Oh hi there! I'm on fire!

A ilustração é da talentosa Luisa Roldan, e foi um dos meus presentes de casamento! (Também há uma linda do Miguel)

Há muito que se lhe diga quando descobrimos que o que somos tem um nome. Eu descobri há relativamente pouco tempo que sou o que se chama de multipotentialite. Foi como que um alívio descobrir que não estou sozinha na minha loucura saudável que tanta dor de cabeça me dá, de não ter só um "one true calling", ou "uma só vocação". O problema de se ser uma multipotentialite tem a ver com a ansiedade. Ansiedade de gestão dos milhares de projectos que temos (e tentar criar mais espaço num dia para os que estão por meter em marcha), ansiedade por querermos ser bons em todos, ansiedade no que a "sociedade diz que é normal", e não é normal cansarmos-nos de algo que nos está a correr tão bem assim que estabiliza e entra em velocidade cruzeiro para começarmos outra coisa logo depois.
Eu deparo-me com problemas a este nível pelo menos de 6 em 6 meses. Sim é óptimo, dá-me a chance de me reinventar, de me testar, de me pôr à prova constantemente, mas também cansa o corpo, a mente e o espírito. Por vezes tira-me o sono à noite, faz-me questionar-me porque é que não sou "normal" com um emprego das 9h às 17h. Faz-me pensar que não me especializo em nada e que estou constantemente à procura da minha vocação e ela não aparece e que sou muito estranha por isso.
Ando numa fase destas agora mesmo, e é isso que me tem mantido afastada do doce. Porque se bloqueio no trabalho, bloqueio em tudo, e o que mais gosto, e os de quem mais gosto, são quem leva por tabela. Estou farta de saber que isto é normal, estou farta de ver isto a acontecer-me e até pressinto como quando me está para chegar o período e penso "lá vamos nós outra vez". Então, estou nessa fase agora. Que é assustadora e ao mesmo tempo entusiasmante! Oh, eu sei que o que vocês querem é ver as fotos do casamento, e porque é que eu ainda não comecei a postar sobre isso, e sou mesmo uma grande chaga. Mas existem razões: Primeiro, estamos (eu e a Marta) a tentar submeter o casamento à Rock N' Roll Bride, e o blogue quer exclusividade do material. Logo, se posto aqui, não posso postar lá. E depois, não acho que seria sincera convosco em estar a partilhar prelim pim pins e magia numa fase em que me sinto nublada. Não sou assim. Não sou a pessoa que posta que a vida é maravilhosa e que depois está a chorar debaixo dos lençóis, e não consigo estar agora a falar-vos disso quando preciso de estar com os chakras alinhados para verdadeiramente vos passar o quão mágico foi o dia 12 de Setembro! Ora bolas... quando me lembro até tenho vontade de chorar de alegria! Mas posso contar que aguentam só mais um bocadinho? Prometo que em breve vêem tudo... desde a preparação às ideias loucas, aos inesperados e outras coisas mais.
Continuando o meu desabafo: A época de casamentos terminou para mim. NUNCA na minha vida esperei ter um ano tão bom a fotografar. Estive em festas tão mágicas, que muitas poderiam bem ter sido o meu próprio casamento. Corri o país de Norte a Sul e tive até a oportunidade de ir fotografar a Itália um dos casamentos da minha vida. Estou de rastos. É um trabalho muito, muito bonito, que adoro com todas as minhas forças, mas também cansativo em termos de horas, criatividade, energia, edição (eu entrego sempre entre 1500 a 1700 fotos editadas). Depois, ajudei as minhas noivas em níveis que nunca achei serem possíveis a uma simples fotógrafa: maquilhei, penteei e vesti quando mais precisaram, acalmei mães, avós, e até ajudei a que acontecesse um casamento quando a senhora do civil não apareceu (oh, isso um dia dará uma boa história).
Para além da Starling, tento gerir algum trabalho com a Giggles, fiz algumas tours, ainda que não tantas como no ano passado por falta de tempo, estou aqui no blogue, organizei o meu casamento, tive o que se chama de "post wedding blues", que é algo de muito interessante e para o qual nunca ninguém me tinha preparado e comecei a agendar casamentos para o ano que vem. Tudo isto parece maravilhoso, e é, de facto, então porque é que eu estou ansiosa? Porque é que sinto que a minha vida está a precisar de mais um rumo, porque é que me sinto perdida? E, porque é que nestes exactos momentos, em que me sinto meio em baixo, me surgem sempre na vida as propostas que podem virar tudo do avesso? É mesmo gira a forma como este planeta me apresenta as coisas novas em que me meto. Neste momento em que vos escrevo acho que vou ter um ataque de qualquer coisa entre um colapso nervoso e gritos de histeria e de felicidade. Como estou no meu local de trabalho, o Coworklisboa, isto tudo manifesta-se apenas em eu estar a transpirar e a escrever furiosamente, daí que perdoem algum erro ou alguma falta de sentido no meu raciocínio. À parte dos casamentos que já fechei para o ano e que vou com muito amor e gosto honrar, não sei o que vai acontecer-me no próximo ano de 2016. Continuo mais do que disponível para os agendar, até porque há 3 anos e meio que trabalho árduamente para chegar onde estou hoje, eles são, neste momento, a única certeza que tenho. De resto, preciso de fechar-me entre quatro paredes, ou de ir para um vale respirar ar puro e pensar, e tentar re-estruturar a minha vida para o ano que vem. É um misto de tristeza em abdicar um bocadinho de algumas outras coisas que gosto em detrimento de uma maior (não, não estou grávida), criar espaço para o que pode estar para vir mas que não tenho a certeza de que venha a vingar. É olhar para o meu futuro e ver que ele está nublado, embora seja um nublado com cores giras. É que tenho-me sentido perdida ultimamente, e foi-me hoje feita uma proposta de trabalho daquelas que acho que nunca mais na vida terei. Daquelas que são dos meus sonhos mais antigos.
Love, Lu*


There is much to be said when you find out that what you are has a name. And I discovered the name that best translates who I am not a long time ago, and that name is multipotentialite. It was kind of a relief to discover that I am not alone in this healthy madness that I have and that brings me so much headaches... the fact that I feel like I don't have just one true calling, but several maybe.
The problem in being a multipotentialite has to do with the anxiety that I feel. Anxiety managing the several projects that I am in (and trying to create the space to fit some more in when everything is already so tight), anxiety in wanting to be good at all of them, anxiety because society sometimes is a bitch and has pre-conceived ideas on what is "normal" and it is not normal for society to get tired or leave even though we love (and its being a successful) project to start something right after.
I deal with this kind of frustration around every 6 months. Yes, it is great cause it gives me the chance to re-invent myself, it tests me in many levels, but it's also very tiring... takes my sleep away sometimes for nights in a row. It's so unfair that I only get to live once when everything I wanna do should be lasting at least 6 lifetimes. It's so, so unfair. Sometimes I question myself why am I not "normal" and have a job from 9 to 5 with no extra worries, no bringing work home. Why don't I just specialise in something instead of always starting new things, getting good at them and then dropping them?
I am living it again right now, and that's what's keeping me away from the blog. Because if I get blocked at work, I get blocked at everything else and what I love the most, and those whom I love the most end up being the ones who are left behind a bit.
I should be used to it, I know it is a constant in my life, I can even tell when its about to start, just like when I'm about to get my period. It's like, "OOoops, here we go again", and I start rethinking my life. Its scary but so exciting at the same time.
Oh, and I know, most of you thought I was about to show you wedding pictures when I started this post, but no, not yet, and there are two reasons for that: First, me and Marta would love for it to get a chance to be featured on Rock N' Roll Bride, and it is a blog that likes to have things first hand, exclusive, so if I post it here, I can't get a chance to have it there (and we would LOVE THAT, since we were so inspired by it)... second, I think it's not fair for you, having me talking about magic when I'm feeling so confused in other levels. I am not the kind of person who talks unicorns when in reality is feeling trolls. I really want to have my chakras aligned when I tell you all about the most magical day I've had so far. I promise I'll let you know everything there is to know about our September 12th, but just be a little-little bit more patient. ok? :)
Alright, continuing: Wedding season has just ended for me. NEVER in my life had I thought I could have such an amazing year as a wedding photographer. I went to weddings so magical that could perfectly have been my own. I ran from north to south of the country, and I was even lucky enough to have the chance to be taken to Italy to photograph one to the weddings of my life. I am exhausted. It is the most beautiful job, but also very very tiring. All the hours, the attention, the creativity, the editing hours (I normally deliver 1500 to 1700 edited pics), plus, I helped my brides in ways I never thought I could, like redoing their make ups, hair, help calming moms and grand mothers, making a wedding actually happen when the celebrant didn't even make it to appear (oh thats another entire story).
Besides Starling, I did some Giggles, some tours (not as much as I'd like to since I had no time during the summer), I planned our wedding, suffered from something I didn't knew existed, called "post wedding blues", and have already started to fill my agenda on next years weddings. This all sounds amazing, I know, so why do I feel so weird? Why have I started to feel like I need more? And why is it that life always brings me new things when I am feeling so lost? It is so crazy that at this exact moment that I am writing, you I feel like I am somewhere between a nervous breakdown and a hysterical happiness attack. Since I'm at work, and I'm discrete, I'm just sweating and tipping like a lunatic, so pardon me if I make any writing mistakes or make no sense at all.
Appart from the weddings that I've already booked and the ones I'm waiting to have an answer on, thats the only thing I know for sure about next year. For the rest, I really need to close myself somewhere quiet, or go to the countryside and breathe some fresh air and think. What am I gonna do next? I am struggling with maybe having to let go somethings I love for the sake of something bigger (no I am not pregnant), and having to make space in my life for what might be coming my way and that I have no idea if it will succeed. Its looking at my future and seeing it foggy, although the fog has some fun colours (no I'm not on drugs either).
I had been feeling kinda lost lately, and then, today, I was offered a job opportunity that I believe I'll never have again in my life. Its one of my biggest dreams maybe coming true.
Love, Lu*

On planning an alternative wedding - When it was all worth it


Todo o trabalho, todas aquelas horas, toda a ajuda de amigos e família, os donativos para termos os Cais do Sodré Funk Connection na nossa festa, a ajuda das nossas tias que juntas fizeram a nossa mesa das sobremesas da ceia, as lutas familiares por querermos um casamento exclusivamente vegetariano, as lutas para planearmos um casamento 100% alternativo em Lisboa... encontrar o sítio mais que perfeito para a nossa festa, e depois descobrirmos que precisava que alugássemos tudo para o casamento poder acontecer, porque nunca lá tinha havido um casamento antes.
Ao ver este vídeo, e ao pensar em toda a alegria que tínhamos no coração, todo o amor que nos rodeou... fogo... valeu tudo a pena, porque casei com o meu melhor amigo, na presença das nossas pessoas preferidas, num dia que não foi menos que ÉPICO. E assim, mais nada importa, porque o amor (amigos, família e música) vencem tudo e todos.
Para já, aqui está um curto teaser do que aconteceu a 12 de Setembro de 2015 para vos aquecer os corações. Foi feito pelos mais que perfeitos Vanessa e Ivo... e preparem-se, porque estão para chegar agora muitos mais posts sobre este tema. Que dia incrível, de loucura e rock n' roll.
Love, Lu*

All the work, all the hours, all the help of friends and family, the donations for Cais do Sodré Funk Connection, the help from our aunts who did all the desserts, the fights we had because we wanted the wedding to be fully vegetarian, the struggles of planning an alternative party in Lisbon... finding the venue and dealing with difficulties we didn't know we would have because it had never had a wedding before.
Looking at this video, thinking about the happiness we had in our hearts, all the love that surrounded us... damn, it was all worth it, because I married my best friend, in front of our most special ones, in one EPIC day. And nothing else really matters, because love (friends, family, music) really does conquer all.
For now, here is something to warm your hearts from the dearest Vanessa & Ivo... and get ready for a few more posts on this subject. What a crazy, amazing, rock n' roll day.
Love, Lu*


PS: Ok, quem é que adora o meu vestido tanto quanto eu?
PS2: A foto de topo é, claro, da minha querida Marta José, aka, Dreamaker, a quem eu me orgulho de chamar irmã.
PS3: A música que ouvem no vídeo é da banda do Miguel, os Cochaise. Chama-se "Amanhã Lava-se" e foi a nossa música de entrada no casamento (tocada ao vivo!). Cada vez que a oiço, choro. Os Cochaise também deram um concerto inesquecível para abrir os Cais do Sodré Funk Connection, e até eu tive a oportunidade de cantar outra das minhas preferidas, a "Primavera".

PS: Now... who here is as in love with my dress as I am?
PS2: The first pic was done by my bff Marta José, aka, Dreamaker, who I'm proud to call a sister.
PS3: The song you can listen on the video is from Miguel's band Cochaise. It's called "Amanhã lava-se" and it was our entrance song at the wedding, performed live. Every time I listen to it now, I cry. Cochaise opened the night for Cais do Sodré Funk Connection with an unforgettable concert and even I got to sing my fav song from them on stage.

Uma ajuda com rodas! #vaide99



A preparação da nossa festa tem sido maravilhosamente intensa. Alguns stresses, muita coisa ainda para fazer, e faltam apenas 6 dias (aiaiaiaiaiaiaiiiiiiiiiii!).
Têm sido muitos os momentos que me têm enchido o coração, como a ajuda dos nossos amigos para que tudo corra bem, a Susana fez-nos os convites, a Cíntia está na sintética toda do evento, as madrinhas na montagem da cerimónia, a Rita na montagem de tudo o que eu não percebo patavina, a minha cunhada que fez as nossas alianças em prata (e que já vi em imagem mas ainda não as vi pessoalmente porque vai ser surpresa)... mas há algo que me tem também em muito deixado derretida a cada dia que passa: o nosso Lovefunding.
Em cerca de três meses vimos a nossa conta para os Cais do Sodré Funk Connection crescer com a ajuda de familiares, amigos e leitores do Doce. Não queríamos acreditar em quanta generosidade e bondade tendo em conta algo que nos une, que é tão nós e que acaba por ser a nossa banda de sonho para a nossa festa.
Ainda não temos o valor total de que precisávamos (estamos a 50%), mas a ajuda tem continuado a chegar e a encher o nosso coração de gratidão. Obrigada a todos vocês, do fundo do nosso coração.
Em conversa no Coworklisboa sobre o estado do nosso Lovefunding, o tema chegou aos ouvidos da equipa que gere a aplicação para smartphone da 99 Táxis e tivémos na Quinta-feira uma proposta divertida e interessante para ajudar na angariação de mais fundos para o nosso sonho.
A proposta da 99 Táxis é que a cada viagem que algum dos nossos convidados, amigos ou conhecidos fizerem através da App 99Táxis entre 11 e 13 de Setembro (em Lisboa), uma percentagem possa ser doada para o nosso Lovefunding. Eu e o Miguel, mais uma vez mal conseguíamos acreditar em quanta bondade para com a nossa causa. Hoje o post é de agradecimento profundo. Obrigada mesmo, a todos os que nos têm estado a ajudar.
O countdown está a ficar cada vez mais intenso e eu mal posso esperar que Sábado chegue. Quando iniciámos este Lovefunding, não sabíamos mesmo o que esperar, e nunca imaginámos que geraria uma onda de carinho tão grande para connosco. Os emails que recebemos, as mensagens de boa sorte de pessoas que nem conhecia (ontem no Cais do Sodré, nos anos do Miguel, alguém passou por mim e desejou-me boa sorte para o funding!)... não existem palavras. Obrigada... e obrigada agora também aos meus colegas coworkers que trabalham com a 99 Táxis! Vamos lá ver se agora chegamos aos restantes 50%!
Oh vida, tens coisas tão giras... 
Assim, já sabem, se estiverem para andar de Táxi entre 11 e 13 de Setembro, façam download da app 99 Táxis, e enviem-me o comprovativo da viagem para doceparaomeudoce@hotmail.com e eu farei chegar todos os comprovativos à 99 Táxis. Eles reverterão esses comprovativos numa quantia que contribuirá para termos os Cais do Sodré Funk Connection da nossa festa.
Isto é especialmente perfeito para garantir que os nossos amigos e familiares não levam os seus carros para a festa (isto faz-nos dormir tão melhor à noite). Não só podem beber à vontade, como também nos estão a ajudar.
Ai... está quase!
aaai.........
aaaaaaaaii...........
ai.....
a.
i.
Love, Lu*

PS: Dentro do Táxi, façam uma selfie e postem no Instagram com a hashtag #vaide99 e #festadaluedomiguel! Vou amar ver as vossas fotos! <3

Our party prep has been wonderfully intense. Some stresses along the way, a lot of things to do and we only have 6 days left (ooouuuucchhh!)
There have been moments that have filled my heart with true love, like the help of our friends so that everything goes according to plan, Susana made our invitations, Cíntia has been the queen of all design for the venue, my bridesmaids have been helping with the prep for the ceremony itself, Rita has been wonderful with all the matters we know nothing about, my sister in law made the most gorgeous silver wedding rings (that I've only seen in a picture, she wants it to be a surprise)... but there has also been something that has made me melt like never before: Our Lovefunding
In around 3 months we have seen our funding account flourish with the help of friends, family and Doce readers so that we could have our dream band at our wedding (Cais do Sodré Funk Connection). We couldn't believe how much generosity there is to something that is so us, and truly a dream.
We still don't have the amount we need (we are on around 50%), but the help has kept on coming and filling our hearts. Thank you to all of you who have been helping us. From the bottom of our hearts, thank you.
While on conversation at Coworklisboa about this funding theme, our colleagues from 99 Táxis (who work there) had the idea to offer us a deal: that from September 11th to September 13th all Cabs called (in Lisbon) and used with their 99 Táxis app convert into a small percentage to help our dream. Me and Miguel couldn't believe it. Today, this post is again, a post of gratitude. Thank you.
The countdown is getting more and more intense and I can't wait for Saturday to arrive. When we started this Lovefunding we had no idea, and we never truly thought it would generate this wave of help to our dream. The emails I get, the people who come to us and wish us good luck (yesterday at Miguels birthday someone came up to me and wished me good luck with the funding!)... there are no words. Thank you. I hope we can cover the other 50%!
Oh life has such fun things...
So now you know, if you're in Lisbon and call a Cab from 11 to September 13th with the 99 Táxis app you might be helping me and Miguel getting Cais do Sodré Funk Connection at our party! All you have to do is send the receipt to doceparaomeudoce@hotmail.com as a proof that you did it and I will send them all to the 99 Táxis Team who will convert them into a small amount to help us out.
This is specially perfect and makes me sleep at night that its a way to convince our friends and family to not bring their car to our party. Now not only will they be able to drink (and NOT drive), as they will be helping out.
OMG, we are almost there!!
aaaaaahh!
aaah!!!
a
h
!
Love, Lu*

PS: If you take a 99 Táxis cab, please make a selfie, post it in IG and tag #vaide99 or #festadaluedomiguel!

On planning an alternative wedding - Budget


Este é o tema quente do nosso casamento, ou da nossa festa, que é como gosto mesmo de lhe chamar. Eu sempre ouvi dizer que ninguém se conseguia manter no budget, mas ainda assim, sempre pensei que nós seríamos infalíveis neste campo. Nop... Nós não fazíamos ideia.
Já planeámos, saímos do budget, zangámo-nos... fizemos as pazes, irritámo-nos, fizemos as pazes... e até lá, já nos avisaram que só mesmo na semana do casamento é que estamos com as borboletas.
Não estamos mal dessa forma, mas muitas vezes já olhámos para os gastos e pensámos na quantidade de viagens que se poderia fazer com aquele dinheiro. Ainda assim, mal posso esperar para o ver vestidinho bonito, dizer-lhe que sim. Não quero de todo desencorajar pessoas a casar. Tenho apenas de ser realista convosco. Se estão a planear um casamento alternativo, arranjem uma Wedding Planner que vos ajude ou que vos prepare para os obstáculos que em Portugal ainda existem. Sou grande seguidora da Rock n' Roll Bride (fãzaça maluca mesmo) e sempre fiquei doida com os casamentos incríveis que muitos dos noivos conseguem fazer por ali... confesso que a Kat foi uma das minhas grandes inspirações para levar a cabo as nossas ideias malucas. Mas muitos dos fornecedores que ali aparecem já estão habituadíssimos a noivos malucos como nós. Aqui nem por isso.)
Planear um casamento alternativo significa que muitas das coisas que queremos são fora do que está programado pelas empresas fornecedoras. Logo, sobem os preços, ou não sabem fazer, ou "ah, pois, nunca fizemos assim"... Há também milhares de pormenores que têm de ser tratados e dos quais nunca nos lembraríamos se não tivéssemos a Rita... Por exemplo: O local onde vamos dar o nó nunca teve um casamento antes, temos de alugar pratos, copos, talheres... mas e se alguém quiser temperar mais um bocado a salada? Ah, temos de ter os jarrinhos do azeite e do vinagre, pois é. Então e o sabão para as mãos? Olha, o local também não tem tampos de sanitas, não podemos deixar que os nossos convidados vão à casa de banho sem pelo menos um assento. E já agora, aquilo tem de estar bonitinho, não é? Uffff!
Falando agora das coisas grandes: Uma das coisas mais caras em qualquer casamento é o valor por pessoa para refeição e bebida. Nós pretendendo casar apenas uma vez na vida, não queríamos prescindir de familiares e de todos os nossos amigos, logo, uma das soluções que arranjámos para termos toda a gente que nos é especial e conseguirmos pagar dentro das nossas possibilidades foi começar mais tarde (às 18h00), e ter um grupo mais pequeno para cerimónia e jantar (família e padrinhos, alguns amigos de longa data) e depois de jantar abrir as portas para todos os nossos amigos e colegas de trabalho para a festa, música, convívio. (Noutros posts mais adiante falarei disto, quando tocarmos no assunto "lista de convidados".)
Posto isto, e porque o que a Rita escreve aqui abaixo é o que realmente importa, o meu grande conselho se estão a pensar em realizar um casamento alternativo, é desistam da ideia. Hahahaahah, estou a brincar. Não trocava o nosso dia por nada neste mundo. Ele é nossa visão, é um evento que nos reflete tão bem e que estou doida para partilhar convosco (estou tão feliz com o meu vestido). Vão em frente, sonhem, sejam vocês próprios, oiçam os familiares e amigos mas conheçam também a importância de saber filtrar informação. Por vezes eles dizem coisas que vão contra a vossa ideia mas na grande parte das vezes acontece porque nunca viram feito diferente... e porque vos amam acima de tudo, e querem que o dia seja perfeito, tal como vocês também querem. A minha mãe na primeira visita ao espaço disse que há meses que tinha pesadelos com a palavra "alternativo". Depois, percebeu que alternativo não tem de ser feio, com falta de gosto, com pessoas sentadas no chão e sem talheres. Significa apenas que sai um pouco fora do que está convencionado, mas que pode ser muito bonito.
Por fim, a cada ideia louca, vejam o dinheiro que têm para a poderem realizar. Não há nada pior do que estarmos zangados com os nossos companheiros por causa de dinheiro. O dinheiro é giro e dá coisas fixes, mas é um grande estraga prazeres também. Organizem-se, pensem bem na data e não apressem as coisas. Porque é que não esperam mais meio ano ou um ano do que o normal para conseguirem realizar todas as loucuras que querem?
Acima de tudo, é suposto ser um dia feliz. Tentem fazer do planeamento algo feliz também.
Como é que estão a ser os vossos planos de casamento? E a quem já casou, algum conselho útil para esta novata?
Fiquem com a Rita abaixo!
Love, Lu*


Olá a todos os seguidores do Doce!
Hoje, temos tema quente: Como gerir o orçamento de um casamento?
Antes de começarem a tomar decisões sobre onde irão realizar a cerimónia, quais os amigos que vão convidar, qual a cor predominante, o tema do vosso casamento, é importante que se sentem e conversem abertamente sobre o tema “orçamento”, sem tabus.
É importante que, sobre este assunto, exista uma grande sintonia entre os dois de modo a que este não se torne um verdadeiro motivo de stress e uma fonte de frustração ao longo do processo.
Mais importante este tema se torna num casamento alternativo, em que vão optar por conceitos menos standard, por fornecedores fora do circuito dos casamentos e isso terá um impacto muito maior do que julgam no vosso orçamento.

O vosso orçamento - Avaliem quanto poderão despender neste dia, que poupanças estão dispostos a aplicar no vosso casamento, qual a percentagem dos vossos rendimentos mensais poderão canalizar para este efeito.
Façam um plano de poupança até à data do casamento e, se possível, abram uma conta bancária destinada, especificamente, para o efeito.

Comparticipações financeiras - Antes de mais, e no caso da vossa autonomia financeira assim o permitir, deverão decidir, em conjunto, se querem assumir, sozinhos, o encargo total do vosso casamento ou se gostariam de contar com a participação da vossa família ou amigos.

Adiram ao Lovefunding, um projecto para lá de fantástico da Prontos para Casar e que a Lu já falou aqui: em jeito de crowdfunding, angariem fundos para o casamento ou para uma rúbrica específica para a qual não conseguem, por vossa conta, assegurar. Pode perfeitamente funcionar com uma lista de presentes alternativa!

O essencial e o acessório - Onde gostariam mais de investir? Preferem um fotógrafo mais artístico? É fundamental ter animação durante a festa? O catering é o mais importante?
Estabeleçam prioridades e as rúbricas mais importantes para tornarem a vossa festa memorável.
Definam ainda o que será pago por cada um de vocês, por via da comparticipação de familiares e amigos e quais as que entram para o orçamento global do casamento.

Validem as vossas premissas financeiras - Optando por situações fora das propostas existentes no mercado, lembrem-se que terão de ser muito mais detalhados e cuidadosos na elaboração do vosso orçamento. É completamente diferente fazem um casamento numa quinta vocacionada para casamentos, onde o preço que vos é apresentado já inclui uma série de serviços, do que optarem por espaço onde terão de contratar todos os serviços separadamente!
Se tiverem dúvidas sobre os valores praticados e quanto deverão imputar a cada rúbrica, pesquisem sites da especialidade, consultem profissionais do mercado e sejam sinceros na abordagem.
Cuidado com as opiniões dos amigos e colegas de trabalho! Lembrem-se que o tema “dinheiro” é demasiado sensível e, na maioria das vezes, as pessoas tendem a ocultar os gastos reais com um casamento, levando a equívocos na definição do vosso orçamento.

Gerir os imprevistos - É perfeitamente normal que, ao longo do processo, vos surjam ideias giras e que funcionariam lindamente no vosso casamento e para as quais não têm orçamento definido.
Se tal vos acontecer, deverão decidir em avançar ou não com as mesmas, respondendo as duas questões:
- Podemos retirar valores de outras rúbricas sem comprometer as expectativas de ambos?
- O impacto desta ideia é tão grande que vale a pena rever os valores inicialmente orçamentados?

Lembrem-se que se nalguns casos, os desvios ao orçamento não tem grande impacto, noutros, esse facto pode mesmo arruinar com as vossas finanças pessoais e o vosso dia de sonho…
Bom planeamento!
Beijinhos,
Rita

This is the hot subject about our wedding... or "our party" as I like to call it.
My friends have always told me they could never ever do as planned with the budget but I trusted that we could make it different. Nop, we went way out of the budget. We just had no idea.
We planned, and we got out of the budget, we got angry at each other, we made it up, and got angry, and made it up... We've been warned that 12 days before the wedding, yeah, its a current thing and that by the week of the big day we'll be flying again with love butterflies in our stomach.
We are not at all in a bad place, but we've looked at our wedding budget a few times and cried with all the amazing trips we could have made with it. If we think about how unforgettable the day will be, ok, we let it go. I can't wait to see him waiting for me, to tell him "i do". This is not a discouraging wedding post, guys. I just have to be realistic with ya. If you are planning an alternative wedding and this is the first ever wedding you are planning, please find a wedding planner or someone who can help you get to know the obstacles that Portugal still represents to your crazy ideas.
I am a huge (mega-huge) fan of Rock n' Roll Bride and I've always gone crazy over the incredible ideas most of those couples have. I have to confess that Kat was one of the reasons why I believed we could do it in Lisbon, but the difficulties of doing a different wedding in Portugal really make it a struggle in a few things.
Planning an alternative wedding means that many of the things you dream of are not thought by the common vendors. So, prices go up, or they don't want to do them, or don't know how to. Then, there are a gazillion details that you have to pay attention to, and that if I hadn't have Rita  we would totally forget about, like the olive oil and basil holders in case if someone wants to change the salad dressing. The spot where we are getting married never had a wedding before. It has nothing. No plates, no forks, no knives... etc etc etc.
And the bathrooms? They need some decor. Some don't even have seats and we gotta take care of that. As you see, a lot of work.
Speaking about the big guns: One of the most expensive things at any wedding is the amount of food and drinks per person. We only intend to marry once in our lives and we wanted to have all out families and friends at our party, but couldn't afford a huge group. So this is what we did: First of all, we opted to start late (6pm), then, we split the party in two. The first part of the group (a smaller portion) consists in our family and long time friends for the ceremony and dinner. Then, right after dinner and before the party begins, we'll open the doors to all our friends and coworkers. I'll detail this in another post just dedicated to our guest list.
So having this said, and because what Rita will write bellow is what really matters, my biggest advice if you are planning on doing an alternative wedding is quit the idea. I'm kidding! hahahahaha!
I wouldn't change our day for nothing. It is our vision, it reflects us so well and I can't wait to share the pictures here with you! (oh, I love my dress!)
Go ahead. Dream, plan, be yourselves, listen to your families and friends but know that in some times you'll have to filter. On an alternative wedding sometimes our special ones just don't see the bic picture, what you have in mind, and their advices are worries because they love you. When I took my mom to the wedding venue for the first time she told me that she had been having nightmares with the word alternative for months now. But after seeing it, yes, it is not a conventional wedding spot, but it is so me and Miguel. She understood that alternative doesn't have to mean ugly and eating with your hands and not having where to sit your guests. It just means different.
In the end, with every crazy idea, check if you can pay for it. There is nothing worst that being angry with your fiancée because of money. Yes, money is fun, and buys things, but it can be a real party pooper sometimes.
Get organised, think about the day you want to choose and don't speed things up just because. Why not wait one more year just to get all the things you wish for?
Above all, this is supposed to be a happy day. Try to make the planning something happy as well.
Are there any wedding budget advice out there to this new girl? Let me know!
Rita is coming up now!
Love, Lu*

Hello to all Doce readers!
So today we have a big word: Budget! And how do you manage your wedding budget?
Before you start deciding where the ceremony will be, what friends will you be inviting, what will the predominant color be, the theme... it is important that you sit and talk about the budget subject with no taboos.
It is important that the couple manages to be in sync so that this doesn't become a stress motive and a frustration source along the way.
This becomes even more important when we talk about an alternative wedding, where the couple is opting between things that are not wedding standard and that will have an even bigger impact on your budget.

Your budget - Evaluate how much you can spend for this day, what savings are you willing to apply for your wedding and what is the percentage of your income that you could send to this purpose.
Make a savings plan until the day of your wedding and if possible, open a bank account destined specifically for your day.

Financial help - First of all, if your financial autonomy allows it, you should decide if the wedding should be all on you, or if you'd like to count on the help of friends and family.

Try going on a Lovefunding  which is a super amazing project by Prontos para Casar  and Lu has actually written about this here.  It is just like a crowd funding where you could ask for help on funds for your wedding or on trying to get something specific that you really really wanted to have and can't pay for. It could also work as an alternative wedding list.

The essential and the accessory - Where would you like to invest the most? Would you like to have a more artistic photographer? Is it essential to have animation during the party? Is your catering the most important?
Settle your priorities and the most important aspects that will make your party memorable.
Define what will be payed by each of you, your parents, friends and what is on the overall budget of the wedding.

Opting on things that are not common on the market, remember that you'll have to be even more detailed and careful when making your budget. It is completely different making a budget on a wedding venue that has everything taken care of, than going somewhere else where you'll have to get everything separately.
If you have doubts, search for professionals in this field, specialised websites and be sincere on the approach. Be careful with your friends, family and coworkers opinions! Remember that when the subject is money everything gets more sensitive and most of the times people try to hide how much things costed which leads you to misunderstandings and bad judging on your own budget.

Manage the unexpected - It is completely normal that along the process new ideas come up that would perfectly work for your wedding and for which you don't have a budget settled. If that happens to you, you should base whether or not to go with it thinking about the following things:
- Can we make other things cheaper without compromising each others expectations?
- Is this ideas impact so big/important that we should re-evaluate the amounts that were already set?

Remember that if in some cases the deviations don't really have an impact on your budget, on others, they can ruin your finances completely, as well as your dream day...
Wishing you a good planning,
xoxo,
Rita

About finding yourself



Hoje recebi uma mensagem privada no facebook do Doce.
Perguntava-me se estava tudo bem porque há muito tempo que não postava nada de novo.
Respondi com o coração… que estava a passar por uma fase de reestruturação, que por vezes é preciso parar para depois regressarmos em força. A resposta que obtive depois, fez o meu dia pela primeira vez. Porque hoje o meu dia ganhou significado por três vezes no total.
Essa pessoa respondeu-me em agradecimento. Que eu devia levar o tempo que precisasse e que na sua vida eu já tinha sido um exemplo de inspiração e força. Que sem saber, eu já a tinha ajudado muito.
Nestes últimos tempos tenho-me sentido uma pessoa de sorte segundo os padrões considerados normais pela sociedade. Tenho um namorado maravilhoso, estou a menos de um mês para nos casarmos, tenho uma casa bonita, dois gatos maravilhosos e um emprego meu, que cresce e floresce que me faz feliz. Porque raios teria eu razões para parar o Doce por algum tempo? Pois digo-vos que o Doce só acontece quando cá dentro as coisas estão equilibradas, e a verdade é que nestes últimos meses também me senti um pouco a descarrilar. Preocupações parvas mas que considero tão importantes… Tenho pensado muito em mim e nesta coisa do casamento. Pela primeira vez assustou-me a ideia do “pertencer a outro”, do “ser oficialmente de outra pessoa”. Não me interpretem mal, não estou com second thoughts nem estou a ponderar desistir de nada. O Miguel é o homem da minha vida. Quero casar-me com ele e Ponto final. Mas por vezes dentro deste massivo countdown até ao Dia penso “e se casar der cabo da pica que temos um pelo outro?”. E se o “pseudo-oficializar” da coisa influenciar o desejo, a paixão que temos um pelo outro e do outro lado da vida a dois a coisa perder a chama? (digo pseudo-oficializar porque é mais do que oficial que estamos juntos, odeio a ideia do contrato mas adoro a ideia da promessa de amor para sempre)
E se eu me perder na minha identidade tão própria porque me esqueço de mim? E se nos tornarmos daqueles casais que se sentam à mesa num restaurante e que não têm nada para contar um ao outro e passam a refeição calados e perdidos nos seus pensamentos? E se eu me desleixar na minha imagem, me deixar engordar deixar de gostar de mim e deixar de estar saudável, parar de fazer coisas que são tão minhas?
A mensagem desta manhã, desta leitora do blogue foi uma chapada que eu precisava. Obrigada.
Relembrou-me de mim, e da minha vontade de nunca parar.
Se seguem o meu instagram, repararam que fiz uma viagem (estou neste momento no voo de regresso). A viagem surgiu espontânea. O Miguel tinha um trabalho como técnico de som na Hungria e comprou a passagem para mim. Sendo que o meu trabalho estes dias seria a editar e não a fotografar, uma pequena extravagância destas era mais do que necessária para me afastar de casa, da rotina e da preparação do casamento.
Oiço muitos casais de amigos meus que já se casaram e todos me contam de como se chatearam antes dos casamentos por milhares de temas. Dinheiro especialmente, mas depois, também muita coisa parva.
Nesta viagem reapaixonei-me pela pessoa com quem escolhi partilhar a minha vida. Tivemos discussões normais de casais, sim, mas também fomos muito, muito, muito patetas. Sempre que tivemos milhares de cadeiras disponíveis para nos sentarmos, fiz questão de me sentar sempre ao seu colo (na verdade até já ser a coisa mais parva do mundo e já nos rirmos muito disso). Pregámos rasteiras e demos calduços um no outro como quando nos conhecemos e éramos simplesmente amigos. Filmei-o a dormir de olhos abertos, gravei o seu ressonar e prometi um dia usar aquilo como chantagem caso precisasse. A sua vingança está prometida e mal posso esperar para ver em que situação é que me vai apanhar. Dançámos no metro, rimo-nos do constante mau feitio de todos os empregados de mesa e de bar de Budapeste, andámos de bicicleta e de barco.
Acreditei novamente, durante estas pseudo-férias, que não seremos desses casais solitários no restaurante. Pelo menos enquanto a parvoeira, a criancice e o amor ainda morarem cá dentro. Hoje, esta realização fez o meu dia pela segunda vez.
Em escala para casa (ontem), dormimos uma noite em Barcelona. Reencontrei a minha amiga Ana que conheci em Erasmus em 2006. Não parámos de nos abraçar e de dar beijinhos uma à outra. É bom ver como embora não estejamos sempre juntas, simplesmente na vida há quem tenha a sorte de ter alguém cujo carinho não muda. E eu sou uma dessas sortudas. Não é preciso estar sempre lá para saber que o sentimento nunca foi embora.
Ao almoço hoje, já depois da mensagem da leitora do blogue e prestes a darmos um último abracinho antes de embarcar, a Ana deu-me um postal. Senti que fechei outra janela que me causava ansiedade na vida. Não só pela questão do casamento que vos escrevi acima, que com este regresso sei que ficou arrumado, mas também no que toca ao meu EU.
Esta viagem teve uma razão de ser na minha vida, eu acredito muito nestas coisas.
Esta viagem serviu para me mostrar que eu e o Miguel temos um futuro bonito pela frente, e que eu serei sempre eu, e que serei sempre minha. Que não é a entrada deste homem que vai mudar estas coisas… até porque na verdade este homem já está na minha vida há quatro anos e sinto que só melhorei em milhares de coisas. Não é um casamento que há de mudar as coisas se nós não quisermos que mudem. No nosso dia vou prometer-lhe amor, não vou embarcar para outro planeta e fechar-me em casa a sete chaves. Acredito agora que serei ainda mais livre, porque ele me faz sentir assim. Única, especial e acarinhada.
Na mensagem da Ana, ela agradecia-me por lhe trazer sempre ao de cima o que de melhor há nela. Que por minha causa, desde 2006, ela era mais corajosa e seguia os seus sonhos. Enquanto lia, eu não conseguia parar de chorar. Não só era o reforço da mensagem desta manhã como de facto estava ali um sinal a ensinar-me a não temer o desconhecido que aí vem. Que para tudo dar certo, só tenho de seguir sempre o meu norte, os meus instintos e continuar a acreditar que coisas boas vêm para quem luta por elas. No amor, na amizade, no trabalho…
Eu que me sentia a perder-me encontrei-me no mais inesperado e simples. Ela fez o meu dia pela terceira vez, e eu que já me sentia com sorte de ter tantas coisas boas visíveis, agora tinha ainda mais coisas boas no coração. De facto, na vida não há nada melhor do que o amor e a amizade. E se cuidarmos destas duas coisas, tudo o resto encaixa. Tudo o resto resulta.
Estou de volta, meus doces.
Love, Lu*

PS: se este post não vos fizer sentido nenhum na cabeça, por favor deixem passar. Estou em altitude, bebi vinho, café e comi M&M’s. Não tenho quase horas de sono em cima e estou com o corpo durido de tanto andar. Só consigo pensar na minha casa, na minha cama, no gato Xamu e no gato Rissol. Oh, isso tudo misturado e se o Miguel fizer o jantar (ou encomendar pizza, que é a minha comida preferida), tenho o dia feito por 4 vezes.

PS2: Só porque sinto que torceram o nariz quando leram sobre a pizza ser a minha comida preferida, vejam pelo lado positivo: ao menos facilito-vos as decisões quando me convidarem para jantar. Pizza faz-me muito, muito, muito feliz.

PS3: Massa fina (integral seria mesmo fixe), extra queijo, azeitonas, cebola, cogumelos, rucula e tomate cherry. Obrigada.

I got a private message on the Doce FB page today.
A Doce blog reader was asking if everything was ok, since I hadn't posted anything in a while.
I answered from the heart... that I was going through a restructuring phase, because sometimes we have to stop for a bit and then come back strong. The answer I got after was a thankful one, and it made my day for the first time. Because my day gained a meaning for three times today. This person said that I should take my time, and thanked me for having helped her with inspiration and strength with my posts.
Lately I have been feeling like a very lucky person by the standards considered normal by society: I have a wonderful boyfriend, we'll get married in less than a month, we have a beautiful home, two wonderful cats and a job, which grows and flourishes every day and that makes me happy. Why the hell would I have reasons to stop writing on Doce for awhile? First, let me tell you that Doce happens only when inside me things are balanced, and the truth is that for the past month I've felt weird. Silly concerns but that were so important to me... I've been thinking a lot about me and this marriage thing. For the first time I got scared with the idea of ​​"belonging to another", of "being officially of someone else." Don't get me wrong, I'm not having second thoughts nor am I considering giving up anything. Miguel is the man of my life. I want to marry him and that it the truth. But sometimes within this massive countdown until The Day I wondered "what if marriage kills the spark we have for each other?". And what if the "pseudo-official" thing influences the desire, the passion we have for each other and on the other side of this life together things just lose the flame? (I say pseudo-official because it is more than official that we're together, we hate the idea of ​​the contract but love the idea of ​​the love promise)
What if I get lost in my own identity and forget about me? And what if we become one of those couples who sit at the table in a restaurant and have nothing to tell each other and spend a quiet meal lost in our thoughts? What if I neglect us and myself, put on weight, stop liking me and no longer do healthy things, stop doing things that are so mine?
The message this morning, from this sweet blog reader was a slap that I really needed. Thank you.
She reminded me of me, and of my desire to never stop.
If you follow my instagram account, You might have noticed that I've been on a trip (I am currently on the return flight). The trip happened spontaneously. Miguel had a job as a sound engineer in Hungary and bought me a ticket. Since my work these days would be editing and not shooting, a small extravagance like this was more than necessary to get away from home, routine and wedding planning.
I've heard about so many couples who recently got married and that went into fights before their weddings for thousands of reasons... Specially money, but then also a lot of other silly things.
On this trip I fell in love again for the person I chose to share my life with. We had normal couples fights, yes, but we were very, very, very silly and happy. Whenever we had thousands of seats available to sit on, I made a point to always sit on his lap (it actually turned out to be the silliest thing in the world and we had huge laughs about it). We made each other stumble and hit the back of each others heads just as when we met and were just good friends. I filmed him sleeping with his eyes open, and I recorded his snoring and promised to one day use it as blackmail if needed. His revenge is promised and can not wait to see the silly things that will come out of it. We danced on the subway, laughed at the bad temper all the waiters and bar tenders of Budapest had, we road bikes and a boat.
It came to me during this pseudo-vacations that we will never be like those lonely couples in restaurants. At least while the silliness, the childish behaviour and love still prevail inside us. Today, this realization made my day for a second time.
Before heading home, we made a stop in Barcelona. We stayed with my friend Ana whom I met during my Erasmus in 2006. We (me and her) cuddled and hugged each other all day. It is good to see how even though we are not always together, in life there are just those people who have the fortune to have someone whose affection never changes. And I am one of those lucky ones. No need to always be there to know that feeling never went away. I just love that girl.
At lunch today, Ana gave me a postcard. Not only did this marriage issue go away, as I also found myself in her letter.
This trip had a reason to happen, I really believe this things.
This trip showed me not only that me and Miguel have a beautiful future ahead, but that I'll always be me, and I'll always be mine. It's not marrying this man what will change these things up... because in fact this man has been in my life four years and I feel like I've only improved in thousands of things. On our day I will promise him love, and I believe that I will be even more free, because he makes me feel unique, special and cherished.
In Ana's message, she thanked me for always bringing out the best in her. Thanked me because since 2006, she became braver than ever and followed her dreams. As I read, I couldn't stop crying. Not only was this the reinforcement of the message from this morning but in fact this was a sign teaching me not to fear the unknown that is coming. For all that to work, I just have to always follow my north, my instincts and continue to believe that good things happen to those who fight for them. In love, in friendship, at work ...
I felt like I was losing myself before, but then, I found myself in the most unexpected and simple things of life. Ana made my day for the third time. In life, there is nothing better than love and friendship. And if we take care of these two things, everything else fits. Everything else follows.
I'm back, my sweet friends.
Love, Lu *

PS: If this post doesn't make any sense to you in your heads, please let it go. I am in high altitude, I drank wine, coffee and ate M&M's. I hardly slept on the last few days and my body hurts from all the walking. All I can think about is my home, my bed, my cats Xamu and Rissol. Oh, all of that, mixed together and having Miguel cooking dinner (or ordering pizza, which is my favorite food), and I'll have made the day for 4 times today.

PS2: Just because I feel like you made weird faces when you read about pizza being my favorite food, look at it from the bright side: at least I'm making it easy for you when you invite me to dinner. Pizza makes me very, very, very happy.

PS3: Thin crust, extra cheese, olives, onion, mushrooms, arugula and cherry tomatoes. Thanks.

Grapefruit soft drink



Olá leitores do Doce! Aqui Fedra de volta com um novo post com sabor a calor e a verão!
As toranjas são frutos estranhos. Por fora parecem simples laranjas mas quando as abrimos somos invadidos por um vermelho rubi, lindo de morrer. Sim as toranjas são ácidas, mas são tão especiais que decidi que tinha que fazer algo com elas. Nada melhor do que um refresco, que é doce mas ao mesmo tempo ácido, com sabor a verão preguiçoso, não acham? Queremos que o Verão dure!



Refresco de toranja (Rende 4 copos)
Sumo de 2 toranjas rosa
Sumo de 1 limão
Sumo de 1 lima
Pitada de sal
Xarope de açúcar
Lima-limão refrigerante
Gelo (opcional)

Num jarro, mistura o sumo de toranja, o sumo do limão e da lima. Passa os sumos por um coador para remover qualquer polpa. Junta a pitada de sal e o xarope de açúcar*.
Enche meio copo com sumo de toranja, o sumo de lima e o sumo do limão e completa com o refrigerante lima-limão. Decora com fatias de limão e toranja. Absolutamente refrescante!
Claro que as crianças podem beber este refresco, mas não sei se não será demasiado ácido para elas. Penso que apesar de não ter álcool é uma bebida mais adequada aos crescidos! 



*Para o xarope de açúcar:
2 Chávenas de açúcar branco granulado
2 Chávenas de água

Peneira o açúcar e coloca-o numa panela de tamanho médio.
Adiciona a água e mistura bem.
Coloca a panela em lume alto e deixa a mistura ferver, mexendo sempre para dissolver o açúcar na água. O açúcar vai dissolvendo à medida que a água aquece.
Deixa ferver durante 1 minuto.
Depois de um minuto, desliga o lume e deixa arrefecer.
Quando a calda estiver completamente fria está pronta para engarrafar e guardar.
Podes usar este xarope de açúcar para adoçar chá gelado, limonada ou qualquer cocktail!



Espero que gostem e que estejam a ter um excelente verão!
Xoxo,
Fedra


Hello Doce para o meu Doce readers! It's Fedra here, back with a new hot and summery post!
Grapefruit or blood oranges are a strange fruit. They look like a simple orange but when we open them, we are overwhelmed by a ruby ​​red, drop-dead gorgeous pulp. Yes grapefruits are acid, but they are so special that I decided I had to do something with them. Nothing better than a soft drink, which is sweet but at the same time has this tartiness flavour that reminds us of a lazy summer day. 


Grapefruit soft drink (Makes 4 cups)
2 pink grapefruit juice
Juice of 1 lemon
Juice of 1 lime
Pinch of salt
Sugar Syrup*
Lemon-lime soda
Ice (optional)

Use a jug and mix the grapefruit juice, lemon juice and lime. Pass the juice through a sieve to remove any pulp. Trow a pinch of salt and sugar syrup *.
Fill half glass of grapefruit juice, lime juice and lemon juice and complete with lemon-lime soda. Garnish with slices of lemon and grapefruit. Absolutely refreshing!
Of course, children can have this, but I don't know if it will be too acidic for them. I think that although it has no alcohol at all, it's probably better for the grownups!

* For sugar syrup:
2 cups granulated white sugar
2 cups water
Sieve the sugar and put it in a medium saucepan.
Add water and mix well.

Place the pan over high heat and let the mixture boil, stirring to dissolve the sugar in the water. The sugar will dissolve as the water heats up.
Let it boil for 1 minute.
After a minute, turn off the heat and let cool.
When the syrup is completely cold it is ready to bottle and store.
You can use this sugar syrup to sweeten iced tea, lemonade or any cocktail!
Hope you love it and have a great summer!
xoxo, Fedra

Just to let ya know I'm still here!



Estou com trabalhinho para terminar e ando cheia de vontade de vos contar uma data de coisas, mas enquanto não tenho uma horinha para escrever, achei que poderia partilhar aqui convosco um dos meus blogues preferidos: o Oregon to Patagonia. O seu instagram é qq coisa. Isto sim, é blogar.
Fiquem com o vídeo. Inspirem-se um bocadinho e tenham um excelente fim-de-semana.
De nada! ;)
Love, Lu*

I have a lot of work to Finnish today and I really want to tell you a thousand things, but while I can't find an hour to just sit and write, I thought I could leave you with my one of my fav blogs of all times: Oregon to Patagonia.  His instagram is something really special. Now, THIS is blogging.
Here is also the video, hope it inspires you and makes you have an even better weekend.
You are so welcome ;)
Love, Lu*