. Que sem saber, eu já a tinha ajudado muito.
Nestes últimos tempos tenho-me sentido uma pessoa de sorte segundo os padrões considerados normais pela sociedade. Tenho um namorado maravilhoso, estou a menos de um mês para nos casarmos, tenho uma casa bonita, dois gatos maravilhosos e um emprego meu, que cresce e floresce que me faz feliz. Porque raios teria eu razões para parar o Doce por algum tempo? Pois digo-vos que o Doce só acontece quando cá dentro as coisas estão equilibradas, e a verdade é que nestes últimos meses também me senti um pouco a descarrilar. Preocupações parvas mas que considero tão importantes… Tenho pensado muito em mim e nesta coisa do casamento. Pela primeira vez assustou-me a ideia do “pertencer a outro”, do “ser oficialmente de outra pessoa”. Não me interpretem mal, não estou com second thoughts nem estou a ponderar desistir de nada. O Miguel é o homem da minha vida. Quero casar-me com ele e Ponto final. Mas por vezes dentro deste massivo countdown até ao Dia penso “e se casar der cabo da pica que temos um pelo outro?”. E se o “pseudo-oficializar” da coisa influenciar o desejo, a paixão que temos um pelo outro e do outro lado da vida a dois a coisa perder a chama? (digo pseudo-oficializar porque é mais do que oficial que estamos juntos, odeio a ideia do contrato mas adoro a ideia da promessa de amor para sempre)
E se eu me perder na minha identidade tão própria porque me esqueço de mim? E se nos tornarmos daqueles casais que se sentam à mesa num restaurante e que não têm nada para contar um ao outro e passam a refeição calados e perdidos nos seus pensamentos? E se eu me desleixar na minha imagem, me deixar engordar deixar de gostar de mim e deixar de estar saudável, parar de fazer coisas que são tão minhas?
A mensagem desta manhã, desta leitora do blogue foi uma chapada que eu precisava. Obrigada.
Relembrou-me de mim, e da minha vontade de nunca parar.
Se seguem o meu instagram, repararam que fiz uma viagem (estou neste momento no voo de regresso). A viagem surgiu espontânea. O Miguel tinha um trabalho como técnico de som na Hungria e comprou a passagem para mim. Sendo que o meu trabalho estes dias seria a editar e não a fotografar, uma pequena extravagância destas era mais do que necessária para me afastar de casa, da rotina e da preparação do casamento.
Oiço muitos casais de amigos meus que já se casaram e todos me contam de como se chatearam antes dos casamentos por milhares de temas. Dinheiro especialmente, mas depois, também muita coisa parva.
Nesta viagem reapaixonei-me pela pessoa com quem escolhi partilhar a minha vida. Tivemos discussões normais de casais, sim, mas também fomos muito, muito, muito patetas. Sempre que tivemos milhares de cadeiras disponíveis para nos sentarmos, fiz questão de me sentar sempre ao seu colo (na verdade até já ser a coisa mais parva do mundo e já nos rirmos muito disso). Pregámos rasteiras e demos calduços um no outro como quando nos conhecemos e éramos simplesmente amigos. Filmei-o a dormir de olhos abertos, gravei o seu ressonar e prometi um dia usar aquilo como chantagem caso precisasse. A sua vingança está prometida e mal posso esperar para ver em que situação é que me vai apanhar. Dançámos no metro, rimo-nos do constante mau feitio de todos os empregados de mesa e de bar de Budapeste, andámos de bicicleta e de barco.
Acreditei novamente, durante estas pseudo-férias, que não seremos desses casais solitários no restaurante. Pelo menos enquanto a parvoeira, a criancice e o amor ainda morarem cá dentro. Hoje, esta realização fez o meu dia pela segunda vez.
Em escala para casa (ontem), dormimos uma noite em Barcelona. Reencontrei a minha amiga Ana que conheci em Erasmus em 2006. Não parámos de nos abraçar e de dar beijinhos uma à outra. É bom ver como embora não estejamos sempre juntas, simplesmente na vida há quem tenha a sorte de ter alguém cujo carinho não muda. E eu sou uma dessas sortudas. Não é preciso estar sempre lá para saber que o sentimento nunca foi embora.
Ao almoço hoje, já depois da mensagem da leitora do blogue e prestes a darmos um último abracinho antes de embarcar, a Ana deu-me um postal. Senti que fechei outra janela que me causava ansiedade na vida. Não só pela questão do casamento que vos escrevi acima, que com este regresso sei que ficou arrumado, mas também no que toca ao meu EU.
Esta viagem teve uma razão de ser na minha vida, eu acredito muito nestas coisas.
Esta viagem serviu para me mostrar que eu e o Miguel temos um futuro bonito pela frente, e que eu serei sempre eu, e que serei sempre minha. Que não é a entrada deste homem que vai mudar estas coisas… até porque na verdade este homem já está na minha vida há quatro anos e sinto que só melhorei em milhares de coisas. Não é um casamento que há de mudar as coisas se nós não quisermos que mudem. No nosso dia vou prometer-lhe amor, não vou embarcar para outro planeta e fechar-me em casa a sete chaves. Acredito agora que serei ainda mais livre, porque ele me faz sentir assim. Única, especial e acarinhada.
Na mensagem da Ana, ela agradecia-me por lhe trazer sempre ao de cima o que de melhor há nela. Que por minha causa, desde 2006, ela era mais corajosa e seguia os seus sonhos. Enquanto lia, eu não conseguia parar de chorar. Não só era o reforço da mensagem desta manhã como de facto estava ali um sinal a ensinar-me a não temer o desconhecido que aí vem. Que para tudo dar certo, só tenho de seguir sempre o meu norte, os meus instintos e continuar a acreditar que coisas boas vêm para quem luta por elas. No amor, na amizade, no trabalho…
Eu que me sentia a perder-me encontrei-me no mais inesperado e simples. Ela fez o meu dia pela terceira vez, e eu que já me sentia com sorte de ter tantas coisas boas visíveis, agora tinha ainda mais coisas boas no coração. De facto, na vida não há nada melhor do que o amor e a amizade. E se cuidarmos destas duas coisas, tudo o resto encaixa. Tudo o resto resulta.
Estou de volta, meus doces.
Love, Lu*

PS: se este post não vos fizer sentido nenhum na cabeça, por favor deixem passar. Estou em altitude, bebi vinho, café e comi M&M’s. Não tenho quase horas de sono em cima e estou com o corpo durido de tanto andar. Só consigo pensar na minha casa, na minha cama, no gato Xamu e no gato Rissol. Oh, isso tudo misturado e se o Miguel fizer o jantar (ou encomendar pizza, que é a minha comida preferida), tenho o dia feito por 4 vezes.

PS2: Só porque sinto que torceram o nariz quando leram sobre a pizza ser a minha comida preferida, vejam pelo lado positivo: ao menos facilito-vos as decisões quando me convidarem para jantar. Pizza faz-me muito, muito, muito feliz.

PS3: Massa fina (integral seria mesmo fixe), extra queijo, azeitonas, cebola, cogumelos, rucula e tomate cherry. Obrigada.

I got a private message on the Doce FB page today.
A Doce blog reader was asking if everything was ok, since I hadn't posted anything in a while.
I answered from the heart... that I was going through a restructuring phase, because sometimes we have to stop for a bit and then come back strong. The answer I got after was a thankful one, and it made my day for the first time. Because my day gained a meaning for three times today. This person said that I should take my time, and thanked me for having helped her with inspiration and strength with my posts.
Lately I have been feeling like a very lucky person by the standards considered normal by society: I have a wonderful boyfriend, we'll get married in less than a month, we have a beautiful home, two wonderful cats and a job, which grows and flourishes every day and that makes me happy. Why the hell would I have reasons to stop writing on Doce for awhile? First, let me tell you that Doce happens only when inside me things are balanced, and the truth is that for the past month I've felt weird. Silly concerns but that were so important to me... I've been thinking a lot about me and this marriage thing. For the first time I got scared with the idea of ​​"belonging to another", of "being officially of someone else." Don't get me wrong, I'm not having second thoughts nor am I considering giving up anything. Miguel is the man of my life. I want to marry him and that it the truth. But sometimes within this massive countdown until The Day I wondered "what if marriage kills the spark we have for each other?". And what if the "pseudo-official" thing influences the desire, the passion we have for each other and on the other side of this life together things just lose the flame? (I say pseudo-official because it is more than official that we're together, we hate the idea of ​​the contract but love the idea of ​​the love promise)
What if I get lost in my own identity and forget about me? And what if we become one of those couples who sit at the table in a restaurant and have nothing to tell each other and spend a quiet meal lost in our thoughts? What if I neglect us and myself, put on weight, stop liking me and no longer do healthy things, stop doing things that are so mine?
The message this morning, from this sweet blog reader was a slap that I really needed. Thank you.
She reminded me of me, and of my desire to never stop.
If you follow my instagram account, You might have noticed that I've been on a trip (I am currently on the return flight). The trip happened spontaneously. Miguel had a job as a sound engineer in Hungary and bought me a ticket. Since my work these days would be editing and not shooting, a small extravagance like this was more than necessary to get away from home, routine and wedding planning.
I've heard about so many couples who recently got married and that went into fights before their weddings for thousands of reasons... Specially money, but then also a lot of other silly things.
On this trip I fell in love again for the person I chose to share my life with. We had normal couples fights, yes, but we were very, very, very silly and happy. Whenever we had thousands of seats available to sit on, I made a point to always sit on his lap (it actually turned out to be the silliest thing in the world and we had huge laughs about it). We made each other stumble and hit the back of each others heads just as when we met and were just good friends. I filmed him sleeping with his eyes open, and I recorded his snoring and promised to one day use it as blackmail if needed. His revenge is promised and can not wait to see the silly things that will come out of it. We danced on the subway, laughed at the bad temper all the waiters and bar tenders of Budapest had, we road bikes and a boat.
It came to me during this pseudo-vacations that we will never be like those lonely couples in restaurants. At least while the silliness, the childish behaviour and love still prevail inside us. Today, this realization made my day for a second time.
Before heading home, we made a stop in Barcelona. We stayed with my friend Ana whom I met during my Erasmus in 2006. We (me and her) cuddled and hugged each other all day. It is good to see how even though we are not always together, in life there are just those people who have the fortune to have someone whose affection never changes. And I am one of those lucky ones. No need to always be there to know that feeling never went away. I just love that girl.
At lunch today, Ana gave me a postcard. Not only did this marriage issue go away, as I also found myself in her letter.
This trip had a reason to happen, I really believe this things.
This trip showed me not only that me and Miguel have a beautiful future ahead, but that I'll always be me, and I'll always be mine. It's not marrying this man what will change these things up... because in fact this man has been in my life four years and I feel like I've only improved in thousands of things. On our day I will promise him love, and I believe that I will be even more free, because he makes me feel unique, special and cherished.
In Ana's message, she thanked me for always bringing out the best in her. Thanked me because since 2006, she became braver than ever and followed her dreams. As I read, I couldn't stop crying. Not only was this the reinforcement of the message from this morning but in fact this was a sign teaching me not to fear the unknown that is coming. For all that to work, I just have to always follow my north, my instincts and continue to believe that good things happen to those who fight for them. In love, in friendship, at work ...
I felt like I was losing myself before, but then, I found myself in the most unexpected and simple things of life. Ana made my day for the third time. In life, there is nothing better than love and friendship. And if we take care of these two things, everything else fits. Everything else follows.
I'm back, my sweet friends.
Love, Lu *

PS: If this post doesn't make any sense to you in your heads, please let it go. I am in high altitude, I drank wine, coffee and ate M&M's. I hardly slept on the last few days and my body hurts from all the walking. All I can think about is my home, my bed, my cats Xamu and Rissol. Oh, all of that, mixed together and having Miguel cooking dinner (or ordering pizza, which is my favorite food), and I'll have made the day for 4 times today.

PS2: Just because I feel like you made weird faces when you read about pizza being my favorite food, look at it from the bright side: at least I'm making it easy for you when you invite me to dinner. Pizza makes me very, very, very happy.

PS3: Thin crust, extra cheese, olives, onion, mushrooms, arugula and cherry tomatoes. Thanks.